CAFÉ COM HISTÓRIA


26/01/2010


Jean-Paul Marat - Botou fogo na Revolução Francesa

Jean-Paul Marat (24 de Maio de 1743 - 13 de Julho de 1793) nascido na Suíça, médico francês, filósofo, teorista político e cientista mais conhecido como jornalista radical e político da Revolução Francesa. Seu jornalismo era conhecido e respeitado por seu caráter impetuoso e sua postura descompromissada diante do novo governo, "inimigos da revolução" e reformas básicas para os mais pobres membros da sociedade. Sua persistente perseguição, voz consistente, grande inteligência e seu incomum poder preditivo levaram ele à confiança do povo e fizeram dele a principal ponte entre eles e o grupo radical Jacobino que veio ao poder em Junho de 1793. Por dois curtos meses, liderando para a queda da facção Girondina em Junho, ele era um dos três homens mais importantes na França, Juntamente com Georges Danton e Maximilien Robespierre.

O primeiro trabalho político de Marat Correntes da Escravatura publicado em 1774 em Newcastle, provavelmente escrito lá também. Por sua própria altamente colorida conta, Marat viveu de café preto e dormiu apenas duas horas uma noite antes de completar os 65 capítulos em três meses - e em seguida, haveria dormindo por 13 dias. O livro está em Inglês, que Marat conhecia bem, porém, baseia-se fortemente em obras anteriores. Ele propõe-se a ser "Um trabalho em que as clandestinas e vil tentativas dos Príncipes de arruinar a Liberdade são apontadas, bem como as terríveis cenas de Despotismo divulgadas". Ele o fez conquistar o título honorário das sociedades poéticas de Berwick, Carlisle e Newcastle. A Livrária Literária e Filosófica da Sociedade de Newcastle, possui uma cópia, e a Tyne and Wear Arquivos tem três apresentadas as várias guildas de Newcastle.
Em 1776, se mudou para Paris através de uma breve escala em Geneva para visitar sua família. Aqui a sua reputação como um médico altamente eficaz, juntamente com o patrocínio do Marquês de l'Aubespine, marido de uma das pacientes de Marat, a Marquesa, garantiu-lhe uma posição como médico para o guarda-costas do Conde d'Artois (depois Charles X da França) em 1777, que pagou 2.000 livres por ano, mais subsídios.

Marat foi logo em grande demanda como médico da corte e da aristocracia e ele usou sua recém-encontrada riqueza para erguer um laboratório na casa de sua amante. Logo ele estava publicando trabalhos sobre o fogo/calor, eletricidade e luz. Até mesmo Brissot, em seu Mémoires, admitiu a influência médica de Marat no mundo de Paris. Porém quando ele apresentou suas pesquisas científicas para a Académie des Sciences, elas não foram aprovadas e ele não conseguiu ser aceito como membro. Em particular os acadêmicos ficaram revoltados com a sua temeridade em desacordo com o grande (e até agora incriticado) Newton. Marat escreveu para Benjamin Franklin que o visitou em diversas ocasiões. Goethe sempre considereu a sua rejeição por parte da academia como um exemplo flagrante de despotismo científico.
Na véspera da Revolução Francesa, Marat botou a sua carreira como cientista e médico atrás dele e pegou sua caneta, em nome do Terceiro Estado. Após 1788, quando o Parlamento de Paris e outros Notáveis concovaram a assembléia dos Estados-Gerais, pela primeira vez em 175 anos, Marat dedicou-se inteiramente à política. Sua Offrande à la patrie("oferenda à Pátria") enfatizou os mesmos pontos que o famoso Qu'est-ce que le Tiers État?( "Que é o Terceiro Estado?") de Abbé Sieyès.Quando os Estados-Gerais se reuniram, em Junho de 1789 ele publicou um suplemento ao seu Offrande seguido em Julho pela La constitution("A constituição") e em Setembro Tableau des vices de la constitution d'Angleterre("Tableau de falhas na constituição da Inglaterra") destinada a influenciar a estrutura da constituição da França. Este último trabalho foi apresentado à Assembléia Nacional Constituinte foi um dissidência anti-oligárquica da anglomania que foi havia tomado esse organismo.

Em Setembro de 1789, Marat iniciou seu próprio jornal, primeiramente chamado de Moniteur patriote("Monitor Patriota") mudou quatro dias depois para Publiciste parisien, e então finalmente [[L'Ami du peuple]]("O Amigo do Povo"). A partir desta posição, ele expressou suspeita de todos aqueles no poder, e os chamou de "inimigos do povo". Embora Marat nunca tomou um lado durante a Revolução, ele condenou vários lados no seu L'Ami du peuple e relatou suas alegadas desigualdades(até que ficou provado que estavam errados ou provados culpados).

Marat atacou frequentemente os mais influentes e poderosos grupos na França, incluindo a Assembléia Constituinte, os ministros, e a Cour du Châtelet. Em janeiro de 1790 ele mudou-se para a seção dos radicais Cordeliers, em seguida, sob a liderança do esperançoso advogado Georges Danton, e quase foi preso por sua campanha agressiva contra o Marquês de La Fayette, e foi forçado a fugir para Londres, onde ele escreveu sua Denonciation contre Necker("Denúncia de Jacques Necker") um ataque ao popular Ministro de Finanças de Luís XVI. Em maio, voltou a Paris para continuar a publicação do L'Ami du peuple, e atacou muitos dos mais poderosos cidadãos da França. Temendo represálias, Marat foi forçado a esconder-se nas Catacumbas, onde quase certamente contraiu uma debilitante doença crônica da pele (escrófula).

Marat, um apoiante de longa à abolição da Monarquia Bourbon, posteriormente atacou os mais moderados líderes revolucionários. Em julho de 1790, ele escreveu:  Quinhentas ou seiscentas cabeças cortadas teriam assegurado o seu descanso, liberdade e felicidade. Uma falsa humanidade segurou seus braços e suspendeu seus golpes, por isso, milhões de seus irmãos irão perder as suas vidas.

Marat colocou a sua esperança na Assembléia Constituinte, mas perdeu a fé na ações da Assembléia Legislativa. Cerca de março 1792, casou-se com Simone Évrard de 27 anos, a cunhada de Jean Antoine Corne, o tipógrafo de L'Ami du peuple.

Durante esse tempo, Marat foi frequentemente criticado, e começou a se esconder até que 10 de Agosto Insurreição, quando o Palácio de Tuileries estava sitiado e a Família Real abrigada com a Assebléia Legislativa. Esta foi parcialmente causada pela proclamação por Karl Wilhelm Ferdinand, Duque de Brunswick-Luneburg, que apelou para o esmagamento da Revolução, e serviu para inflamar sentimentos em Paris.

Embora ainda sem filiação partidária, Marat foi eleito para a Convenção Nacional, em setembro de 1792 para representar o povo da França. Quando a França foi declarada uma República em 22 de Setembro, Marat parou de imprimir seu jornal L'ami du peuple, e, três dias depois, começou o Journal de la république française("Diário da República Francesa"). Muito como o L'ami du peuple, ele criticava muitas das figuras políticas da França, e tornou impopular Marat com seus colegas da Convenção.
"O Triunfo de Marata": uma gravura popular de Marat sendo suportado por uma alegre multidão após a sua absolvição.

Sua postura durante o julgamento do deposto rei Luís XVI foi único. Ele declarou que era injusto acusar Luís para qualquer coisa antes de sua aceitação da Constituição Francesa de 1791, e, apesar de acreditar que o monarca implacável da morte seria bom para o povo, ele não permitia Guillaume-Chrétien de Lamoignon de Malesherbes, o conselheiro do rei , a ser atacado em seu jornal, e falou dele como um "sage et respectable vieillard" (sábio e respeitável velho).

Em 21 de Janeiro de 1793, o Rei Luís foi guilhotinado, o que causou turbulência política. De Janeiro a Maio, Marat lutou amargamente contra o Girondinos, a quem ele acreditava serem inimigos encobertos do republicanismo. Os Girondinos ganharam o primeiro round, quando a Convenção ordenou que Marat devia ser julgado perante o Tribunal Revolucionário. No entanto, seus planos foram minados quando Marat foi absolvido e voltou para a convenção com um maior perfil público e considerável apoio popular.

 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h21
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03/01/2010


A real Cleópatra - A última grande figura do Egito antigo sonhou um destino excepcional para seu país. Seu caráter era apaixonado, e ela exerceu o poder com notável gênio político.

O rei ptolomeu Aulete tinha quatro filhos legítimos: dois meninos, ambos chados Ptolomeu, e duas meninas, Arsinoé e Cleópatra. Quem assumiu o poder, no ano 51 a.C., foi Cleópatra. Aos 17 anos, ela já era admirada por suas qualidades. Crescera em meio ao tumulto e à angústia da guerra, conheceu a humilhação, a arrogância e a brutalidade dos romanos, sua herança macedônia, sentia profunda simpatia pelo povo egípcio. Ela não era egípcia; seu sangue se constituía de herenças gregas, macedônicas e persas. Ela se indignou quando o jugo de Roma pesou sobre aquela país cuja civilização era tão mais antiga e refinada. Acalentou o sonho e a ambição de livrar seu povo da tirania estrangeira. Tinha vícios, mas somava a eles o raro talento de quem tem o verdadeiro gênio político de conseguir que eles concorram para a realização de seus projetos. Sabia ser uma grande rainha, uma amante que dominava a arte mais refinada das prostitutas e uma menina que se divertia com jogos pueris. Ao mesmo tempo, era mais sábia e mais culta do que qualquer mulher da época. Falava fluentemente egípcio, árabe, persa, aramaico, etíope e somali, além de suas línguas maternas.  Ela devia o domínio que exercia sobre os homens que se aproximaram dela, à inteligência brilhante, sedutora, feita de mil facetas, viva, fulgurante, capaz de cegar. Cleópatra, a mais notável das rainhas do Egito. Ela havia se casado com o mais velho de seus irmãos, Ptolomeu XII, então com cerca de 10 anos de idade. Esse marido não podia ajudá-la em nada, e além disso ela conservava o título de rei. Essa tradição perdera-se com o passar do tempo, mas nos registros fala-se dela como de um rei, e não como de uma rainha. No palácio, o poder era dividido entre três personagens influentes: Aquilas,Teódoto, e o eunuco e tutor Potino, esse trio se orgulhava de governar a mulher e o rei-infante. Já o exército romano lembrava ininterruptamente aos egípcios que sua independência já não mais existia e que os súditos eram da República Romana, não de Cleópatra. Mas a qual fração, da república os guerreiros pertenciam: a César ou a Pompeu? O Oriente era simpático a Pompeu. O Egito, em particular, lhe fornecia trigo e soldados. O exército acampado em Alexandria tinha devoção pelo vencido de Farsália. Após aquela derrota, Pompeu fora buscar asilo no Egito. O Egito, em particular, lhe fornecia trigo e soldados. A coalizão formada por Potino, Aquilas e Teódoto havia instigado o povo contra ela. Cleópatra tivera a imprudência de querer se livrar de seus incômodos ministros, e agora eles a obrigavam a fugir para salvar a própria vida. Cleópatra partiu rumo ao deserto para reunir algumas tribos nômades que aliciara, contra a promessa de ricas recompensas. A idéia de invadir o Egito seduzia esses senhores das areias, maravilhados com relatos sobre as suntuosidades alexandrinas. Cleópatra não teve dificuldade de reunir um exército à frente do qual, então com 20 anos de idade, guerreou contra Aquilas.  Os três ministros, que controlavam como uma marionete o jovem Ptolomeu, único rei do Egito desde a fuga de Cleópatra, tremeram quando Pompeu, derrotado e em fuga, pediu a hospitalidade do Egito. Cleópatra tinha toda simpatia por Pompeu; quando ainda era rainha, ela havia acolhido seus pedidos de ajuda. Seu jovem irmão e seus ministros só levavam em consideração os perigos que poderiam advir de oferecer asilo político ao fugitivo. Plutarco relata os termos em que o conselho de ministros debateu essa delicada questão: "Receber Pompeu, disse Potino, é escolher César como inimigo e Pompeu como senhor; recusá-lo, é fazer com que Pompeu nos acuse de tê-lo expulso, e César de o termos obrigado a persegui-lo. O melhor, portanto, é mandar buscá-lo e matá-lo. Assim, submeteremos um, sem precisar temer o outro. Um morto não precisa ser temido". Cleópatra não tomaria uma decisão dessas caso ainda fosse a senhora do reino. Mas como estava ausente, a covardia prevaleceu. Alguns dias mais tarde, as galeras de César surgiram diante de Alexandria. Teódoto apressou-se em lhe levar a cabeça de Pompeu, como garantia da devoção do Egito. Talvez temendo uma armadilha, César desembarcou com um exército de cerca de 4 mil soldados e um milhar de cavaleiros, que acamparam na cidade. O objetivo de César era mediar a questão entre Cleópatra e seu irmão, em benefício de Roma. Queria, sobretudo, que ambos se dessem conta de que estavam à mercê de Roma. Certamente pretendia nomear um dos dois irmãos, ao qual deixaria o título de rei, mas que não passaria de um funcionário de Roma. Assim, Cleópatra e Ptolomeu, ela na fronteira do deserto e ele em Pelusa, receberam o convite de César para se apresentar diante dele a fim de acolher suas instruções. O jovem rei, aconselhado por Potino e Aquilas, permaneceu na expectativa. Cleópatra, ao contrário, compreendeu que era preciso rapidamente ir a César. Ela dispensou seu exército e abriu mão de qualquer cerimônia: pôs-se em marcha com seu escravo, Apolodoro, um siciliano habilidoso. Ele enrolou a rainha num tapete, que colocou sobre o ombro, e entrou no palácio à procura de César, a quem dizia querer entregar o presente. Foi assim que aconteceu o primeiro encontro entre o general romano e a herdeira dos faraós, numa atmosfera de comédia,  que estabeleceu de imediato entre eles ligações de intimidade com as quais Cleópatra contava para assentar seu império sobre o coração e o espírito de César. Aquela mulher não demorou a conquistar o conquistador. Juntos, eles enfrentaram os ataques do exército de Aquilas e da população rebelada, que não aceitava nem César nem Cleópatra, e pretendia devolver o trono ao jovem Ptolomeu. Os perigos comuns fortificaram a ligação, mas a situação era crítica. Sitiados na parte alta da cidade, não podiam ir de encontro à frota romana. A frota egípcia tinha sido incendiada por ordem de César. Os adeptos do jovem Ptolomeu receberam reforços providenciados pela princesa Arsinoé, que exibia bravura e ambição. O jovem Ptolomeu permitira-se cair na armadilha da reconciliação e havia voltado para Alexandria, onde César o mantinha sob controle. Arsinoé foi a agente da guerra contra César e Cleópatra. No entanto, seus generais brigavam entre si, e Ganimedes mandou assassinar Aquilas, para dominar sozinho o exército. Essas discórdias enfraqueceram os sitiantes, mas os sitiados também viam sua situação piorar. Tinham sido privados de água; César perdera muitos dos seus ao tentar uma saída. Como os reforços pelos quais esperava não chegavam, ele quis ganhar tempo e negociou com os rebeldes: eles exigiam a devolução do jovem Ptolomeu. César concordou e assim perdeu o refém que lhe permitia manter os alexandrinos em xeque. Foi informado de que vinha, do Oriente, um exército em seu socorro, comandado por Mitrídates de Pérgamo. Imediatamente, César e Cleópatra, que cavalgavam juntos à frente de um pequeno grupo de guerreiros, deixaram a cidade, para se juntar a Mitrídates e com ele se precipitar sobre os alexandrinos. Em poucas horas o exército de Ptolomeu e Arsinoé foi dizimado e expulso. Ptolomeu desapareceu; nem seu cadáver foi encontrado. A resistência alexandrina havia sido rompida. A população daquela cidade, tão pouco egípcia por sua raça e costumes, não mais oprimiria o verdadeiro Egito. Ela não mais se oporia aos projetos de Cleópatra, que, senhora dos sentidos e da vontade de César. Ela identificara nele uma extraordinária vontade de poder. Mal informada acerca das particularidades da civilização romana, Cleópatra quis fazer de César um grande rei. Para ela, o futuro de César não deveria se limitar ao mundo romano, mas estender-se. Queria que ele aspirasse ao Império do mundo, como Alexandre. César era cativo de uma rede de formalidades, obrigações e deveres.  Sabia que se os democratas desconfiassem dessa tendência à realeza não hesitariam em assassiná-lo. Cleópatra tinha sonhado fazer dele seu parceiro, a rainha do império do qual ela continuaria sendo o rei. Mas ele mesmo não se conformava com esse papel. Contentou-se em passear pelo Egito em companhia dela, descendo o Nilo, mas quando a primavera voltou - momento em que Roma já manifestava sua impaciência, ele deixou Cleópatra e partiu, a fim de esmagar a revolta de Farnaces. Ao mesmo tempo que os veteranos das legiões guerreavam, Cleópatra dava à luz um filho de César, a quem ela chamou Cesarião. A audácia chocou os egípcios. Quando entrou em Roma coroado de louros, César reconheceu o filho e dedicou à Vênus Genitrix uma estátua de ouro que representava Cleópatra. Ele, entretanto, nunca mais voltou ao Egito. Cleópatra foi para Roma, o que causou escândalo, pois César era casado com Calpúrnia. Tamanha imprudência promoveu a união dos democratas, uns recriminando a César o fato de ele querer tornar-se rei, os outros temendo que ele repudiasse a esposa para se casar com a egípcia, o que criaria dificuldades incontornáveis e poria em perigo a República. Se ela tivesse podido levar César para Alexandria, o centro de ação mundial teria sido deslocado. Abrindo mão de ser somente um homem de política romano, César teria se tornado rei do Egito primeiro, e em seguida imperador do mundo oriental. Por maior que fosse o fascínio de Cleópatra e seu poder sobre o homem que amava, César não compartilhava inteiramente suas esperanças quiméricas. Morreu, aos pés da estátua de Pompeu, assassinado por "republicanos" hostis à ditadura e inimigos da "realeza". Cleópatra pode ser considerada, de certo modo, responsável por sua morte, em função das instigações e apelos que fazia a seu orgulho, ambição e apetite de poder. Apressou-se em deixar Roma, com o pequeno Cesarião, para escapar à vingança daqueles que a acusavam de ter tido má influência sobre César. De volta a Alexandria, livrou-se do irmão que era uma ameaça e elevou ao poder Cesarião, então com 3 anos de idade. O exército romano tinha partido do Egito rumo à Ásia, para encontrar Dolabela, tenente de César que combatia as tropas senatoriais comandadas por Brutus. Ela esperou que o conflito que dividia Roma terminasse, para fazer o exame da situação e verificar qual proveito podia tirar dela. Uma vitória dos republicanos não era desejável. Ao contrário, o sucesso dos cesarianos lhe daria uma possibilidade de êxito, se fosse Marco Antônio o sucessor de César. Infelizmente, ele dividia o comando com Otávio, que tinha a fama de ser alguém consumido pela ambição, frio e calculista, que se furtaria a fazer o jogo da ambiciosa estrangeira. Somente Marco Antônio parecia útil para a realização de seus grandes projetos,  na segunda metade do ano 42, os chefes do exército cesariano dividiram o poder. Otávio retomou Roma, enquanto Marco Antônio, tentado pelo papel de rei oriental que era incentivado a desempenhar, ficou no Oriente. De natureza generosa, ardente e acessível às ilusões românticas da glória e do amor, ele era uma vítima inteiramente desenhada para Cleópatra. Todavia, ela não tomou a iniciativa. Esperou que ele solicitasse a aproximação. Marco Antônio estava na Sicília quando convidou Cleópatra a discutir a situação política da Ásia. Ela atendeu ao chamado. Ele caiu na armadilha. Ela conseguiu que Marco Antônio mandasse executar todos os seus inimigos pessoais, em especial sua irmã Arsinoé. Durante dez anos, de 41 a 31 a.C., Marco Antônio não passou de um joguete relativamente dócil. Abandonou a mulher, que era irmã de Otávio, e dessa forma rompeu com aquele homem poderoso e influente. As conquistas às quais se dedicou foram as que podiam trazer alguma vantagem para o Egito. Houve várias tentativas de reconciliação entre Marco Antônio e Otávio, mas jamais um acordo durável e definitivo, pois assim que Marco Antônio reencontrava Cleópatra tudo voltava ao que era. Ela havia lhe dado três filhos: dois gêmeos, Alexandre Hélio e Cleópatra Selena, e um terceiro, Ptolomeu Filadelfo. Para agradá-la, após a vitória sobre a Armênia, Marco Antônio comemorou seu triunfo em Alexandria, e não em Roma, onde ela e os filhos se apresentaram de maneira fulgurante, como deuses. Após o triunfo de Marco Antônio seus filhos tivessem recebido títulos reais: Alexandre Hélio, o de grande rei da Armênia; a jovem Cleópatra, o de rainha da Cirenaica; Ptolomeu Filadelfo, o de rei da Síria e da Ásia Menor. O filho mais velho, Ptolomeu César, tornou-se rei dos reis, e a Cleópatra chamavam de rainha dos reis. Já não se tratava mais de dois reinos: o Egito fazia parte do império futuro, do qual era a província central, o núcleo. Dois obstáculos ainda a separavam do império universal: os partas e Otávio. Várias vezes Marco Antônio havia feito a guerra contra os partas, sem contudo lograr um sucesso marcante. Os partas fechavam o caminho para o Extremo Oriente. Otávio era o senhor do mundo romano ocidental; sua política consistia em querer o Egito como província romana. Ele não aceitava a idéia de um império oriental-ocidental. A cada dia tornava-se mais evidente que Roma precisava escolher entre seus dois senhores, um que queria arrastá-la em suas aventuras perigosas, outro que seguia uma política menos brilhante a curto prazo, porém mais segura e vantajosa. O afastamento formal de Marco Antônio e Otávio consumou a ruptura. Prevendo que seu adversário, uma vez livre, se casaria com Cleópatra, Otávio começou por apresentá-la como inimiga de Roma, declarando guerra contra o Egito. Isso equivalia a colocar Marco Antônio diante da alternativa de renunciar à rainha para cumprir seu dever de romano, ou entrar em confronto aberto, no caso de permanecer fiel a ela. Em 2 de setembro de 31 a.C., as duas frotas se encontraram em Áccio, onde Marco Antônio foi vencido. Cleópatra não se conformou com a derrotaDecidiu, então, transportar o restante de sua frota de Alexandria para o mar Vermelho, seguindo o canal, ou mesmo através do deserto. Os cruzados fizeram mais tarde uma tentativa semelhante, com sucesso, mas Cleópatra fracassou. Teria sido mais sábio abandonar Alexandria, refugiar-se no Alto Egito, associar-se aos etíopes, lançando-se contra os romanos com uma tática de guerrilha, que teria podido ser longa e favorável a ela. Essa combinação era bastante razoável. Mas desagradava a Marco Antônio e a Cleópatra, que dilapidaram suas forças em tentativas estéreis, até o momento em que Otávio, que havia entrado sem dificuldade no Egito, chegou às portas de Alexandria. O suicídio de Marco Antônio e de Cleópatra pôs fim à guerra. Por perfídia, Otávio assassinou o jovem rei Ptolomeu XIV, filho de César. A dinastia dos Ptolomeus, a última dos reis do Egito, se extinguiu, assim como o país enquanto Estado autônomo e independente. A partir daquele momento, seu destino se confundiu com o do Império Romano. - Marcel Brion

Escrito por BÁRBARA PRADO às 18h18
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01/01/2010


1º de ano

 

Vem do francês réveiller que significa acordar, despertar.


A virada de ano é uma das datas mais comemoradas em todo o mundo. O principal motivo que explica essa comemoração talvez seja o fato das pessoas tomarem para si o sentimento de renovação, na esperança de que o ano seguinte será melhor do que o anterior. A comemoração pela passagem de ano já era feita desde 2000 a.C, na Mesopotâmia. No entanto, os calendários dos povos da antiguidade obviamente eram diferentes do calendário gregoriano, assim, cada povo comemorava o ano novo em uma data. 


No ocidente, a prática de comemorar o ano novo surgiu através de um decreto do governador romano Júlio César, em 46 a.C, no qual estabeleceu o dia 1º de janeiro como o dia do ano novo. A comemoração da virada de ano é chamada de reveillon. Tal nome é uma derivação do verbo francês “réveiller”, que significa “despertar”. 

No Brasil, as principais comemorações são feitas na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, onde milhares de pessoas se reúnem para ver uma grande queima de fogos de artifício. Outro fator relacionado à tradição brasileira é o fato das pessoas usarem roupas de cor branca. Na verdade, esse hábito é proveniente da cultura africana, na qual o branco simboliza a paz. 

Outra famosa comemoração ocorre nos Estados Unidos. O principal reveillon dos americanos ocorre na cidade de Nova York. À meia-noite, uma grande maçã explode em uma das regiões mais conhecidas da cidade, espalhando bombons e balas para todos os lados. 

Os australianos realizam suas comemorações em frente ao Opera House, Sidney, onde há uma grande queima de fogos. Na França, a principal comemoração ocorre na principal avenida de Paris, Champs-Elysées, próximo ao Arco do Triunfo.

Por Tiago Dantas - Equipe Brasil Escola

 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 23h58
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25/12/2009


Escrito por BÁRBARA PRADO às 10h22
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18/12/2009


O verdadeiro Rei Arthur

As histórias de nobreza e cavalaria fizeram dele um mito na Idade Média. Um personagem da ficção, não da história. No entanto, alguns especialistas acreditam que ele teria de fato existido e que, por trás dos contos de magos e bruxas, talvez tenha havido um homem real. Quem era ele?

Desde o abandono das legiões romanas, os bretões vinham sofrendo derrotas e o avanço anglo-saxão parecia irreversível. Se haveria um herói na história desse povo, era uma boa hora para ele aparecer. Isso teria acontecido em 517, na batalha do Monte Badon, na qual os bretões conseguiram uma vitória decisiva contra os invasores. Se Artur existiu, ele provavelmente combateu em Monte Badon. A lenda arturiana se remete ao mito da resistência e ao desejo de unificação. E a batalha em Badon é o único momento histórico comprovado em que isso de fato ocorreu”, diz Adriana Zierer, historiadora da Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro. Essa é a primeira coincidência entre mito e história. Mas o certo é que o Artur de Monte Badon seria completamente diferente daquele que conhecemos pelos livros e filmes. “Os guerreiros da época eram extremamente violentos. Suas armas eram as espadas de ferro – uma curta e leve, outra pesadíssima e com quase um metro de lâmina – , machados rombudos e escudos. Os combates eram travados no chão, em meio a um corre-corre danado. As lutas eram corporais e rápidas: a estratégia era acertar uma forte pancada na cabeça ou nas costas do inimigo e derrubá-lo. Aí, a vítima não tinha mais chance: com uma espada mais curta e leve, ela era cortada preferencialmente na garganta, e deixada para sangrar e morrer” conta Ricardo Costa, historiador da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Os celtas usavam cavalos para tração, mas raramente para montaria. Nas batalhas, isso simplesmente não ocorria. Os combates eram comuns na Bretanha decadente do século 5. O padrão de vida proporcionado pelo Império Romano, com construções de pedra e até aquecimento central, foi decaindo. A vida era extramamente rústica e as estradas que ligavam as cidades foram estragando, isolando as tribos. Os bretões não tinham unidade social ou religiosa: os clãs pouco se visitavam, não celebravam datas sagradas e mal comerciavam entre si, com exceção de trocas envolvendo cereais, roupas e calçados de couro. Viviam desconfiados de seus vizinhos, em clima de instabilidade política. As alianças entre os clãs eram raras as disputas por território, ou qualquer outra diferença, geralmente se resolviam no braço. A maioria das pessoas eram camponeses vivendo uma vida muito simples, em casas de pau-a-pique. As moradias tinham um buraco no teto para sair a fumaça e o fogo era usado tanto para cozinhar carnes e cereais quanto para esquentar o ambienteA faca era praticamente o único utensílio – garfos e colheres eram raros – e um chifre oco era usado como copo para beber. A elite que escapava dessa pobreza era composta por alguns bretões romanizados, que desfrutavam de um conforto um pouco maior, vivendo em habitações fortificadas de pedra e de madeira, que chegavam até a importar produtos finos como o vinho. Era nesse grupo de privilegiados que se formavam os guerreiros, e Artur teria vivido entre eles, onde aprendeu a usar a espada e a lança.

No século passado houve um grande esforço para descobrir alguma coisa que comprovasse o mito de Artur. Em 1930, o arqueólogo Raleigh Radford, em missão oficial patrocinada pelo Ministério Britânico, escavou o Castelo de Tintegel, em Northern Cornwall, a 200 quilômetros de Londres. Acreditava-se que aquele seria o local onde Artur nascera. As pesquisas confirmaram que o local havia sido uma fortificação no século 6. Foram encontrados potes e vasos de cerâmica importada, indicando que se tratava de um raro entreposto comercial. 

Um Rei Latino:  Para Ashe, um dos maiores e mais assíduos pesquisadores sobre o tema, existiu um Artur histórico e o nome dele é Riothamus, versão latina do título bretão “Rigothamus”, que quer dizer rei supremo. A melhor evidência de que Riothamus realmente existiu é uma carta do prefeito de Roma em torno de 470. “Esse era apenas um título, mas alguns relatos de época se referiam a ele como Artur, que poderia ser seu nome de batismo”. Mas se esse fosse o nosso homem, Artur teria nascido antes do que se imagina, durante o domínio romano. Ele teria sido educado, falaria latim, e poderia ter sido um rei de fato, não apenas um líder do período conturbado que se seguiu. Sabe muito pouco sobre Riothamus, mas um evento famoso ligado a ele foi o envio, a pedidos do imperador, de um exército de 120 mil homens para ajudar a defender Roma contra invasores visigodos. A Batalha de Badon foi o evento fundador do mito de que um líder bretão voltaria para unir todos os clãs contra os invasores. Se Artur esteve lá, jamais teremos certeza. No entanto, sabemos que depois dela, as lendas sobre esse guerreiro só aumentaram.

O Rei e sua corte: No século 12, seis séculos após o período em que teria vivido, Artur finalmente foi promovido de líder guerreiro a rei. A transformação aconteceu na obra Historia Regun Brittoniae (História dos Reis da Bretanha, sem tradução para o português), do clérigo Geoffrey Monmouth.Geoffrey fez o impossível: traçou a genealogia de todos os reis da Inglaterra desde 1100 a.C. Entre eles, Artur despontou como um dos mais importantes monarcas da Bretanha. Um rei deve ter uma rainha e Artur ganhou a companhia da Gueneviere e um castelo, localizado em Tintegel (aquele que foi localizado em escavações arqueológicas, na década de 70). Misturando fantasia e história, Monmouth vai criando, um a um, os ingredientes da lenda: Artur ora aparece lutando contra monstros e gigantes, ora é mortalmente ferido e retira-se para a ilha de Avalon, onde estaria situado outro mundo.Também é mencionada a fonte mágica de seu poder, uma espada chamada Caliburn. O mago Merlin também fez sua estréia: foi ele quem profetizou o nascimento do rei.
O livro de Monmouth transformou o guerreiro bretão em príncipe da cristandade: corajoso, justo, respeitado e invencível. Seu objetivo, segundo Adriana Zierer, era legitimar o poder dos reis ingleses. A obra teve tanta influência que por 600 anos foi considerada a versão oficial da história britânica. Outra proeza foi ter transformado aquilo que os franceses consideravam um amontoado de histórias sem pé nem cabeça produzidos por bárbaros irracionais em algo que viria a ser uma das maiores fontes de inspirações para os artistas franceses. A História dos Reis Bretões deu origem a uma proliferação de romances conhecidos genericamente como “matéria da Bretanha”. Na França, essa moda daria um novo impulso ao reinado de Artur. Chrètien de Troyes escreveu cinco livros sobre o rei e sua corte, nos quais introduziu personagens como os cavaleiros Percival e Lancelot, a mesa redonda em volta da qual se reuniam, o Graal e o castelo de Camelot.A adoção de Artur pela literatura francesa lhe deu um certo refinamento de costumes, com a introdução de conceitos como a civilidade, o casamento e a fidelidade”, afirma Teresa de Queiroz, historiadora da Universidade de São Paulo (USP). Outra novidade foi que os cavaleiros tornam-se os personagens mais atuantes. O rei deixa de se envolver nas lutas e aventuras, sendo consultado apenas para julgar a situação ou dar a palavra final. “Isso reflete muito bem o jogo de poder na época, onde o monarca começava a se fortalecer e a nobreza, sentindo-se ameaçada, tentava se reafirmar”, afirma a historiadora da USP.

Para ela, a Inglaterra precisava de um mito fundador e de um herói, assim como a França tinha Carlos Magno. Se esse herói era real ou não, não era tão importante. Mas vida na corte não parece ter feito bem ao nosso herói e Artur, o guerreiro bretão, o nobre cavaleiro, torna-se o marido traído. Gueneviere mantém um romance com Lancelot. Mas a infidelidade da rainha é apenas um ponto menor (e menos importante) do tratamento que Artur recebeu da literatura francesa. Para viver na França, maior país cristão da época, o rei passaria a lidar com a idéia de pecado, valores morais e uma conduta casta. A história de Artur passa por um processo de cristianização. Seu escudo passa a ostentar a imagem da Virgem Maria e o graal, um objeto sagrado na mitologia celta, foi transformado no cálice usado por Jesus Cristo na última ceia e “Há, ainda, uma clara associação entre a espada, fonte da força de Artur com a cruz, origem do poder da monarquia”, afirma Teresa.
 
Só em 1470 foi publicado o romance que daria ao rei Artur seu acabamento final, que conhecemos hoje.
Le Morte d`Arthur (A Morte do Rei Artur, sem versão em português), de Thomas Malory, reuniu todos os elementos anteriores para produzir uma narrativa coerente, onde todas as versões se encaixavam para dar aos britânicos o seu herói. O que ficou, afinal, foi um homem valoroso, de inegáveis força e senso de justiça. É como Artur vive no imaginário de seu povo e acabou sendo assim no mundo todo.
 
Brumas do passado - 410
As legiões de guerreiros romanos abandonam a Bretanha -517
Data aproximada da Batalha de Badon, na qual os bretões venceram os invasores - 539
Data da suposta morte de Artur, aos 96 anos, segundo a obra de Nennius - 540
Gildas escreve o único documento histórico do período arturiano, De Excedio et Conquestu Britanniae - 800
Artur é mencionado pela primeira vez em Historia Brittonum, pelo monge bretão Nennius - 1138
A obra de Geoffrey de Monmouth transformou o guerreiro em rei cristão - 1155
No livro Romance de Bruto, Robert Wace cria a Távola Redonda, símbolo de um governo justo e igualitário onse se sentavam os cavaleiros para discutir assuntos do reino - 1470
Thomas Malory reúne todos os elementos criados pelo caminho e dá o formato final que conhecemos hoje.

O poder da espada: A espada era uma das armas favoritas dos celtas, que acreditavam que ela possuía poderes mágicos. Fiel, ela sempre esteve ao lado de Artur. Nos primeiros relatos, ela tinha o nome de Caladfwlch, palavra galesa derivada de Caladbolg, que quer dizer “duro corte”. No século 12, ela virou Caliburn e, enfim, na versão francesa, Excalibur. Mas, apesar das origens na mitologia, a lenda possui bases históricas. Ferido e à beira da morte, Artur pede ao cavaleiro Gilfrete que jogue sua espada no lago, para que ninguém mais a use. Esse, de fato, era um costume celta e diversas delas foram encontradas no fundo de lagos. A lenda de que Excalibur foi retirada de uma pedra também pode estar ancorada em fatos. Segundo o arqueólogo inglês, Francis Pryor, mil anos antes do tempo de Artur, as espadas ainda eram feitas de bronze. O metal derretido era posto em um molde de pedra e depois de duro era puxado do centro do molde.
 
O costume teria dado origem ao mito de que Artur seria rei ao tirar a espada da pedra. Uma outra teoria diz que a lenda surgiu quando Artur depois de matar inimigo saxão, tirou sua espada como demonstração de poder. O nome latim para pedra, a palavra “saxo”, é muito semelhante ao nome dado aos invasores germânicos, chamados de “saxon”. 

Giba Stam

Fonte de pesquisa: pintoo@globo.com  Sérgio Pinto da Cunha

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h30
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13/11/2009


Sexta-feira 13


Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azarO número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 signos do zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.

Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo reiFilipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados porheresiaOutra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.

Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas.

Além da justificativa cristã, antes disso existem duas outras versões que provêm da mitologia nórdica que explicam a superstição. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.

Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa. 

Fonte de pesquisa: pt.wikipedia.org

Escrito por BÁRBARA PRADO às 10h55
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31/10/2009


Samhain

Samhaim (em irlandês Samhain, gaélico escocês Samhuinn, manês Sauin, e em gaulês Samonios) era o festival em que se comemora a passagem do ano dos celtas. Marca o fim do ano velho e o começo do ano novo. O Samhain inicia o inverno uma das duas estações do ano dos celta, o início da outra estação, o verão, é celebrado no festival de Beltane. Este festival, samhain, é chamado de Samonios na Gália. Segundo alguns autores, grande parte da tradição do Halloween, do Dia de Todos-os-Santos e do Dia dos fiéis defuntos pode ser associada ao Samhaim. O Samhaim era a época em que acreditava-se que as almas dos mortos retornavam a casa para visitar os familiares, e para buscar alimento e se aquecerem no fogo da lareira. Alguns autores acham que não existe nenhuma evidência que relacione o Samahin com o culto dos mortos e que esta crença se popularizou no século XIX. Segundo o relato das antigas sagas o Samhain era a época em que as tribos pagavam tributo se tivessem sido conquistadas por outro povo. Era também a época em que o Sídhe deixava antever o outro mundo. O fé-fiada, o nevoeiro mágico que deixava as pessoas invisiveis, dispersava no Samhain e os elfos podiam ser vistos pelos humanos. A fronteira entre o Outro Mundo e o mundo real desaparecia.  Uma das datas do calendário lunar celta de Coligny pode ser associada ao Samhain. No 17º dia do mês lunar Samon, a referência *trinox Samoni sindiu é interpretada como a data da celebração do Samhain ou do solstício de Verão entre os Gauleses. 

Os praticantes de diversas religiões inclusive neopagãs celebram-no, como por exemplo a Wicca. Ele é celebrado no dia 31 de Outubro no hemisfério norte e 30 de abril no hemisfério sul. Essa diferença existe porque as estações são invertidas de um hemisfério para o outro.

Esta é a primeira e ultima celebração do ano wiccan pois é quando o ano acaba e começa (nota que o ano celta é cíclico)

Este é igualmente um dos oito sabbats com maior relevância, pois é a noite em que o caos primordial retorna para o inicio do novo ano, é por isso a noite em que o mundo dos vivos se mistura com o dos mortos, sendo deste modo a melhor altura para contactar os mortos.

Os Celtas não acreditavam em demónios, mas determinadas entidades magicas eram consideradas hostis para os humanos, seus animais e colheitas). Deste modo muitas pessoas pregavam partidas aos seus vizinhos, desde trocar os gados, por figuras humanoides em locais para assustar, ao qual se tornou muito famosa a Jack o'Lantern ou a famosa abóbora iluminada de Halloween.

O Samhain é uma festa associada ao ciclo anual do sol que faz parte do Património Imaterial Galego-Português. A recuperação da tradição do Samhain envolve várias escolas que promovem actividades que por sua vez são inseridas na promoção da candidatura a Património Imaterial. Diversas aldeias na Galiza começaram a recuperar as celebrações apoiadas pela recolha de testemunhos e documentos sobre as antigas tradições locais.

Alguns Covens festejam o Samhain na data exacta em que nesse ano o sol se encontra aos quinze graus da casa astrológica de escorpião, em detrimento da data tradicional.

A palavra Samhain significa fim de verão e deriva de duas palavras "samh",verão, e "fuin", fim.  O mês de Novembro é chamado em Irlandês de "Mí na Samhain".

Escrito por BÁRBARA PRADO às 10h14
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Muitíssimo Obrigada

Escrito por BÁRBARA PRADO às 09h52
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Happy Halloween

A palavra Halloween tem origem na religião católica. É uma contração da expressão "Ali Halliows Eve", no inglês atual, "All Hallows Eve", que significa "Véspera do Dia de Todos os Santos".


O Halloween, conhecido no Brasil como Dia das Bruxas, é comemorado na noite de 31 de outubro. Estudiosos de folclore acreditam que os costumes populares do Halloween exibem traços do Festival da Colheita, realizado pelos romanos em honra à Pamona (deusa das frutas), e também do Festival Druída de Samhain (Senhor da Morte e Príncipe das Trevas).

De acordo com a crença, Samhain reunia as almas dos que tinham morrido durante o ano para levá-los ao céu dos druídas, nesse exato dia. Para os druídas, Samhain era o fim do verão e o Festival dos Mortos. O dia 31 de outubro marca também o término do ano céltico.

A fórmula "Trick or Treat" (GOSTOSURAS OU TRAVESSURAS) também se originou da Irlanda, onde as crianças iam de casa em casa pedindo provisões para as comemorações do Halloween, em nome da deusa irlandesa Muck Olla. As crianças inglesas continuaram esta tradição, vestidas com roupas extravagantes, pedindo doces e balas.

Hoje em dia, principalmente nos EUA, o Halloween é lembrado com muitas festas e alegria. Nessas festas, as pessoas usam máscaras e se vestem como fantasmas, bruxas, Conde Drácula, Frankstein, ou da maneira que achar mais engraçado ou horripilante. As crianças saem às ruas fantasiadas, batendo de porta em porta, pedindo doces e dizendo: "Trick or Treat". Quem não as atende pode ter uma desagradável surpresa, pois elas podem lhe pregar alguma peça.

Fonte de pesquisa: web

Escrito por BÁRBARA PRADO às 09h47
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29/09/2009


A Papisa Joana

A história da papisa Joana é bem controversa. Os católicos vão negar até o último fio de cabelo que ela tenha existido, embora haja um decreto no século IX proibindo explicitamente a sua colocação na lista de papas, a falta de um “João” na lista de papas e a existência da famosa “cadeira papal” que durou do século IX ao XVI não teria razão de existência se não fosse necessário comprovar o sexo do papa por algum motivo.

Na época, o escândalo de ter uma mulher infiltrada na Igreja que tivesse chegado à condição de papa teria sido abafado de todas as maneiras possíveis, tendo esta indiscrição perdurado até quase o século XI, quando o respeitável historiador Murdoch MacGroarty (1028-1082) estava compilando a lista de papas conhecida como “Chronicles of the Popes” e chegou a 20 papas de nome João. A lista de papas de Murdoch foi aprovada por Victor III, Urbano II, Pascoal II e Alberic de Montecassino e menciona a existência de uma papisa Joana.
Quando refizeram as contas, eliminando a papisa Joana quase 200 anos depois, o papa João XXI se recusou a mudar seu título e acabou ficando uma brecha entre os papas João VIII e João XIX. É ela quem aparece na imagem do 
Tarot de Marselha ocupando o arcano II, que se chama “Papisa” ao invés do tradicional “Sacerdotisa”.
A história mais confiável conta que Joana nasceu na Inglaterra, filha bastarda de um padre que, para ocultar o caso, precisou fugir para a Alemanha, onde a criou como um coroinha. Quando chegou a adolescência, Joana já sabia falar três línguas e possuía uma inteligência fora do comum. Foi enviada para estudar nas melhores escolas, sempre assumindo uma identidade masculina, pois não era permitida a presença de mulheres nos monastérios. Ela possuía um amante, também padre, que a acompanhou à Inglaterra, França e Grécia. Porém, conforme ficavam mais velhos, tiveram de mudar-se para Roma pois em todos os outros monastérios era comum os homens cultivarem barbas e a presença de Joana estava ficando difícil de ser explicada.
Joana conseguiu ser nomeada cardeal, quando teria ficado conhecida como João, o Inglês. Segundo as fontes católicas, no dia 17 de julho de 855, Leão IV faleceu.
João, em virtude de sua notável inteligência, foi eleito Papa por unanimidade. Apesar de ter sido fácil ocultar sua gravidez, devido às vestes folgadas dos Papas, terminou por sentir as dores do parto em meio a uma procissão numa rua estreita, entre o Coliseu de Roma e a Igreja de São Clemente, e deu à luz perante a multidão.
Os que acreditavam na história da Papisa Joana citavam, entre outras provas, a estátua de uma mulher com uma criança na viela entre Coliseu e a Igreja de S.Clemente, onde a procissão papal de 857 fora tão dramaticamente interrompida. Essa estátua existe lá até hoje, ano 2007 da nossa Era, e esta ruela, devido ao escândalo da Papisa Joana, passou a ser evitada nas procissões posteriores.
As versões também divergem sobre este ponto, mas todas coincidem em que a multidão reagiu com indignação por considerar que o trono de São Pedro havia sido profanado. Ela teria sido amarrada num cavalo e apedrejada até a morte.
O clero de Roma, ferido na sua dignidade e cheio de vergonha por aquele acontecimento singular, publicou um decreto proibindo aos pontífices atravessarem a praça pública onde tivera lugar o escândalo. Por isso, depois dessa época, no dia das Rogações, a procissão, que devia partir da basílica de São Pedro para se dirigir a Igreja de São João de Latrão, evitava aquele lugar abominável situado no meio do seu caminho, e fazia um longo roteiro.
Os ultramontanos, confundidos pelos documentos autênticos da história e não podendo negar a existência da papisa Joana, consideraram toda a duração do seu pontificado como uma vacância da santa sede e fazem suceder a Leão IV o papa 
Bento III, sob o pretexto de que uma mulher não pode desempenhar as funções sacerdotais, administrar os sacramentos e também conferir ordens sagradas. Mais de trinta autores eclesiásticos alegam este motivo para não incluirem Joana no número dos papas; mas um fato essencialmente notável vem dar um desmentido formal à sua opinião.

A Cadeira Furada
Para impedir que um semelhante escândalo pudesse renovar-se, imaginou para a entronização dos papas um uso singular e apropriado à circunstância, o qual leve o nome de “a prova da cadeira furada”.
O sucessor de Joana foi o primeiro a se submeter a essa prova, que passou a ser realizada na eleição do pontífice, no momento em que era conduzido ao palácio de Latrão para ser consagrado solenemente. Em primeiro lugar, o papa sentava em uma cadeira de mármore branco colocada no pórtico da igreja, entre as duas portas de honra; essa cadeira não era furada, e deram lhe esse nome porque o santo padre, ao levantar se dela entoava o seguinte versículo do salmo cento e treze: “
Deus eleva do pó o humilde para o fazer assentar acima dos príncipes!”
Em seguida, os grandes dignitários da igreja davam a mão ao papa e conduziam-no á capela de São Silvestre, onde se achava uma outra cadeira de pórfiro, furada no centro, na qual faziam assentar o pontífice.
Antes da consagração, os bispos e os cardeais faziam colocar o papa sobre essa segunda cadeira, meio estendido, com as pernas separadas, e permanecia exposto nessa posição, com os hábitos pontífices entreabertos, para mostrar aos assistentes as provas da sua virilidade. Finalmente, aproximavam-se dele dois diáconos, asseguravam-se pelo tato de que os olhos não eram iludidos por aparências enganadoras e davam disso testemunho aos assistentes gritando com voz alla: “
Temos um papa!”.
Este funcionário é chamado de 
Carmelengo e esta função era uma das mais importantes na aprovação do novo papa. Daqui originou-se o termo “Puxa-saco”.
Essa cerimônia das cadeiras furadas é mencionada na consagração de 
Honório III, em 1061; na de Pascoal II, em 1099; na de Urbano VI, eleito no ano de 1378. Alexandre VI, reconhecido publicamente em Roma como pai dos cinco filhos de Rosa Vanozza, sua amante, foi submetido à mesma prova. Finalmente, ela subsistiu até o décimo sexto século, e Cressus, mestre de cerimônias de Leão X, refere no jornal de Paris todas as formalidades da prova das cadeiras furadas a que o pontífice foi submetido.
Leão X foi o último papa a ter de passar pela cerimônia de Puxação de saco.


Fonte de Pesquisa: The History Chanel - Fontes da Internet

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h09
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14/09/2009


Os jovens de hoje derrubaram a Bastilha e querem morar no luxo de Versales.

Leandro Karnal

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h33
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07/09/2009


7 setembro

Independência do Brasil

Escrito por BÁRBARA PRADO às 19h57
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28/08/2009


Fim da era Kennedy

Democrata eleito por Massachusetts, Ted morreu na cidade de Hyannis Port, e era irmão de John Kennedy, presidente americano assassinado em 1963, de Robert Kennedy, senador assassinado durante campanha para a nomeação presidencial democrata de 1968, e de Joe Kennedy, piloto morto na II Guerra Mundial.
Ted Kennedy era o último sobrevivente de uma família privilegiada e carismática que dominou a política americana na década de 1960, atraindo a atenção do mundo inteiro. O senador lutava contra um câncer no cérebro diagnosticado em maio de 2008.

Por anos, democratas consideraram sua candidatura à presidência inevitável. Em 1968, uma possível campanha emergiu poucos meses depois da morte de Robert, mas ele desistiu, percebendo que não estava preparado para ser presidente. Analistas políticos consideraram sua candidatura em 1972, mas as especulações tiveram fim quando, em uma noite de julho de 1969, o carro que dirigia caiu de uma ponte matando uma jovem passageira afogada, mas conseguiu salvar-se, ao mesmo tempo em que não prestou nem pediu socorro para sua acompanhante, que teria morrido horas depois afogada. Ted assumiu a culpa mas declarou-se em estado de choque, sendo condenado a dois meses de prisão condicional, ao mesmo tempo em que nunca houve maiores investigações sobre a veracidade de sua versão.[A tragédia teve um efeito corrosivo na imagem da família.

Era o mais novo dos nove filhos de Joseph P. Kennedy, um homem de negócios e ex-embaixador americano de origem irlandesa. Seu primeiro mandato como senador foi obtido após o adiamento de eleições, o que permitiu que tivesse a idade mínima (30 anos) necessária para o cargo, na vaga deixada pelo seu irmão, eleito presidente, gerando acusações de favorecimento.

Como político:

Voltou-se, então, para a defesa de causas liberais, apoiando, mesmo sendo de família católica, o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Também foi um defensor de direitos dos imigrantes e do controle de armas. No âmbito externo, condenou a ditadura militar do general chileno Augusto Pinochet, o regime de apartheid na África do Sul, a guerra do Vietnã e a guerra do Iraque, além de participar de esforços de paz na Irlanda do Norte. Em 2006, a revista Time o citou como um dos dez melhores senadores americanos, devido a todo seu histórico. Para muitos analistas, seu legado em décadas de lutas legislativas foi mais profícuo que o deixado por seus irmãos. Ficou conhecido por sua habilidade em tratar com os republicanos. Ainda que o partido tenha combatido muitas de suas idéias, seus projetos sempre contavam com apoio de políticos desse partido.

Eleito ao todo oito vezes senador, permaneceu mais de quarenta anos no cargo, sendo o segundo mais longevo (atrás apenas do democrata Robert Byrd). Recebeu de Barack Obama, em 2009, a mais alta condecoração civil, a Medalha Presidencial da Liberdade, pelo seu trabalho como agente de mudanças.

Fonte de pesquisa: WEB

Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h40
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15/08/2009


Conheça a comovente e REAL história que inclusive virou tema de filme do  quão fiél e leal a seu dono um cão pode vir a ser, a foto acima é uma foto de verdade do cão protagonista desse drama.

Todo ano em 8 de abril ocorre uma cerimônia solene na estação de trem de Shibuya, em Tóquio. São centenas de amantes de cães que se reúnem em homenagem à lealdade e devoção de Hachiko, fiel companheiro do Dr. Eisaburo Ueno, um professor da Universidade de Tóquio.Mas, quem foi Hachiko? Que houve de tão extraordinário em sua vida para granjear a admiração e o respeito de tantos que assistem a tal reunião de caráter solene? O artigo intitulado "Velho e fiel cão espera pelo retorno do dono por dez anos", publicado na edição do Asahi Shinbun de 4 de outubro de 1933, lança luz sobre estas questões.O texto impresso fez um registro histórico de uma das mais bonitas, se não, a mais bela e ímpar história de lealdade, fidelidade e incondicional amor de um cão para com seu dono. De tão incrível era a história contada nas entrelinhas do artigo que a atenção de todo o povo japonês se voltaria para ela; nada menos que o mundo acabaria se rendendo a tal registro épico!Diga-se, de passagem, que a comovente história do Chu-ken Hachiko (o cachorro fiel Hachiko) rendeu um livro e um filme chamado "A História de Hachiko", mas, sobretudo, colaborou sobremaneira para que a reputação da raça se tornasse conhecida e famosa em todo o mundo, além de impulsionar um apaixonado movimento de restauração e preservação da raça Akita em seu país de origem, o Japão.O nome do protagonista e aspirante ao estrelato da história contada pelo Asahi Shinbun, e que ficou conhecido em todo o mundo, era Hachiko, um cão branco da raça Akita; o coadjuvante, seu próprio dono, o Dr. Eisaburo Ueno.Pode-se dizer que a história toda teve seu início muito antes daquele 4 de outubro de 1933, data em que o artigo veio a público.O "Era uma vez..." desta história teve seu ponto de partida em novembro de 1923, portanto, exatos dez anos antes. Naquele mês e ano nasceu Hachiko, na cidade de Odate, província de Akita.Em 1924, Hachiko foi enviado a casa de seu futuro proprietário, o Dr. Eisaburo Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio. A história dá conta de que o professor ansiava por ter um Akita há anos, e que tão logo recebeu seu almejado cãozinho, deu-lhe o de Hachi, ao que depois passou a chamá-lo carinhosamente pelo diminutivo, Hachiko. Foi uma espécie de 'amor à primeira vista', pois, desde então, se tornariam amigos inseparáveis!O professor Ueno morava em Shibuya, subúrbio de Tóquio, perto da estação de trem que levava (e que leva até os dias de hoje) o mesmo nome. Como fazia do trem seu meio de transporte diário até o local de trabalho, já era parte integrante da rotina de Hachiko acompanhar seu dono todas as manhãs. Caminhavam juntos o inteiro percurso que ia de casa à estação de Shibuya. Mas, ainda mais incrível era o fato de que Hachiko parecia ter um relógio interno, e sempre às 15 horas retornava à estação para encontrar o professor, que desembarcava do trem da tarde, para acompanhá-lo no percurso de volta a casa.Entretanto, algo de trágico estava para acontecer no dia 21 de maio de 1925 — mal se sabia, mas, reescrevia-se ali um novo desfecho para a história. Hachiko, que na época tinha pouco menos de dois anos de idade, à hora certa, lá estava na estação como de costume, pacientemente (e de rapinho abanando!) à espera de seu dono. Só que o professor Ueno não retornaria naquela tarde de 21 de maio; sofrera um derrame fatal na Universidade que o levara a óbito. Destarte, ainda que alheio da realidade, naquele dia o leal e fiel Akita esperou por seu dono até à madrugada.Após a morte do professor Eisaburo Ueno, conta a história que seus parentes e amigos passaram a tomar conta de Hachiko. Mas, tão forte e inexpugnável era o vínculo de afeto para com seu amado dono — lealdade, fidelidade e incondicional amor levados ao extremo —, que no dia seguinte à morte do professor ele retornou à estação para esperá-lo. Retornou todos os dias, manhã e tarde à mesma hora, na incansável esperança de reencontrá-lo, vê-lo despontar da estação de Shibuya. Às vezes, não retornava à casa por dias!Foi assim dez anos seguidos repetindo a mesma rotina (quiçá, já não tão feliz), razão pela qual já era uma presença familiar e pitoresca para o povo que afluía à estação. E ainda que com o transcorrer dos anos já estivesse visivelmente debilitado em conseqüência de artrite, Hachiko não se indispunha a ir diária e religiosamente à estação. Nada nem ninguém o desencorajava de fazer sua peregrinação!A história tem seu triste clímax em 8 de março de 1935, quando aos 11 anos e 4 meses, Hachiko é encontrado morto no mesmo lugar na estação onde por anos a fio esperou pacientemente por seu dono, onde durante dez anos se tinha mantido em vigília.Hachiko, como não poderia deixar de ser, tornou-se um marco, um referencial de amizade talvez jamais igualável em qualquer era anterior ou futura na história. Sua descomunal lealdade e fidelidade receberam o reconhecimento de todo o Japão. Em 21 de abril de 1934, praticamente um ano antes de sua morte, uma pequena estátua de Hachiko, feita de bronze pelo famoso artista japonês Ando Teru, foi desvelada em sua honra numa cerimônia perto à entrada da estação de Shibuya, local onde morreu. Era a memória de Hachiko sendo imortalizada.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h28
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12/08/2009


40 anos de Woodstock 15, 16, 17 e 18 de Agosto.

Woodstock foi um festival de música anunciado como "Uma Exposição Aquariana", organizado na fazenda de 600 acres de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, Nova York, de 15 a 18 de agosto de 1969.

Woodstock aconteceria  fora da cidade grande , enfatizando o clima existente de "volta do campo" e, estava sendo programado pra ser ser o maior festival musical de todos os tempos. Para atrair o público jovem, foram usados os símbolos e frases consagrados pela contracultura dos anos 1960 e começo de 70. O próprio slogan do evento "três dias de paz e muita música" era baseado na contracultura da década. O slogan continha em si o sentimento anti-guerra, dissiminado no filme/musical Hair.

O festival exemplificou a era hippie . Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores.

Mesmo considerado um investimento arriscado, o projeto foi montado tendo em vista retorno financeiro. Os ingressos passaram a ser vendidos em lojas de disco e na área metropolitana de Nova York, ou via correio através de uma caixa postal. Custavam 18 dólares (aproximadamente 75 dólares em valores atuais), ou 24 dólares se adquiridos no dia. Aproximadamente 186,000 ingressos foram vendidos antecipadamente, e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200.000 pessoas. Não foi isso que aconteceu, no entanto. Mais de 500.000 pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito. Para aproveitarem três dias de mentes abertas, amor livre,  drogas liberadas e muito rock. Cenas de nudismo confrontando as regras do stablishment.

Embora o festival tenha sido reconhecidamente pacífico, dado o número de pessoas e as condições envolvidas, houve duas fatalidades registradas: a primeira resultado de uma provável overdose de heroína, e a outra após um atropelamento de trator. Houve também dois partos registrados (um dentro de um carro preso no congestionamento e outro em um helicóptero), e quatro abortos. Ainda assim, em sintonia com as esperanças idealísticas dos anos 60, Woodstock satisfez a maioria das pessoas que compareceram. Mesmo contando com uma qualidade musical excepcional, o destaque do festival foi mesmo o retrato comportamental exibido pela harmonia social e a atitude de seu imenso público.

 

 

Pode ser considerado o auge da contracultura e da era hippie, culminando com o fim da década, que se tornava difícil e confusa.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 16h09
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09/08/2009


Dia dos Pais.

 

Nos Estados Unidos, o Dia dos Pais tem uma história semelhante à do Dia das Mães: foi criado por uma filha para homenagear uma pessoa de sua família. Segundo conta o site do governo, a americana Sonora Dodd, de Spokane, propôs a criação da data pela primeira vez em 1909, para homenagear o pai, William Smart, veterano da Guerra Civil. Ele havia ficado viúvo quando a mulher morreu no parto do sexto filho.

No ano seguinte, o primeiro Dia dos Pais foi celebrado. O mês escolhido foi o de aniversário de Smart: junho. Em 1924, o presidente americano Calvin Coolidge apoiou a ideia do feriado nacional, embora a primeira proclamação presidencial sobre a data tenha sido apenas em 1966, quando o presidente Lyndon Johnson designou o terceiro domingo do mês para a comemoração.

No entanto, o Dia dos Pais só foi comemorado oficialmente em 1972, quando o presidente Richard Nixon assinou uma lei que tornava a data permanente.

 Hoje, os Estados Unidos estimam em 64,3 bilhões o número de pais no país.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 13h22
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02/08/2009


Certidão de Banhos

Por volta do século XVIII os noivos além de apresentarem as devidas certidões de batismo e crisma, tinham também que apresentar a  Certidão de Banhos, que se tratavam de:

Certidão de Banhos era um documento passado pelo pároco, do local de origem dos noivos, observando os prazos normais de publicação (3 dias), onde não poderia constar impedimento algum quanto ao casamento contratado, em outras palavras, o noivo ou a noiva não tinha feito promessa alguma de casamento que não fosse com aquela ou aquele. No final do século XVIII, por exemplo, devido as dificuldades de comunicação, as certidões, tanto de batismo como de banhos, poderiam levar anos para chegar ao Brasil (quando chegavam). Neste período então, o noivo ou noiva deveria caucionar algum valor ou apresentar fiador, além de outras provas testemunhais de que o noivo ou noiva era quem se declarava, filho ou filha daqueles pais, e que declarava que era solteiro ou solteira e que pelo que sabia, um ou outro não havia prometido casamento algum, que não havia parentesco nem compadresco entre eles,  e que também não tinham feito voto de castidade ou de não casar. A certidão de banhos é que complementava a habilitação de casamento ou seja provando por A+B que os devidos noivos estavam livres para o casamento.
O que se usa hoje, com anúncios de jornais comunicando o casamenbto de Maria da Silva como João Carlos do Nascimento e Borba, proclames estes que devem ir ao jornal por cerca de 30 dias antecedentes ao casamento, evitando assim a conhecida frase.
"- Se alguém tem algo contra este casamento, que  fale agora ou cale-se para sempre..."
Fonte de pesquisa: http://reinodeclio.blogspot.com/ (Barbara Lucas)

Escrito por BÁRBARA PRADO às 13h28
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23/07/2009


40 anos na lua

Veio do interior de York, na Gra-Bretanha, uma das mais belas - e trabalhosas homenagens ao aniversário de 40 anos de conquista da Lua pelo homem.

Um fazendeiro britânico utilizou suas plantações de milho para desenhar um gigantesco labirinto que, do alto, toma forma de um astronauta.

A obra de arte mede 304 metros. O proprietário estima que o desenho tenha sido "pincelado" com 1,5 milão de plantas.

 

Fonte de pesquisa: Jornal Zero Hora- 21.07.2009

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h01
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06/07/2009


(Lupércio ou Lupercus em Roma) era o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. Era representado com orelhas, chifres e pernas de bode. Amante da música, trazia sempre consigo uma flauta. Era temido por todos aqueles que necessitavam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que eram atribuídos a Pã; daí o nome pânico.

Os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano.

Tornou-se símbolo do mundo pagão por ser associado à natureza e simbolizar o universo. Em Roma, chamado de Lupércio, era o deus dos pastores e de seu festival, celebrado no aniversário da fundação de seu templo, denominado de Lupercália, nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. Pã foi associado com a caverna onde Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba. Os sacerdotes que o cultuavam vestiam-se de pele de bode.

Nos últimos dias de Roma, os lobos ferozes vagavam próximos às casas. Os romanos então convidavam Lupercus para manter os lobos afastados.

Pã apaixonou-se pela ninfa Arcadiana Syrinx, que rejeitou com desdém o seu amor, recusando-se a aceitá-lo como seu amante pelo facto de ele não ser nem homem, nem bode.

então perseguiu-a, mas Syrinx, ao chegar à margem do rio Ladon e vendo que já não tinha possibilidade de fuga, pediu às ninfas dos rios, as náiades, que mudassem a sua forma. Estas, ouvindo as suas preces, atendem o seu pedido a transformando em bambu. Quando Pan a alcançou e a quis agarrar, não havia nada, excepto o bambu e o som que o ar produzia ao atravessá-lo.

Quando, ao ouvir este som, Pã ficou encantado, e resolveu então juntar bambus de diferentes tamanhos, inventando um instrumento musical ao qual chamou syrinx, em honra à ninfa. Este instrumento musical é conhecido mais pelo nome de Flauta de Pã, em honra ao próprio deus.

Pã teria sido um dos filhos de Zeus com sua ama de leite, a cabra Amaltéia. Seu grande amor no entanto foi Selene, a Lua. Em uma versão egípcia, Pã estava com outros deuses nas margens do Rio Nilo e surgiu Tífon, inimigo dos deuses. O medo transformou cada um dos deuses em animais e Pã, assustado, mergulhou num rio e disfarçou assim metade de seu corpo, sobrando apenas a cabeça e a parte superior do corpo, que se assemelhava a uma cabra; a parte submersa adotou uma aparência aquática. Zeus considerou este estratagema de Pã muito esperto e, como homenagem, transformou-o em uma constelação, a que seria Cápricórnio.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 12h09
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26/06/2009


Apagou-se uma estrela

Escrito por BÁRBARA PRADO às 13h02
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10/04/2009


A condição da mulher na Grécia Clássica

 Procuraremos apresentar alguns aspectos sobre a condição da mulher no Período Clássico. Observamos principalmente as mulheres gregas em geral eram despossuídas de direitos políticos ou jurídicos e encontravam-se inteiramente submetidas socialmente. A ateniense casada vivia a maior parte do tempo confinada às paredes de sua casa, detendo no máximo o papel de organizadora das funções domésticas, estando de fato submissa a um regime de quase reclusão. Mesmo antes do casamento, nem se pensava que a jovem pudesse encontrar-se livremente com rapazes, visto que viviam fechadas nos aposentos destinados às mulheres – o gineceu. Deviam lá permanecer para ficar longe das vistas, separadas até dos membros masculinos da própria família.

As mulheres deviam, por sua graça natural, permanecer em silêncio, o que é por demais significativos de sua condição numa comunidade democrática. Calar a mulher significava, portanto, efetivamente, o mesmo que excluí-la inteiramente da cidadania.

Realmente, como salienta Fábio de Souza Lessa, a mulher agia, e agia relevantemente, como elemento de integração social ao romper com o silêncio, ao disseminar informações junto ao grupo de parentes, amigas, vizinhas, associações religiosas. Tratando-se de uma sociedade de comunicação fundamentalmente oral, era vital a circulação de informações, a integração era mesmo mantida.  Assim, nos contatos com suas phílai durante a realização das atividades domésticas que pressupunham um trabalho coletivo, em ocasiões de visitas às vizinhas, nas idas à fonte, na colheita de frutos, as esposas encontravam a possibilidade de dialogarem entre si, transmitindo informações e, simultaneamente, se mantendo informadas acerca dos acontecimentos e dos saberes que circulavam na sociedade políade. Segundo Luís Garcia Iglésias , as opiniões das esposas podiam de fato sensibilizar os maridos nas decisões que estes tomavam na Assembléia . Com relação à condição feminina em Esparta para o mesmo período, observamos que suas mulheres pareciam ter uma “liberdade” maior que as atenienses. As espartanas eram até licenciosas, depravadas e luxuriosas. Acusava-as, principalmente, de mandarem nos maridos, deixando subentendido que o motivo disto estava no fato de muitas viúvas casarem novamente, levando consigo os direitos sobre o lote de terra (kléros).  As mulheres se tornaram possuidoras de cerca de dois quintos de todo o território da Lacedemônia, por causa do grande número delas que herda propriedades e da prática de dar grandes dotes , o mau comportamento da mulher não somente infunde um ar de licenciosidade à própria constituição, mas  também tende de certo modo a estimular o amor à riqueza”. Ao menos a mulher espartana tinha a possibilidade de uma vida absolutamente não reclusa e, inclusive, uma participação no treinamento militar, dado fundamental nesta sociedade essencialmente guerreira. Mas não devemos ser induzidos a erro, já que isto não significava que as mulheres espartanas tivessem socialmente mais consideração e sim, ao contrário, que sua utilidade era ainda mais diminuída no mundo da pólis.

Marcos Alvito informa-nos que as mulheres espartanas, ao contrário das atenienses (onde o fundamental no aprendizado de uma jovem, desenvolvido junto à avó, à mãe ou às criadas da casa, era a vida doméstica e, talvez, um pouco de leitura, cálculo e música), podiam (e deviam) praticar exercícios físicos e praticar jogos, mas isto se dava somente devido à crença que os filhos seriam melhores e mais fortes se ambos os pais fossem fortes ou, em outras palavras, as mulheres continuavam a ser vistas como simples reprodutoras. Se elas eram mais “livres”, podiam sair mais freqüentemente de casa, não tratava-se, como salienta Marcos Alvito, de uma aberração, mas de uma decorrência natural de uma organização social que propositadamente enfraquecia a família, retirando toda a força dos vínculos conjugais, fazendo com que os filhos fossem criados pelo Estado e os maridos só visitassem as esposas de vez em quando. Como se vê, estas mulheres espartanas eram ainda menos importantes no corpo social e na vida de seus maridos que as atenienses, uma vez que se viam privadas de criar os próprios filhos a partir de certa idade e de manter regularmente um relacionamento conjugal com seus maridos. Em resumo, o que se objetivava era fortalecer a comunidade de guerreiros em detrimento da esfera privada - foi à implantação na sua forma radical do ideal hoplítico (Alvito, 1988). Com relação às diferenças de condição social entre as mulheres casadas e as demais, devemos traçar algumas considerações. Era o quirios da donzela (seu pai, ou, na falta deste, um irmão nascido do mesmo pai, um avô, ou, finalmente seu tutor legal) quem escolhia o marido e por ela tomava as decisões necessárias. A lei fixava a forma do casamento legítimo e este se dava pela engiesis que era, na essência, um contrato, a entrega da mão em troca de um penhor. Em Atenas, uma jovem podia até casar-se sem dote, mas só em casos excepcionais; parece mesmo que a existência do dote era o sinal que permitia a distinção entre o casamento legítimo e o concubinato. O objetivo fundamental do casamento era a reprodução. Este servia assim a uma finalidade de ordem religiosa e a uma de ordem cívica, pois os filhos perpetuavam a raça e o culto dos antepassados (culto que era considerado indispensável à felicidade dos mortos no outro mundo) e perpetuavam a própria comunidade de cidadãos, pois a mulher, apesar de efetivamente não ser uma cidadã conforme vistos transmitiam a cidadania aos filhos. Em caso de adultério ou esterilidade, concedia-se a ruptura do casamento, acompanhado de ritos religiosos, que funcionavam como uma contrapartida dos ritos núpcias. Normalmente a ruptura era amigável, mas se houvesse desacordo entre os cônjuges, os tribunais decidiam a desavença e, conforme dessem ou negassem razão ao marido, este ou podia conservar o dote, ou era obrigado a devolvê-lo. Entretanto parece que repúdios e divórcios eram facilmente conseguidos pelos homens e dificilmente pelas mulheres.

Esperava-se das mulheres casadas que elas não se interessassem pelas coisas de fora de suas casas. Poucas ocasiões lhes eram mesmo dadas para falar com os maridos por muito tempo. Estes, inclusive, não deviam tomar as refeições na companhia de suas esposas e quando se recebia amigos, a esposa não devia comparecer na sala do festim. Seus deveres eram, conforme comentamos, os da dona de casa e só saíam às ruas para fazer compras acompanhadas por uma escrava aia, ou por ocasião das festas da cidade, ou de certos acontecimentos familiares. Nota-se, entretanto, uma progressiva e relativa liberação, e começa no século IV a se desenvolver uma prática em larga escala de visitas à casa de vizinhas para empréstimos de objetos caseiros e com a finalidade última de travar contatos. Tal fato, como também já observamos, está ligado a derrota na Guerra do Peloponeso. As necessidades carnais e sentimentais que os homens não satisfaziam junto à sua esposa reprodutora, iam fazê-lo fora do casamento com rapazes ou concubinas e cortesãs.

O homossexualismo masculino, inicialmente favorecido por uma camaradagem militar tal como se praticava em Esparta e Tebas ainda na Idade Clássica, em Atenas significava mais uma iniciação do jovem pelo adulto em todos os domínios, assim sendo a ligação entre erastós (amante) e erômenos (amado) devia cessar assim que adviessem os pêlos, quando o jovem se tornava adulto e devia se preparar para casar (por volta de 18 anos ou mais); normalmente as relações homossexuais masculinas entre adultos eram mal vistas em Atenas. Parece também que no século IV grande foi o desenvolvimento do concubinato que gozava de uma situação legal publicamente reconhecida. As concubinas podiam ser atenienses, escravas ou estrangeiras, ainda que, como saliente Maffre, fossem normalmente escravas da casa (Maffre, 1989: 89). Já as cortesãs eram normalmente escravas de fora (ligadas a bordéis ou independentes) que geralmente contentavam-se com modestas remunerações. Havia também as hetairas que, ao contrário, custavam somas elevadíssimas, pois eram cortesãs de luxo. É provável que muitas cortesãs, sobretudo as últimas, recebessem educação mais livre e mais cultas que as esposas de Atenas, sobretudo no que diz respeito à música, ao canto e à dança.

Moisés Romanazzi Torres

Escrito por BÁRBARA PRADO às 18h04
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06/04/2009


Hora da Risada

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h13
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Tubérculo da discórdia !!!

Conta a lenda que um a marinheiro espanhol junto com sua nau, aportou em um ponto boliviano ou peruano, sem confirmação.

O fato é que, este marinheiro enrrabichou-se por uma princesa da tribo, ficando com a moça por um longo tempo e esta ânciosa para efetuar o matrimônio.

O rapaz quando presentiu que a real inteção era esta, fugiu na calada da madrugada e os guerreiros da tribo ao verem a fuga, jogaram na direção do navio, o que tinham mais próximo, a tal batata.

No caminho de volta à Europa o marinheiros alimentaram-se da tal leguminosa, vinto esta a ser tão conhecida.

 

  • Já fatos históricos contam que:

Quando os conquistadores espanhóis invadiram o Império Inca em busca de riquezas, ao final do século XVI, jamais poderiam imaginar que levariam para a Europa e o resto do mundo um bem muito mais precioso: a batata andina. Esta foi disseminada pelos navegadores espanhóis e ingleses para as colônias – origem da denominação de “batata inglesa”. Entretanto, foram os incas e outros povos indígenas que, durante oito milênios, desenvolveram a bataticultura, utilizando espécies andinas. Técnicas eficientes de
produção tornaram a batata o principal produto agrícola, bem como a base da alimentação na Civilização Inca. Assim, foram selecionados tipos variados para os diversos usos na alimentação, alguns ainda hoje encontrados em países andinos.

Entretanto, os espanhóis levaram para a Espanha, em 1570, uma única espécie: Solanum tuberosum ssp. andigena; há relatos de uma segunda introdução, em 1590, na Inglaterra. Contudo, somente cerca de 200 anos após, a
batata tornou-se um alimento básico na Europa, sendo, a partir de então, introduzida em todos os
continentes. Para europeus, norteamericanos e latino-americanos, exceto os brasileiros, a batata constitui a base da dieta alimentar diária; em outros países, como no Brasil, é utilizada em menor escala, como hortaliça.

  • A História:

A batata ( Solanum tuberosum L. ) é originária dos Andes peruanos e bolivianos onde é cultivada há mais de 7.000 anos. Recebe diferentes nomes conforme o local: araucano ou Poni ( Chile ), Iomy ( Colômbia ), Papa ( Império Inca e Espanha ), Patata ( Itália ), Irish Potato ou White Potato ( Irlanda ).

A batata foi introduzida na Europa antes de 1520 sendo responsável pela primeira revolução verde no velho continente: os ingleses incendiavam os trigais e matavam os porcos criados pelos irlandeses, levando o povo à miséria, entretanto a batata resistia ao pisoteamento das tropas, às geadas e ficavam armazenadas no solo.

Alguns governantes impuseram medidas para a difusão da batata na Europa: Frederico Guilherme , da Prússia, ordenou a amputação do nariz de todos os camponeses que não plantassem batatas; Luis XVI, da França, ordenou a instalação de canteiros em locais públicos com a presença da guarda armada somente durante o dia - o que vale ser guardado vale ser roubado.

A difusão da batata em outros continentes ocorreu através da colonização realizada pelos países europeus, inclusive no Brasil. Inicialmente era cultivada em pequena escala em hortas familiares, sendo chamada de batatatinha, assim como na construção de ferrovias ganhou o nome de batata inglesa, por ser uma exigência nas refeições dos técnicos vindos da Inglaterra.

Pesquisadores da história da alimentação apontam duas razões básicas para o êxito e a disseminação da batata: o valor energético / ausência de colesterol e o fato de possuir sabor e cheiro pouco acentuado, possibilitando centenas de combinações que resultam em sabores diferentes.

Nutricionistas da FAO afirmam que uma dieta composta de batata e leite poderia suprir, em caráter de emergência, todos os nutrientes de que o organismo humano precisa para se manter.

Atualmente a batata é o 4º alimento mais consumido no mundo, após arroz, trigo e milho.

Fonte de pesquisas: David Coimbra no Cafe TV Com,  http://www.abbabatatabrasileira.com.br

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h12
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04/04/2009


Pégaso e Belerofonte

Quando Perseu cortou a cabeça de Medusa, o sangue caindo sobre a terra, transformou-se no cavalo alado Pégaso. Atena pegou-o e mansou-o, dando-o de presente às musas. A fonte de Hipocreue, situada na montanha onde viviam as musas, Hélicon, foi aberta por um coice daquele cavalo.

A Quimera era um monstro horripilante, causava grandes estragos na Lícia, de sorte que o rei do país Iobates, procurava um herói para destruí-la. Naquela ocasião, chegou o jovem Belerofonte, que trazia carta de Proteu, genro de Iobates, recomendando-o com um grande herói. Mas, acrescentou que o sogro devesse matá-lo, pois, este tinha ciúmes de Belerofonte  com sua esposa Antéia.

Após ler a carta, o rei teve a idéia de mandar Belerofonte matar a Quimera, o jovem aceitou a proposta, mas antes de entrar em combate, consultou um vidente, que o aconcelhou a recorrer, se possível, para luta, ao cavalo Pégaso.

Para esse fim, o jovem deveria passar a noite no templo de Atena. Assim o fez Belerofonte e, enquanto dormia, Atena procurou-o e entregou-lhe um rédea de ouro, que se  encontrava na mão do jovem ao despertar. Atena mostrou-lhe, também o cavalo bebendo água na fonte Pirene, e mal avistou a rédea dourada, o cavalo aproximou-se docilmente e se deixou cavalgar.

 

 

Nele montado, Belerofonte elevou-se ao ares, não tardou a encontrar a Quimera e obteve uma fácil vitória sobre o monstro.

 

Belerofonte mata a Quimera

 

 

Afinal Belerofonte, por seu orgulho e presunção, incorreu na ira dos  deuses; chegou, segundo se conta, a tentar voar até o céu em seu corcel alado, mas Zeus mandou um moscardo atormentar Pégaso. O cavalo atirou ao chão o cavaleiro, que, em consequência, se tornou coxo e cego. depois disso, Belerofonte vagou sozinho pelo campos aleanos, evitando o contato dos homens, e morreu miseravelmente.

 

Fonte de pesquisa: Thomas Bulfinch O Livro de Ouro da Mitologia - pág 154

Escrito por BÁRBARA PRADO às 10h15
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Mais de 30.000 visitas então só posso dizer:

 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 09h48
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Níobe

Níobe é uma personagem da Mitologia Grega, filha de Tântalo e esposa de Anfião, rei de Tebas. Diz a mitologia que por ser muito fértil, teve catorze filhos (sete homens e sete mulheres), que ficaram conhecidos como "nióbidas". O povo de Tebas se reuniu para render tributo a deusa Latona. Eis que Níobe aparece insultando a deusa, que só teve dois filhos, Apolo e Diana. A rainha disse: Que loucura é esta? Preferir seres que nunca vistes àqueles que tendes diante dos olhos! Por que Latona deve ser cultuada, e eu não?[...]Se eu perdesse alguns de meus filhos, dificilmente ficaria tão pobre como Latona, com seus dois únicos.Suspendei esta solenidade...tirai o louro de vossas frontes...Não prossigais este culto!

E o povo obedeceu. Latona indignou-se com a audácia da mortal, e implorou vingança a seus filhos, que eram arqueiros. Então Apolo e Ártemis, mataram todos os sete filhos de Níobe.Quando soube, pranteando os filhos junto com as irmãs deles,exclamou:

Cruel Latona! Sacia todo teu ódio em minha angústia! Que teu duro coração se regozije, enquanto levo ao túmulo meus sete filhos. Mas onde está o teu triunfo? Despojada como estou,ainda assim sou mais rica que tu, que me venceste.

Mal acabou de dizer essas palaveras, novas flechas caíram, matando todas as filhas moças, menos a caçula. A desesperada mãe implorou: Poupai-me esta, a mais moça!Poupai-me uma, entre tantas!

 

Níobe e sua filha (Galeria Uffzi-Florença /Itália)

 

Mas a seta fatal já havia sido disparada O fato deixou Zeus compadecido com a dor de Níobe e a transformou numa rocha, mas ela ainda chorava a perda dos filhos, vertendo água constantemente numa nascente.

 

 

Fonte de Pesquisa: O livro da Mitologia - Thomas Bulfinch - pág 140

Escrito por BÁRBARA PRADO às 09h43
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Ninfa Clítia

Clítia ou Clície era uma ninfa aquática,  filha de Océanos e de Tétis, apaixonou-se por Apolo, ao tocar sua pele o calor de seus raios, a ninfa pensava que o enviava uma carícia, e isso a faziam sentir-se feliz.  Ele não lhe correspondia, o que a fez definhar.

Deixou-se ficar durante todo  o dia sentada no frio chão, com as tranças desatadas caídas sobre os ombros. Assim passaram-se  nove dias sem que ela comesse ou bebesse, alimentava-se apenas das próprias lágrimas e com gélido orvalho que desde então haveria de refrescar as flores . Durante o dia contemplava o Sol desde o nascente ao poente, não via outra coisa, seu rosto voltava-se constantemente para ele. afinal, conta-se, seus pés enraizaram-se no chão, seu rosto transformou-se numa flor que se move constantemente em seu caule, de maneira a estar sempre voltada para o sol (o girassol), em seu curso diário, conservando, assim o sentimento da ninfa que lhe deu origem.

Fonte de Pesquisa: O livro de Ouro da Mitologia - Thomas Bulfinch - pág 128

Escrito por BÁRBARA PRADO às 09h32
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02/04/2009


1º de Abril

Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Supertições? Tradicionalmente, supõe-se que as peças encerrem à meia-noite. Supõe-se que os feitos posteriormente tragam a má sorte ao perpetrador. Contudo, isto não é universalmente aceito, e muitas peças já foram praticadas depois da meia-noite.

Alguém que não consegue aceitar os truques, ou tirar proveito deles dentro do espírito da tolerância e do divertimento também deve sofrer com a má sorte. Também se diz que aquele que for enganado por uma bonita menina será recompensado com o matrimônio, ou pelo menos a amizade dela.

Fonte de pesquisa http://pt.wikipedia.org

Escrito por BÁRBARA PRADO às 23h47
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26/03/2009


Parabéns Porto Alegre

237 anos

Escrito por BÁRBARA PRADO às 20h17
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As Moîras

As Moiras - Pintura sobre tela - Friedrich Paul Thumann 1834-1908Cloto | Láquesis | Átropos

O destino jamais foi personificado e, em consequência, Moîra e Aísa não foram antropomorfizadas: pairam soberanas acima dos deuses e dos homens, sem terem sido elvadas à categoria de divindades distintas. A Moîra, o destino, em tese, é fixo, imutável, não podendo ser alterado nem pelos próprios deuses. Há, no entanto, os que fazem sérias restrições a esta afimação e caem no extremo oposto "aos olhos de homeno, Moîra confunde-se com a vontade dos deuses, sobretudo de Zeus". É bem verdade que em alguns passos dos poemas homéricos parece existir realmente uma interdependência, uma identificação da Moîra com Zeus.

As Moîras são a personificação do destino individual, da "parcela" que toca a cada um neste mundo. Originalmente, cada ser humano tinha a sua moîra, a saber, "sua parte, seu quinhão" de vida, de felicidade, de desgraça. Parsonificada, Moîra se tornou uma divindade muito semelhante às Queres, sem, no entanto, participar do caráter violento, demoníaco e sanguinário que estas possuíam. Impessoal e inflexível, a Moîra é a projeção de uma lei que nem mesmo os deuses podem transgredir, sem colocar em perigo a ordem universal. É a Moîra, por exemplo, que impede um deus de prestar socorro a um herói no campo de batalha ou de tentar salvá-lo, quando chegou sua hora de morrer. Um exemplo foi Apolo que abandonou Heitor, seu herói favorito, quando o prato da balança do baluarte de Tróia se inclinou para o Hades. Num simples e doloroso hemistíquio, Homero nos mostra como os deuses, nos caso Apolo, que tantas vezes salvou Heitor da morte certa, obedecem, sem hesitar, à vontade da Moîra.

A pouco e pouco se desenvolveu a idéia de uma Moîra universal, senhora inconteste do destino de todos os homens. Essa Moîra, sobretudo após as epopéias homéricas, se projetou em três Moîras: Cloto, Láquesis e Átropos, tendo cada uma função específica, de acordo com sua Etimologia:

Cloto - 135-140 a.e.c.Cloto - Em grego Κλωθώ (Klothô, com o o aberto), do verbo klóthein, Fiar, significando, pois Cloto, a que fia, a fiandeira. Na realidade Cloto segura o fuso e vai puxando o fio da vida.

Láquesis - Em grego Λάχεσις (Lákhesis), do verbo lankhánein, em sentido lato, sortear, a sorteadora: a tarefa de Láquesis é enrolar o fio da vida e sortear o nome de quem deve morrer.

Átropos - Em grego Άτροπος (Átropos) de α (a, "alfa privativo"), não,e o verbo (trépein), voltar, quer dizer, Átropos é a que não volta atrás, a inflexível. Sua função é cortar o fio da vida.

Láquesis - 135-140 a.e.c.Como se observa, a idéia da vida e da morte é inerente à função de fiar. Nos dois poemas homéricos o fio da vida simboliza o destino humano. Aquiles, como todos os mortais, está sujeito ao sorteio macabro de Láquisis, isto é, o filho de Tétis e Peleu "deverá sofrer tudo aquilo que Aîsa fiou para ele".

As três fiandeiras são filhas da noite, em Hesíodo, mas, uma vez personificadas, tornaram-se para o mesmo poeta filhas de Zeus e Têmis.

Frequentemente se encontram as Moîras formando um mesmo grupo com ilítia, o que facilmente se explica pelo fato de tanto aquelas como esta serem deusas também do nascimento. A junção com Týkhe, Tique a sorte, o Acaso, configura apenas uma "noção vizinha".

Átropos - 135-140 a.e.c.Em Roma, as Parcas, a pouco e pouco, identificadas com as Moîras, tendo assimilado todos os atributos das divindades gregas da morte. Na origem, todavia, as coisas eram possivelmente, diferentes: as Parcas, ao que parece, presidiam sobretudo aos nascimentos, conforme, aliás, a etimologia da palavra. Com efeito, Parca provém do verbo parere, "parir, dar à luz". Como no mito grego, eram três: chamavam-se Nona, Décima e Morta. A primeira presidia ao nascimento; a segunda, ao casamento; e a terceira, à morte. Diga-se, de passagem, que morta tem a mesma raiz que Moîra, possivelmente com influência de mors,morte.

Tão grande foi, porém, a influência das Moîras sobre as Parcas, que estas acabaram no mito latino tomando de empréstimo os três nomes gregos, com suas respectivas funções. Nona, Décima e Morta passaram a ser apenas "nomes particulares" .

Fonte de pesquisa: BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 19h38
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A cerâmica na História.

Para Tacla (1984), entre a relação homem e cerâmica se concretizou aproximadamente em 6000 a.C., quando os povos primitivos perceberam que o barro, quando deixado sob o sol escaldante do Mar Mediterrâneo, endurecia. Quanto mais abrasador o sol, mais firme ficava o barro. Nascia assim, a cerâmica e, com ela, todas as suas utilidades. As primeiras idéias surgiram no momento em que o homem, na beira de um lago, bebia água em suas mãos em forma de concha, descobrindo, assim, o formato ideal para potes que o serviriam em seu dia a dia. Foi também com esse espírito que os egípcios construíram seus primeiros monumentos com blocos de barro secos ao sol.

A partir deste princípio básico, o homem tornou-se um criador. A cerâmica é uma arte tirada exclusivamente da natureza, propiciando a todas as pessoas, o direito de produzi-la e usá-la. As primeiras pinturas em cerâmica decorreram da descoberta, pelos povos primitivos, das pedrinhas, que, ao se esfarelarem e misturadas na água, tornavam possíveis a ornamentação das peças ainda quentes.

A picareta dos arqueólogos, ao remexer entre os sedimentos que os séculos acumularam no solo do Velho Mundo, encontra com muita freqüência, entre os resíduos das palafitas e das casas, fragmentos de terracota e cacos de vasos ou de ânforas, cozidos num fogo que se apagou há milhares de anos.

Da idade das palafitas à Idade Média, a história da cerâmica e da terracota confundiu-se em certo sentido, com a própria história da civilização: os vasos, as taças ou as ânforas, são em muitos casos, os únicos elementos sobre os quais podemos reconstruir o grau de evolução, os hábitos, a religião e até as mudanças de povos já desaparecidos.

A arte da cerâmica prosperou entre quase todos os povos ao mesmo tempo, refletindo nas formas e nas cores, o ambiente e a cultura dos diversos países. Nas primeiras peças decoradas, os motivos artísticos eram sempre o dia a dia do povo: a caça, os animais, a luta, etc.

No Mediterrâneo, algum trabalhador desconhecido inventou o aparelho, que permitia fazer vasos perfeitos, de superfície lisa e espessura uniforme, num tempo relativamente breve. Esta roda de madeira movida por um pedal foi criada aproximadamente em 2000 a .C..

Com a prosperidade da cerâmica, cada povo descobriu seu estilo próprio, e com isso, surgiram novas técnicas. Foi assim, segundo Tacla (1984), que os artífices chineses, desde a metade do terceiro milênio antes de Cristo, souberam criar objetos de requintado design, sabiamente pintados e esmaltados. Foram justamente eles os primeiros a usar, a partir do segundo século antes da nossa era, aquele finíssimo pó branco, o caulim que permite fabricar esplêndidos vasos translúcidos e leves. Nasce, então, a porcelana, que deu aos artesãos chineses uma fama mundial, até hoje incontestável.

Os gregos continuaram por muitos séculos, produzindo as melhores peças de cerâmica do Mundo Mediterrâneo, mesmo quando as margens deste mar haviam se tornado colônias romanas. Ainda em nossos dias, perdura a fama dos vaseiros de Atenas e Samos, de onde seus inúmeros pratos e taças de delicado acabamento, se caracterizavam por ter o fundo negro ou azul e desenhos escarlates. De outro lado, os gregos foram durante o domínio romano, os artífices mais apreciados, não só na cerâmica, mas também na ourivesaria, na pintura e em qualquer outro ramo de arte. Seu bom gosto, sua filosofia, sua literatura, havia se imposto aos rudes conquistadores latinos, que acabaram assimilando, instintivamente, a milenária cultura da Helade.

Também na Itália existia um florescente artesanato: os etruscos, que em meados do segundo milênio antes de Cristo já fabricavam vasos esmaltados de grande qualidade. Cerâmicas etruscas ornamentavam, além das gregas e persas, as mansões dos patrícios romanos: as formas bizarras, os esmaltes vivos e brilhantes, os vagos desenhos ornamentais, conferiam a estes vasos uma preciosidade mais objeto de arte que utensílio de uso cotidiano.

Ao que se refere à Pérsia, Tacla (1984) comenta que a arte insuperável dos Sumérios e Babilônios não se extinguira e continuava a produzir, além de ânforas, bacias, taças esculpidas e pintadas, maravilhosos azulejos, para revestir fachadas e vestíbulos. Devido a dominação árabe do Mediterrâneo, entre o sexto e o décimo-quarto séculos antes de Cristo, a cerâmica da Pérsia foi difundida, juntamente com sua técnica para a Sicília, Espanha e Ásia Menor.

Por causa disso, ainda hoje, por onde se estendeu o Império dos Califas, é possível admirar esses produtos, encontrados em palácios fantasticamente ornamentados, com molduras de cerâmica brilhantíssima, pátios de decoração rebuscada, compostos de milhares de azulejos esmaltados. Esse tipo de cerâmica branca é denominada Maiólica, superfície lisa e vidrada e foi muito usado na Itália, especialmente no período do Renascimento. Seu nome deriva de uma ilha do arquipélago das Baleares (hoje Majorca), onde os árabes haviam implantado uma indústria bastante florescente.

Na Itália, os ceramistas continuaram a trabalhar com velhos sistemas etruscos e gregos, ainda durante os séculos obscuros da Idade Média. No início do Renascimento, havia produtos manufaturados em Gubbio, Volterra, Faenza, Deruto e Montelupo. Em todas estas cidades, desenvolveram- se indústrias bem distintas, cada qual com estilo e técnica própria: os sistemas de cozimento, de esmaltar, a composição dos vernizes, tudo era mantido em rigoroso segredo. Basta lembrar, entre os ceramistas italianos, Luca e Andrea Della Robbia, que souberam criar aqueles maravilhosos baixo-relevos de terracota vidrada e pintada, que se vêem em quase toda parte, nas paredes das vilas e dos castelos da Itália Central.

 

 

Cerâmica decorada

 

 

A escola de Faenza ganhou tanta celebridade que deu seu nome a todos os objetos de cerâmica que, da Itália, se difundiam pela Europa: daí o nome faiança em português, e o faience, lembrando o nome da cidade Romana. As cerâmicas de Faenza e a Maiólica são muito parecidas, sendo muito difícil distinguir uma da outra. Atualmente, é denominada de faenza toda a cerâmica que pode entrar nesta classificação, devido as técnicas utilizadas, e, de Maiólica, curiosamente, somente as faenzas italianas.

Quanto à porcelana que nasce das mãos delicadas dos artíficies chineses, sua difusão na Europa não foi notável antes do século XVIII. São famosas as fábricas de Sèvres, na França: de Karlsruhe, na Alemanha e de Capodimonte, na Itália. Em Sévres e em Capodimonte, especialmente, são fabricadas aquelas graciosas e delicadas estatuetas que, às vezes, assumem excepcional valor artístico pela perfeição do acabamento ou pela raridade do desenho.

De acordo com Tacla (1984), a Cerâmica Pré-Colombiana se caracteriza por todas as peças feitas na América antes de Cristóvão Colombo. Como esta é uma arte de todas as épocas, todos os povos americanos fabricavam vasos esmaltados ou pintados, dignos de figurar ao lado dos mais belos da Grécia e do Oriente. No México, os maias, os astecas e os toltecas produziram grande quantidade de ânforas, finalmente esculpidas e pintadas. No Peru os incas, ou mesmo os povos que os precederam no domínio do país, deram vida a um artesanato excepcionalmente hábil e rico em personalidade.

No Brasil, o mais antigo centro de cerâmica encontrava-se na ilha de Marajó, onde foi criado um estilo próprio: o marajoara. Essas peças eram altamente elaboradas e de uma especialização artesanal que compreendia várias técnicas: raspagem, incisão, excisão, engobo e pintura. A modelagem era tipicamente antropomorfa, embora ocorressem exemplares de cobras e lagartos em relevo. De outros objetos de cerâmica, destacavam-se os bancos, estatuetas, rodelas-de-fuso, tangas, colheres, adornos audiculares e labiais, apitos e vasos miniatura.

A cerâmica, tanto de uso comum como artístico, é produzida hoje por toda parte, seja em grandes estabelecimentos, ou por pequenos artesãos. Os sistemas são fundamentalmente os mesmos, mas é inegável que a experiência técnica adquiriu tamanha perfeição, que permite resultados extraordinários. As peças artísticas, envernizadas e cozidas até vinte vezes possuem superfícies reluzentes, com tonalidades de ouro e esmeralda, imitando o brilho do bronze e a transparência da água. Isso se comprova através da procura cada vez maior por vasos, pratos e estatuetas produzidos nos laboratórios de Faenza e Karlsrube.

Do calor do sol, para os fornos atuais utilizados para tornar as peças mais firmes, a história da cerâmica percorreu e auxiliou no cotidiano de todos os povos. Da Era Neolítica aos dias de hoje, os artistas continuam com seus dedos ágeis transformando blocos de argila e criando novas utilidades para a população.

A cerâmica hoje extrapola o dia a dia para auxiliar na área científica: na medicina, vem sendo utilizada na prótese de ossos; na pecuária australiana, reveste os chips que injetados dentro do animal, possibilitam uma contagem mais precisa e segura; os dentistas, nas obturações; algumas empresas fabricam facas com lâminas de porcelana; é ainda o material utilizado quando existe a necessidade de um produto resistente a altas temperaturas, como é o caso do trem bala no Japão, onde a cerâmica é colocada nos trilhos.

Da mesma forma, com o progressivo desenvolvimento industrial, os azulejos deixaram de ser privilégio dos recintos religiosos e dos palácios, tornando-se acessíveis a todas as classes sociais. Trouxeram, para as paredes externas das casas o colorido e o luxo das paredes internas. Deixaram de figurar apenas em obras monumentais e passaram também para as fachadas dos pequenos sobrados comerciais e residenciais e, até mesmo, de pequenas casas térreas. No Brasil, já independente, o uso do azulejo tornou-se, no século passado, bem mais freqüente, revelando-se um excelente revestimento para nosso clima. Casas e sobrados de muitas cidades brasileiras apresentam o colorido alegre e inalterável que, há mais de cem anos, o azulejo lhes dá.

Nos tempos modernos, com os novos conceitos arquitetônicos, o mestre Le Corbusier foi o primeiro a sentir o azulejo como um valor típico e tradicional. No Palácio da Cultura, no Rio de Janeiro, um dos grandes marcos da arquitetura brasileira contemporânea, figuram os painéis de Portinari, o famoso pintor, perpetuados em azulejos. Também Portinari pintou painéis de azulejos para a igreja de São Francisco, projetada inovadoramente por Oscar Niemeyer às margens do lago da Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Também ali outros revestimentos menores foram usados no antigo cassino, hoje Museu de Arte Moderna.

A produção de azulejos, no atual estágio industrial do Brasil, já apresenta todos os requisitos técnicos e estéticos para fazê-los reocupar a sua posição de elemento ideal para o revestimento de fachadas.

O arquiteto Lúcio Costa, mais de uma vez aplicou-os em suas obras, inclusive numa experiência de padronagem tipicamente industrial. Mesmo porque hoje os azulejos, além das vantagens e da durabilidade dos antigos, provada através dos séculos, possuem as qualidades que uma avançada tecnologia lhes confere. Eles se mostram apropriados para pequenos detalhes, ambientes interiores ou para grandes escalas ao ar livre. São oferecidos de maneira a satisfazer os mais variados gostos, como padronagens ou diferentes texturas.

Uma vez familiarizado o leitor a respeito da história da cerâmica em diferentes países, procura-se, na seqüência, apresentar dados e informações sobre o diagnóstico do setor, ou seja, a indústria cerâmica nacional com a sua produção, exportação e consumo aparente no período de 1980 à 1996. Além destas informações, observam-se também dados relativos ao panorama internacional, aos aspectos tecnológicos e à cadeia produtiva, como as tendências do setor de modo genérico.


Extraído da internet, se alguem souber a autoria favor informar.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 19h29
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08/03/2009


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Escrito por BÁRBARA PRADO às 19h11
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8 Grandes Mulheres na História.

Neste dia em que, comemoramos o Dia Internacional das Mulher, há na História muitas, grandes e fortes mulheres dentre elas:

 

 

 

 

1ª - Hatchepsut ou Hatshepsut foi uma grande esposa real, regente e faraó do Antigo Egipto. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII Dinastia do Império Novo. O seu reinado, de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade económica e relativo clima de paz.

No Antigo Egipto os anos eram contados a partir da ascensão de uma novo soberano ao poder. Hatchepsut não seguiu esta tradição, tendo preferido inserir-se nos anos de Tutmés III.

No ano 7, Hatchepsut deixa de ser rainha, assumido os cinco nomes que estavam reservados aos faraós. Para legitimar a sua posição, Hatchepsut, junto com os membros do clero de Amon, recorreu a um relato que fazia de si filha do deus Amon-Rá (teogamia). Nas paredes do templo funerário de Hatchepsut, em Deir el-Bahari, está representado o episódio que relata a concepção e nascimento da rainha-faraó.

A mãe de Hatchepsut, Ahmose, encontra-se no palácio real. O deus Amon-Ra observa-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide que chegou a altura de gerar um novo faraó. O deus toma a aparência do rei Tutmés I, encontrando-a no quarto adormecida. A rainha acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amon-Rá se mostra em toda sua plenitude, Ahmose, cai aos prantos em emoção pela grandiosidade do Deus. O casal une-se sexualmente e depois Amon-Rá informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio.

Apesar de não concordarem, os sacerdotes foram obrigados a legitimar a história, pois viviam bem e com muitas mordomias, principalmente por causa das doações que a rainha fazia a eles. Acreditaram que se o Deus Amon não ficasse satisfeito com as decisões da rainha, o Egito sofreria com pragas e colheitas ruins, e então eles poderiam agir. Mas parece que Amon-Rá estava de acordo com as idéias de Hatshepsut, pois ela governou em um período de muita properidade e tranquilidade. Após sua morte, aos 37 anos e com 22 anos de reinado, Tutmés III subiu ao trono do Egito. Hatchepsut foi enterrada na tumba KV20.

2ª - Cleópatra VII Thea Filopator (em grego, Κλεοπάτρα Φιλοπάτωρ, Cleopátra Philopátor; Alexandria, Janeiro de 70 a.C. ou Dezembro de 69 a.C. - 12 de Agosto? de 30 a.C.) foi a última rainha da dinastia de Ptolomeu, general que governou o Egito após a conquista daquele país pelo rei Alexandre III da Macedônia. Era filha de Ptolomeu XII e de Cleópatra V. O nome Cleópatra significa "glória do pai", Thea significa "deusa" e Filopator "amada por seu pai".

É uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Egito, tendo ficado conhecida somente como Cleópatra – ainda que tenham existido várias outras Cleópatras além dela e que a história quase não cita. Nunca foi a detentora única do poder em sua terra natal - de facto co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde) e, depois, com o seu filho. Contudo, em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, mantendo ela a autoridade de fato.

3ª - Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, (Morrinhos, Laguna, 1821 — Mandriole, Itália, 4 de agosto de 1849) foi a companheira do revolucionário Giuseppe Garibaldi, sendo conhecida como a "Heroína dos Dois Mundos". Ela é considerada, até hoje, uma das mulheres mais fortes e corajosas da época.

Durante a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, o guerrilheiro italiano Giuseppe Garibaldi, a serviço da República Rio-Grandense, participa da tomada do porto de Laguna, na então província de Santa Catarina, onde conheceu Anita. Ficaram juntos pelo resto da vida de Anita, que seguiu Garibaldi em seus combates em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai (Montevidéu) e Itália. O casal teve quatro filhos, o primeiro dos quais, chamado Menotti Garibaldi, nasceu no estado do Rio Grande do Sul, na então vila e atual cidade de Mostardas

4ª - Ana Justina Ferreira Néri nasceu na vila de Cachoeira de Paraguaçu-BA, em 13 de Dezembro de 1814. Viúva do capitão-de-fragata Isidoro Antônio Néri, viu seus filhos, o cadete Pedro Antônio Néri e os médicos Isidora Antônio Néri Filho e Justiniano de Castro Rebelo; seus irmãos Manuel Jerônimo Ferreira e Joaquim Maurício Ferreira, ambos oficiais do exército, serem convocados para a Guerra do Paraguai.

Ana Néri escreveu então ao presidente da província uma carta em que oferecia seus serviços como enfermeira enquanto durasse o conflito.

Partiu da Bahia, de onde nunca saíra, em 1865, para auxiliar o corpo de saúde do Exército, que era pequeno e contava com pouco material. Começou seu trabalho no hospital de Corrientes, onde havia, nessa época, cerca de seis mil soldados internados e algumas poucas freiras vicentinas. Mais tarde, assistiu os feridos em Salto, Humaitá, Curupaiti e Assunção.

Mulher de posses, com seus recursos montou na capital conquistada, na própria casa onde morava, uma enfermaria limpa e modelar. Ali trabalhou, abnegadamente, até o fim da guerra, na qual perdeu seu filho Justiniano e um sobrinho, que se alistara como voluntário da pátria.

De volta ao Brasil, em 1870, Ana Néri recebeu várias homenagens: foi condecorada com as medalhas de prata humanitária e da campanha e recebeu do imperador uma pensão vitalícia, com a qual educou quatro órfãos que recolhera no Paraguai. Seu retrato de corpo inteiro, obra de Vítor Meireles, figura em lugar de honra no paço municipal de Salvador. Ana Néri morreu no Rio de Janeiro-RJ, no dia 20 de Maio de 1880.

 

5ª - Florence Nightingale (12 de Maio 1820, Florença - 13 de Agosto 1910, Londres) foi uma enfermeira britânica que ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos de guerra, durante a Guerra da Criméia. Também conhecida como " A dama da lâmpada". Moça brilhante e impetuosa, rebelou-se contra o papel convencional para as mulheres de seu status, que seria tornar-se esposa submissa, e decidiu dedicar-se à enfermagem.

Florence Nightingale ficou particularmente preocupada com as condições de tratamento médico dos mais pobres e indigentes. Ela anunciou sua decisão para a família em 1845, provocando raiva e rompimento, principalmente com sua mãe. Aparentemente, Florence sofria de esquizofrenia. Em dezembro de 1844, em resposta à morte de um mendigo numa enfermaria em Londres, que acabou evoluindo para escândalo público, ela se tornou a principal defensora de melhorias no tratamento médico.

A contribuição mais famosa de Florence foi durante a Guerra da Criméia, que se tornou seu principal foco quando relatos de guerra começaram a chegar à Inglaterra contando sobre as condições horríveis para os feridos. Em outubro de 1854, Florence e uma equipe de 38 enfermeiras voluntárias treinadas por ela, inclusive sua tia Mai Smith, partem para os Campos de Scurati localizados na Criméia.

Florence Nightingale voltou para a Inglaterra como heroína em Agosto de 1857 e, de acordo com a BBC, era provavelmente a pessoa mais famosa da Era Vitoriana além da própria Rainha Vitória.

6ª - Rita Lobato Velho Lopes (Rio Grande, 7 de junho de 1866 — Rio Pardo, 6 de janeiro de 1954) foi a primeira mulher a exercer a Medicina no Brasil.

Freqüentou o curso secundário em Pelotas e demonstrou, desde cedo, vocação para a Medicina. Mas, apesar de um decreto imperial de 1879 autorizar às mulheres a frequentar os cursos das faculdades e obter um título acadêmico, os preconceitos da época, que relegavam às mulheres a uma função doméstica, falavam mais forte.

Rita matriculou-se inicialmente na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, transferindo-se depois para a Faculdade de Medicina de Salvador, na Bahia. Determinada em obter o título de médica, venceu a hostilidade inicial dos colegas e professores, conquistando aos poucos sua simpatia, até receber do corpo docente da tradicional faculdade baiana as maiores considerações.

Em 1887, tornou-se a primeira mulher brasileira e a segunda latino-americana a obter diploma de médica, após defender tese sobre A operação cesariana.

7ª - Olga Benário (Munique, 12 de fevereiro de 1908 — Bernburg, 23 de abril de 1942) foi jovem militante comunista alemã, de origem judaica, entregue pela ditadura getulista para ser morta pelo regime nazista em campo de concentração. Veio para o Brasil na década de 30, por determinação da Internacional Comunista, para apoiar o Partido Comunista do Brasil. Destacada como guarda-costa de Luís Carlos Prestes, tornou-se sua companheira, tendo com ele uma filha, Anita Leocádia Prestes.

8ª - Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks (Tuskegee, 4 de fevereiro de 1913 - Detroit, 24 de outubro de 2005), foi uma costureira negra norte-americana, símbolo do Movimento dos Direitos Civis. Ficou famosa, em 1º de dezembro de 1955, por ter-se recusado frontalmente a ceder o seu lugar no ônibus a um branco.

Foi através dessa atitude que o então jovem pastor negro Martin Luther King, Jr., concordando com a atitude de Rosa Parks, incentivava em seus sermões os negros fiéis a fazerem o mesmo, ou seja, rejeitar o transporte oferecido pelos brancos sem o devido respeito.

 

 

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org

 

 

Fonte de inspiração: A crônica - Grandes Mulheres de Moacyr Scliar - Donna ZH de 08.03.2009

Escrito por BÁRBARA PRADO às 18h28
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06/03/2009


Dionísio e Ariadne

Baco e Ariadne

Ariadne ou Ariadna é a filha de Minos, rei de Creta. Apaixonou-se por Teseu quando este foi mandado a Creta, voluntariamente, como sacrifício ao Minotauro que habitava o labirinto construido por Dédalo e tão bem projetado que quem se aventurasse por ele não conseguiria mais sair e era devorado pelo Minotauro. Teseu resolveu enfrentar o monstro. Foi ao renomado Oráculo de Delfos para descobrir se sairia vitorioso. O Oráculo lhe disse que deveria ser ajudado pelo amor para vencer o minotauro.

Ariadne, a filha do rei Minos, lhe disse que o ajudaria se este a levasse a Atenas para que ela se casasse com ele. Teseu reconheceu aí a única chance de vitória e aceitou. Ariadne, então, lhe uma espada e um novelo de linha (Fio de Ariadne), para que ele pudesse achar o caminho de volta, do qual ficaria segurando uma das pontas. Teseu saiu vitorioso e partiu de volta à sua terra com Ariadne, embora o amor dele para com ela não fosse o mesmo que o dela por ele.

No caminho de volta, passaram na ilha de Naxos e aportaram para descansar. Assim que Ariadne adormeceu, Teseu abandonou-a na ilha e retornou sem ela, esquecendo-se de sua promessa.

Ao acordar, vendo-se sozinha, Ariadne se desespera. A deusa do amor, Afrodite, ao perceber seu desespero, tem pena de Ariadne e promete-lhe um amante imortal, em lugar do ingrato mortal que a enganara.

Naxos era a ilha preferida de Dionísio, filho de Zeus e Sêmele, onde foi deixado depois de ter sido capturado por marinheiros.

Encontrando Ariadne em desespero, atrevendo-se, o inconsolável Dionísio trata logo de a consolar e logo a toma como esposa. Dá-lhe uma linda coroa de ouro como presente de casamento, cravejada de pedras preciosas, que, a pedido dela, ele atira ao céu quando Ariadne morre. Conservando sua forma, a bela logo se torna uma constelação, repleta de estrelas (Corona Borealis) brilhantes, entre um Hércules ajoelhado e o Homem, que tem bem segura nas mãos a Serpente.

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ariadne

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h34
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Estátuas Humana de Pompéia

Pompeia foi outrora uma antiga cidade do Império Romano situada a sensivelmente 22 km da moderna Nápoles, na Itália, no território do actual município de Pompeia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 24 de Agosto do ano 79 d.C..
A erupção do vulcão provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade, que se manteve oculta por 1600 anos antes de ser reencontrada por acaso. Cinzas e lama moldaram os corpos das vítimas, permitindo que fossem encontradas do modo exacto em que foram atingidas pela erupção do Vesúvio. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pompeia

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h02
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03/03/2009


Peleu

Casamento de Peleu e Tétis

 

 

Peleu  Rei da Ftia (região da Tessália), era filho de Éaco e da ninfa Endeis, meio-irmão de Télamon, amigo do centauro Quíron.

A sua vida foi uma série de desgraças: matou, por engano, seu irmão Focus, o que motivou o seu exílio em Títia, na Tessália. Aí desposou Antígona, filha do rei Eurítio, e, tendo ido a uma caçada, em companhia do cunhado, matou-o acidentalmente, quando atirava contra um javali. Desesperado, retirou-se para Iolcos, côrte do rei Acesto, onde a rainha por ele se apaixonou e, como não fosse correspondida, queixou-se, caluniosamente ao esposo, de que ele lhe fizera proposta desonesta. O rei indignado, diante do que ouvia, mandou amarra-lo e o expor ao monte Pelion, para servir de repasto aos animais ferozes; mas ele, tendo conseguido se libertar, voltou a Iolcos e matou a rainha. Não ficou aí sua cadeia de infortúnios: propalando-se a falsa notícia de que ele ia se casar com a filha do rei, a sua esposa suicidou.

Casou com Tétis  filha de Nereu e de Doris, e a sorte de Tróia foi selada no dia em que Peleu casou com a divina Tétis, numa festa grandiosa nos verdes prados da Tessália. Não era um casal comum: a noiva era uma deusa do oceano, a mais bela dentre as cinqüenta nereidas que moravam no fundo do mar, enquanto o noivo, apesar de ser um bravo guerreiro e um rei de grande respeito, era apenas um homem — mortal como qualquer outro. Tétis viveria para sempre, numa eterna juventude; Peleu, no entanto, iria envelhecer pouco a pouco, até o dia em que sua alma deixaria seu corpo e iria para o escuro mundo dos mortos. Dessa união desigual, que nunca chegou a ser feliz, nasceu Aquiles, que viria a ser a figura decisiva desta guerra que os gregos moveram contra os troianos.

Nunca mais haveria uma festa como aquela, pois foi a última vez que homens e deuses sentaram e beberam juntos. O anfitrião era o sábio centauro Quíron, conhecedor dos segredos da cura de todas as doenças, que tinha criado Peleu como um filho adotivo. Todos gostavam de Quíron, e muitos foram os heróis que, ainda meninos, foram entregues à sua guarda, para que ele os educasse e treinasse, transformando-os em homens justos e em guerreiros formidáveis. Peleu tinha sido um deles, e o centauro se afeiçoara de tal maneira a seu discípulo que o tratava como um verdadeiro filho. Por isso, Quíron tinha feito questão de oferecer esta festa aos noivos, e agora, todo orgulhoso, era ele quem recebia os convidados que chegavam aos seus domínios, na encosta mais verdejante do monte Pélio.

Todas as divindades vieram do Olimpo para prestigiar o jovem casal. O primeiro a abençoar os noivos foi o próprio Zeus, seguido de seu irmão Posêidon, senhor dos mares, que trouxe de presente para Peleu dois cavalos magníficos, Xanto e Bálio, que tinham o dom de falar. Quem visse ali os dois poderosos irmãos, lado a lado, tão alegres e generosos, não poderia suspeitar que até bem pouco tempo tinham travado uma luta feroz para decidir qual dos dois levaria Tétis para o leito. Só tinham desistido de disputá-la quando o oráculo revelou que ela estava predestinada a dar a luz a um filho que seria muito mais poderoso que o pai — e então nem Zeus, nem Posêidon quiseram correr este risco de perder os seus reinados, e, como era o hábito dos deuses, trataram de escolher um pobre mortal sobre o qual recaísse a profecia. Foi assim que decidiram, de comum acordo, casar Tétis com Peleu, o rei da Ftia, que todos reputavam como o mais nobre dos homens da Tessália.

Tétis nem sabia que ele existia. A bela ninfa do mar não pensava em casar; amava a Zeus secretamente, mas nunca tinha cedido a seus galanteios porque ele era marido de Hera, a quem ela respeitava. Peleu, no entanto, há muito gostava dela. Costumava observá-la, encantado, quando ela saía completamente nua do mar e vinha tomar sol numa pequena praia entre as pedras; um dia, ela adormeceu na areia branca e ele não resistiu: aproximou-se em silêncio e abraçou-a apaixonadamente. Para sua surpresa, Tétis, que podia assumir a forma que quisesse, transformou-se num grande pássaro, depois numa árvore, finalmente numa tigresa rajada — quando então Peleu, amedrontado, afrouxou o abraço e a deixou escapar. Desolado, ele procurava uma forma de vencer a resistência da bela nereida, quando Quíron, instruído por Zeus, revelou-lhe que ele a dominaria se conseguisse mantê-la em seus braços, deixando-a mudar de uma forma para outra, sem ter medo de nada, até que ela voltasse à forma primitiva. Assim fez Peleu; e ela passou de ave para touro, de tigre para serpente, passou de fogo para água, mas ele manteve o abraço, e ela enfim se rendeu, lamentando, com um suspiro, que tivessem revelado o o seu segredo a Peleu. Agora, na festa, quando Zeus veio cumprimentá-la, ela não pôde deixar de comentar, num tom amargo: “Peleu só vai ser meu marido porque algum deus o ajudou!”.

Zeus fingiu não entender a sua queixa e foi sentar-se no trono que o centauro Quíron tinha reservado para ele. Pouco depois, chegou a divina Hera. Não tinha vindo com Zeus porque queria cumprimentar a noiva quando ele não estivesse por perto. Há muito ela tinha aprendido a surpreender, no olhar do marido, aquele lampejo de cobiça que as outras mulheres despertavam, e ela não tinha a menor dúvida de que Tétis tinha agradado por demais ao incorrigível conquistador. Conhecia muito bem as manhas dele, e este casamento de Tétis com um mortal estava lhe parecendo suspeito — talvez fosse apenas um arranjo de Zeus, com uma festa de mentira, um marido de mentira, só para esconder mais um de seus adultérios. No entanto, ao falar diretamente com Tétis, tranqüilizou-se: o seu olhar perscrutador encontrou o límpido olhar de uma virgem, que falou com ela sem o embaraço inevitável de alguém que estivesse com culpa. Pensou ter percebido também uma leve ponta de tristeza na maneira como a jovem deusa se referia ao futuro marido, mas decidiu que não era problema seu: afinal, este estava sendo um dia muito feliz para a rainha do Olimpo, e a festa prometia ser melhor do que ela tinha antecipado.

Os deuses continuavam chegando, acomodando-se ao redor das mesas ornadas com as flores do vale, dispostas em meio à tenra relva que vicejava diante das famosas grutas em que Quíron morava com a mulher e os filhos. Ninguém deixou de vir. Até mesmo a rígida Atena, a deusa eternamente virgem, a filha guerreira de Zeus, deixou em casa o seu capacete de guerra e permitiu, pela primeira vez em muitos anos, que os cabelos flutuassem soltos sobre os ombros. A própria Artêmis, a deusa da caça e da Lua, sempre avessa ao matrimônio, guardou os seus cães numa clareira da floresta, pendurou o seu arco e suas flechas no tronco de um velho carvalho e veio fazer parte da festa, ostentando, o que era raro, um belo par de brincos nas orelhas delicadas. Enquanto Hefesto, o deus da forja e do vulcão, entregava a Peleu uma rica armadura de ouro e bronze, feita especialmente para ele, sua ex-mulher, a deusa do amor, Afrodite, entrou no recinto caminhando lentamente, irradiando toda a sua beleza, atraindo os olhares de todos os presentes, especialmente os de Zeus.

Também estava lá o sinistro Ares, temido senhor da guerra — mas desta vez sem o escudo e a lança, alegre, divertindo-se como os outros, entregue à música e à dança. Por último, para deleite de todos, o poderoso Apolo, irmão gêmeo de Artêmis, surgiu à frente do maravilhoso cortejo das Musas, que se aproximaram das mesas entoando o canto nupcial. O próprio deus as acompanhava na lira, e todos os seres vivos daquelas paragens, homens e animais, deixaram de fazer o que estavam fazendo para ouvir aquela música celestial, que falava do dia em que Tétis deixou as brancas ondas do mar para tornar-se a noiva do feliz Peleu.

As ninfas da montanha tratavam de manter sempre cheias as taças de ouro dos convivas, e as mesas estavam repletas de iguarias, ao alcance da mão de todos — comidas da terra, para os mortais, e néctar e ambrosia, para os deuses. O canto das Musas derramou então o seu encantamento por toda a paisagem, pelos picos vizinhos, pelos riachos, pela floresta das encostas, e todo o firmamento pareceu se encher de alegria com a festa de Quíron. Nenhum dos convivas — exceto, talvez, o próprio Zeus — podia imaginar que esta alegre cerimônia seria o cenário de um incidente que causaria, muitos anos mais tarde, a destruição do povo troiano.

Principais lendas associadas ao seu nome: a caçada ao Javali de Cálidon, o assédio de Astidaméia, a viagem com os Argonautas.

 

Fontes de pesquisa: http://morenobooks.com, http://pt.wikipedia.org

Escrito por BÁRBARA PRADO às 10h55
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02/03/2009


Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h34
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ÓRION E ENOPIÃO

Órion, o caçador, tinha a reputação de ser o homem mais belo da Terra. Um dia, apaixonou-se por Mérope, filha de Enopião, Rei de Quio. Mas Enopião não era um simples mortal; filho de Dioniso, o deus do vinho e do êxtase, tinha ascendência imortal, e abrigava em seu íntimo as paixões intensas do pai.

Enopião prometeu ao caçador Órion a mão de Mérope em casamento, mas só se ele conseguisse livrar suas terras das feras assustadoras que ameaçavam a vida dos habitantes. Isso não era problema para um caçador experiente, e Órion aceitou o desafio de bom grado. Concluída sua tarefa, voltou a se apresentar a Enopião, ansioso por receber sua recompensa. Mas o rei de Quio encontrou motivos para adiar o casamento — ainda havia outros ursos, lobos e leões espreitando nas montanhas. Na verdade, Enopião não tinha intenção de dar a mão de sua filha em casamento, porque estava secretamente apaixonado por ela.

Órion ficava cada vez mais frustrado com a situação. Percorreu novamente as montanhas à procura de animais ferozes, e novamente Enopião arranjou motivos para retardar o casamento. Certa noite, Órion embebedou-se com o mais fino vinho do rei (e o vinho de um filho de Dioniso era realmente bom, e mais forte do que a maioria) e, completamente bêbado, invadiu o quarto de Mérope e a estuprou. Como resultado desse ato de violência, Enopião sentiu-se justificado para se vingar do rapaz. Obrigou-o a beber mais vinho, até o caçador cair num estupor de embriaguez. Em seguida, arrancou-lhe os olhos e o atirou na praia, cego e inconsciente. Com a ajuda dos deuses, Órion recobrou a visão e viveu para buscar muitas novas aventuras. Não sabemos o que aconteceu com a pobre Mérope, violentada e abandonada, e aprisionada por um pai que não tinha nenhuma intenção de deixar que ela se tornasse mulher.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h32
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01/03/2009


Dionéia dos cabelos vermelhos.

Afrodite (em grego, Αφροδίτη) era a deusa grega da beleza e do amor. Originário de Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Foi identificada como Vênus pelos romanos.

De acordo com o mito teogônico mais aceito, Afrodite nasceu quando Urano (pai dos titãs) foi castrado por seu filho Cronos, que atirou seus testículos ao mar, que começou a ferver e a espumar, esse efeito foi a fecundação que ocorreu em Tálassa, deusa primordial do mar. De aphros ("espuma do mar"), ergueu-se Afrodite e o mar a carregou para Chipre. Por isso um dos seus epítetos é Kypris. Assim, Afrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros deuses olímpicos. Em outra versão (como diz Homero), Dione é mãe de Afrodite com Zeus, sendo Dione, filha de Urano e Tálassa.

Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido pois tão grande era o poder sedutor de Afrodite que ele e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos, como se nada fosse. Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, (segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam, mas pela falta de atenção, Afrodite começou a trair o marido para melhor valorizá-la) que usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos.

Alguns de seus filhos são Hermafrodito (com Hermes), Eros (deus do amor e da paixão) dependendo da versão, é filho de Hefesto, Ares ou até Zeus (com Zeus, apenas quando Afrodite é filha de Tálassa), Anteros (com Ares, a versão mais aceita ou com Adônis, versão menos conhecida), Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Himeneu, (com Apolo), Príapo (com Dionísio) e Enéias (com Anquises). Os diversos filhos de Afrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humana. Afrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hefesto. Afrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, os mais famosos foram Anquises e Adônis, que também era apaixonado por Perséfone, que aliás, era sua rival, tanto pela disputa pelo amor de Adônis, tanto no que se diz respeito de beleza. Vale destacar que a deusa do amor não admitia que nenhuma outra mulher tivesse uma beleza comparável com a sua, punindo (somente) mortais que se atrevessem comparar a beleza com a sua, ou, em certos casos, quem possuisse tal beleza. Exemplos disso é Psiquê e Andrômeda.

Na mitologia grega, Afrodite era acompanhada pelas Cárites, ou Graças como eram também conhecidas. Seus nomes eram Aglae ("A Brilhante", "O Esplendor"), Tália ("A Verdejante") e Eufrosina ("Alegria da Alma").

Suas festas eram chamadas de afrodisíacas e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas eram prostitutas sagradas, que representavam a Deusa, e o sexo com elas era considerado um meio de adoração e contato com a Deusa. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho, o pombo, o cisne, a romã e a limeira. Entre seus protegidos contam-se os marinheiros e artesãos.

Com o passar do tempo, e com a substituição da religiosidade matrifocal pela patriarcal, Afrodite passou a ser vista como uma Deusa frívola e promíscua, como resultado de sua sexualidade liberal. Parte dessa condenação a seu comportamento veio do medo humano frente à natureza incontrolável dos aspectos regidos pela Deusa do Amor.

Afrodite tem atributos comuns com as deusas Vénus (romana), Freya (nórdica), Turan (etrusca), Ishtar (mesopotâmica), Inanna (suméria) e com Astarte (mitologia babilônica).

 

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h02
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26/02/2009


Loki, mal compeendido.

Loki (É possível compreendê-lo?)

Loki é uma das figuras mais complexas do panteão nórdico. Um deus morador do Asgard (Olimpio nórdico), sem templos que lhe fossem consagrados. O desenvolvimento de sua figura através dos tempos está intimamente ligado às vivências na vida e cultura nórdica. Os primeiros contos referentes à Loki descrevem-no como bom e companheiro de Odin. Aos poucos se transforma num ser malévolo e diabólico.

Por mais de um século estudiosos explicam sucessivamente Loki como o deus do fogo, do trovão, ou da morte, um reflexo do diabo cristão ou um herói civilizador, comparável a Prometeu. Em 1933, Jan de Vies aproximou-o do trickster, personagem ambivalente, próprio das mitologias norte-americanas. Sucessivamente este personagem sofre transformações nas interpretações relativas a ele.

Descrições Mitológicas:

No panteão nórdico existem duas famílias divinas, os Asses e os Vanes. Loki, que também era considerado um deus, não pertence a nenhuma dessas famílias, vive com os deuses no Asgard (morada divina). Conta o mito que ele pertence a raça dos gigantes. É filho de Laufey e Farbauti (aquele que batendo faz sair fogo). Loki, na raiz germânica, etmologicamente significa fogo ou chama.
Seus filhos são Hel e Nari. Hel (correspondente de Hades na mitologia grega), era rainha dos infernos. Somente em textos mais recentes é que Hel aparece com filha de Loki, sem dúvida influenciado pelo cristianismo. Sua morada não deve ser considerada um lugar de tormentos e castigos, esta concepção era estranha aos antigos nórdicos. Pouco se sabe de Nari. Loki engendrou os grandes monstros como o lobo Fenir e a serpente Midgard (monstro terrível que constantemente ameaçava os deuses; seus anéis eram grandes o bastante para abarcar todas as terras conhecidas pelos homens). Por isso em algumas versões estes são considerados seus filhos, sua criação.
Loki é inventivo e atrevido, sua curiosidade é insaciável. Ele possui numa montanha um observatório mágico, que lhe permite tudo observar sem nunca ser visto. Assim como Mercúrio, Loki tem um par de sandálias mágicas dotadas de asas, que lhe permite deslocar-se rapidamente quando é necessário. Nunca se sabe qual será seu próximo passo, ora foge, depois volta para em seguida fugir e voltar triunfante. Sua descrição física é descrito como pequeno em estatura, de olhos vivos e malignos, porém, belo e sedutor.
No inicio, Loki é o inseparável companheiro de Odin, junto com ele enfrentou inúmeras batalhas com os gigantes. Assim como Odin, Loki é perito em transformações corporais. Seu disfarce predileto é metamorfosear-se em mulher. Sua sabedoria fazia dele conselheiro dos deuses. Ninguém pode gabar-se de conhecê-lo perfeitamente. Muda como o vento. Conhece todas as fraquezas e faltas dos deuses e deusas. Deitou-se com todas as deusas, e não hesita em caluniar e denunciar os segredos alheios quando mais lhe convém. Mesmo com todo seu aspecto negativo, suas calúnias e suas fraudes, Loki sempre prestava precioso serviço aos deuses.
Como é o caso da célebre aposta que fez com os irmãos Brokk e Sindri (anões-ferreiros). Loki apostou que eles -- Brokk e Sindri -- jamais poderiam fazer objetos tão maravilhosos como os filhos de Ivaldir (pai de outros anões-ferreiros) haviam feito. Eles aceitaram o desafio, e logo se puseram a trabalhar. A fim de perturbá-los, Loki transformou-se numa abelha, e picava-os sem parar. Porém, os anões deram cabo da tarefa e construíram objetos magníficos. O anel Draupnir, o javali de ouro e o famoso martelo de Thor. Os deuses jamais tinham visto coisa igual.
Loki tinha perdido a aposta, e sua cabeça pertencia aos anões. Quando quiseram prendê-lo este já estava longe, talvez no ápice do mundo ou nos abismos das águas. Sua sandália mágica o transportava a qualquer lugar do mundo. Os anões queixaram-se a Thor, que prendeu Loki e o entregou aos vencedores. Brokk avisa-lhe que vai cortar sua cabeça, mas a eloqüência de Loki é tal que por fim só costuraram-lhe os lábios, a fim de que não pudesse mais falar. Mesmo com enorme dor, Loki retira o fio e escapa são e salvo.
Seu comportamento é desconcertante. De um lado é companheiro dos deuses e gosta de combater seus inimigos, os gigantes; manda anões forjarem certos objetos mágicos e acaba dando-os para os deuses. De outro lado é mau, amoral e criminoso. É autor do assassínio de Baldr, e disso se vangloria. Inúmeros mitos se acumulam em torno de Loki, que desempenha um papel em quase todas as farsas e histórias, põem em cena os deuses e os gigantes.
Nunca ninguém definitivamente conseguiu pegá-lo ou prendê-lo. Numa das versões, somente depois de confessar o crime da morte de Baldr (o deus da luz) é que Loki foi capturado pelos deuses. Como punição amarraram-no a uma pedra, onde havia acima uma cobra lançando veneno sobre seu rosto, queimando-o e causando-lhe terrível agonia.
Outra versão nos fala sobre um banquete no palácio de Aegir (deus dos mares), onde Loki não foi convidado, por causa de sua língua venenosa. Reuniram-se todos os deuses e deusas, exceto Thor (que percorria os países do Este). De súbito Loki irrompe na sala, todos se calam a sua vista. Humildemente pede que lhe concedam um copo, e, lembra aos presentes que não se nega jamais a um copo a um viajante cansado. Ninguém responde. Loki, sempre cortes, solicita o favor de sentar-se. Como mandam as leis da hospitalidade, e os deuses desejosos de respeitar o costume, dão lhe lugar à mesa.
Ao sentar-se, com precisão admirável, começa a lembrar a cada um os episódios mais escandalosos de sua vida. Às deusas recorda adultérios, com particularidades e minúcias, e, logo a seguir, vangloria-se de ter possuído todas. Sif, esposa de Thor estende um copo de hidromel pedindo-lhe que ponha fim aquelas informações escandalosas. Mas ele, zombador, lembra-se dos momentos em que ela, feliz e uivando de prazer, passara nos seus braços. Diz: A esposa do Todo-Poderoso Thor... Mal seu nome fora pronunciado, Thor aparece na sala chispando fogo, e com o martelo quis estraçalhar-lhe o crânio. Mas Loki já estava longe, sempre insultando e ofendendo. Semelhante audácia, porém, não podia ficar impune. Os deuses conseguem apoderar-se dele, que se transforma num salmão. Amarram-no com as tripas de seu próprio filho, Nari. E Loki, por muito tempo,  rmanecerá prisioneiro dos deuses.

 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h06
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25/02/2009


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Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h52
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Anquises

Anchises ou Anquises foi um príncipe troiano, primo do rei Príamo. originário da Dardânia, território vizinho a Tróia, Anchises era filho de Cápis e de Temíste, irmã do rei Laomedonte - pai do rei Príamo.

Um dos momentos mais importantes na biografia de Anchises foi o encontro com Afrodite. Ela se apaixonou por ele e, disfarçada de mortal, o conquistou. Juntos tiveram um filho, Enéias. Certa vez, após beber muito vinho, Anchises revelou a seus amigos que era amante de uma deusa e isso deixou Zeus furioso, que o atingiu com um raio, deixando-o manco.

Afrodite e o desejo:

Nas alturas montanhosas do Ida de mil nascentes, um jovem pastor vigia o rebanho. Logo uma moça, esplêndida, surge diante dele. Surpresa, encantamento, desejo! Desejo tão violento que, imediatamente, assim que a jovem concorde, ele gostaria de fazer amor com ela, mesmo que fosse para morrer depois, se preciso. Quer prendê-la, mas ele mesmo é preso. Eros, impiedoso, dominou o moço: Eros se aponderou de Anchises. Afrodite o domou, subjulgou, encantou: a deusa atirou em seu coração o "doce desejo".

Prender, domar, invadir: é assim, sob a forma de uma força totalmente exterior e repentina, que o desejo age no corpo masculino de Anquises, príncipe troiano, como no de todos os homens. A beleza da jovem criatura feminina, apresentada a seus olhos, é só um ponto de partida.

Surpreso Anchises observa a nobre aparência, a estatura e o brilho das vestes dela. Capa mais reluzente do que a chama do fogo, colares e pulseiras, pele maravilhosa, com a luz da lua, o colo delicado resplandecia para o deslumbre dos olhos: puro olhar, Anquises está preso à contemplação do prodígio. Afrodite apresenta-se à Anquiises sob os traços de uma jovem frígia, aparece diante dele e, para conseguir ser amada, conta-lhe que o pai a destina a casar-se justamente com o nobre Anquises. E para dar mais crédito à história, explica que, para vir, empreendeu longa viagem e, para falar com o noivo, conhece a língua dos troianos:

' Eu sei vossa língua tão bem quanto a nossa: era uma troiana a ama que me educou e me alimentou durante minha tenra infância. É por isso que sei igualmente vossa língua'.

Portanto, a deusa escolheu um idioma bem preciso para dirigir-se ao mortal; mas isso faz parte da sua fantasia de jovem frígia, em território troiano.

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/,  A vida cotidiana- Os deuses gregos (Giulia Sissa & Marcel Detienne) - Ed.Companhia das Letras - 1990

Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h20
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24/02/2009


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Escrito por BÁRBARA PRADO às 13h40
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E o carnaval, começou assim...

A ORIGEM DO TERMO: Assim como a origem do carnaval, as raízes do termo também têm se constituído em objeto de discussão. Para uns, o vocábulo advém da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam suas comemorações. Apesar de ser foneticamente aceitável, a expressão é refutada por diversos pesquisadores, sob a alegação de que esta não possui fundamento histórico.
 
Para outros, a palavra seria derivada da expressão do latim "carnem levare", modificada depois para "carne, vale !" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma. Provavelmente vem também daí a denominação "Dias Gordos", onde a ordem é transgredida e os abusos tolerados, em contraposição ao jejum e à abstenção total do período vindouro (Dias Magros da Quaresma).
  
PRINCIPAIS FIGURAS CARNAVALESCAS: 

Colombina - Como Pierrô e Arlequim, é um personagem da Comédia Italiana, uma companhia de atores que se instalou na França entre os séculos XVI e XVIII para difundir a Commedia dell'Arte, forma teatral original com tipos regionais e textos improvisados. Colombina era uma criada de quarto esperta, sedutora e volúvel, amante do Arlequim, às vezes vestia-se como arlequineta, em trajes de cores variadas, como os de seu amante.
  
Arlequim - Rival de Pierrô pelo amor de Colombina, usava traje feito a partir de retalhos triangulares de várias cores. Representa o palhaço, o farsante, o cômico.
  
Pierrô - Personagem sentimental, tem como uma de suas principais características a ingenuidade.
 
 Momo - Personagem que personifica o carnaval brasileiro. Sua figura foi inspirada no bufo, ator de proveniência portuguesa que representava pequenas comédias teatrais que tanto divertiam os nobres.

 

Fonte de pesquisa: www.academiadosamba.com.br

Escrito por BÁRBARA PRADO às 13h26
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09/02/2009


O que que a baiana tem?

Carmen Miranda, pseudônimo de Maria do Carmo Miranda da Cunha, (Marco de Canaveses, Portugal, 9 de fevereiro de 1909 — Beverly Hills, Estados Unidos da América, 5 de agosto de 1955) foi uma cantora e atriz luso-brasileira Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 a 1950. Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos. Seu estilo eclético faz com que seja considerada precursora do tropicalismo, movimento cultural brasileiro surgido no final da década de 1960.

Carmen Miranda recebeu o nome de Maria do Carmo Miranda da Cunha quando foi batizada no local onde nasceu, a freguesia de Várzea da Ovelha e Aliviada, concelho de Marco de Canaveses, em Portugal. Era a segunda filha do barbeiro José Maria Pinto Cunha (1887-1938) e de Maria Emília Miranda (1886-1971). Ganhou o apelido de Carmen no Brasil, graças ao gosto que seu pai tinha por óperas.

O grande sucesso veio a partir de 1930, quando gravou a marcha "Pra Você Gostar de Mim" ("Taí") de Joubert de Carvalho. Antes do fim do ano, já era apontada pelo jornal O País como "a maior cantora brasileira".

Em 1933 ajudou a lançar a irmã Aurora na carreira artística. No mesmo ano, assinou um contrato de dois anos com a rádio Mayrink Veiga para ganhar dois contos de réis por mês. Foi a primeira cantora de rádio a merecer contrato, quando a praxe era o cachê por participação. Logo recebeu o apelido de "Cantora do It". Em 30 de outubro realizou sua primeira turnê internacional, apresentando-se em Buenos Aires. Voltou à Argentina no ano seguinte para uma temporada de um mês na Rádio Belgrano.

 

Pouco depois de seu nascimento, seu pai, José Maria, emigrou para o Brasil, onde se instalou no Rio de Janeiro. Em 1910, sua mãe, Maria Emília seguiu o marido, acompanhada da filha mais velha, Olinda, e de Carmen, que tinha menos de um ano de idade. Carmen nunca voltou à sua terra natal, o que não impediu que a câmara do concelho de Marco de Canaveses desse seu nome ao museu municipal.

Em 20 de janeiro de 1936, estreou o filme Alô, Alô Carnaval com a famosa cena em que ela e Aurora Miranda cantam "Cantoras do Rádio". No mesmo ano, as duas irmãs passaram a integrar o elenco do Cassino da Urca de propriedade de Joaquim Rolla. A partir de então as duas irmãs se dividiram entre o palco do cassino e excursões freqüentes pelo Brasil e Argentina.

Depois de uma apresentação para o astro de Hollywood Tyrone Power em 1938, aventou-se a possibilidade de uma carreira nos Estados Unidos. Carmen recebia o fabuloso salário de 30 contos de réis mensais no Cassino da Urca e não se interessou pela idéia.

Em 1939, o empresário estadunidense Lee Shubert e a atriz Sonja Henie assistiram ao espetáculo de Carmen no Cassino da Urca. Depois de um espetáculo no transatlântico Normandie, Carmen assinou contrato com o empresário. A execução do contrato não foi imediata, pois a cantora fazia questão de levar o grupo musical Bando da Lu para a acompanhar, mas o empresário estava apenas interessado em Carmen. Depois de voltar para os Estados Unidos, Shubert aceitou a vinda do Bando da Lua. Carmen partiu no navio Uruguai em 4 de maio de 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

No Rio de Janeiro, seu pai abriu um salão de barbeiro na rua da Misericórdia, número 70, em sociedade com um conterrâneo. A família estabeleceu-se no sobrado acima do salão. Mais tarde mudaram-se para a rua Joaquim Silva, número 53, na Lapa.

No Brasil, nasceram os outros quatro filhos do casal: Amaro (1911), Cecília (1913), Aurora (1915 - 2005) e Oscar (1916).

Carmen estudou na escola de freiras Santa Teresa, na rua da Lapa, número 24. Teve o seu primeiro emprego aos 14 anos numa loja de gravatas, e depois numa chapelaria. Contam que foi despedida por passar o tempo cantando, mas o seu biógrafo Ruy Castro diz que ela cantava por influência de sua irmã mais velha, Olinda, e que assim atraía clientes.

Nesta época, a sua família deixou a Lapa e passou a residir num sobrado na Travessa do Comércio, número 13. Em 1925, Olinda, acometida de tuberculose, voltou a Portugal para tratamento, onde permaneceu até sua morte em 1931. Para complementar a renda familiar, sua mãe passou a administrar uma pensão doméstica que servia refeições para empregados de comércio.

Em 1926, Carmen, que tentava ser artista, apareceu incógnita em uma fotografia na seção de cinema do jornalista Pedro Lima da revista Selecta. Em 1929, foi apresentada ao compositor Josué de Barros, que encantado com seu talento passou a promovê-la em editoras e teatros. No mesmo ano, gravou na editora alemã Brunswick, os primeiros discos com o samba Não Vá Sim'bora e o choro Se O Samba é Moda. Pela gravadora Victor, gravou Triste Jandaia e Dona Balbina.

O grande sucesso veio a partir de 1930, quando gravou a marcha "Pra Você Gostar de Mim" ("Taí") de Joubert de Carvalho. Antes do fim do ano, já era apontada pelo jornal O País como "a maior cantora brasileira".

Em 29 de maio de 1939 Carmen estreou no espetáculo musical "Streets of Paris", em Boston, com êxito estrondoso de público e crítica. As suas participações teatrais tornaram-se cada vez mais famosas. Em 5 de março de 1940, fez uma apresentação perante o presidente Franklin D. Roosevelt durante um banquete na Casa Branca.

Em 10 de julho de 1940 retornou ao Brasil, onde foi acolhida com enorme ovação pelo povo carioca. No entanto, em uma apresentação no Cassino da Urca com a presença de políticos importantes do Estado Novo, foi apupada pelos que a consideravam "americanizada". Entre os seus críticos havia muitos que eram simpatizantes de correntes políticas contrárias aos Estados Unidos.

Dois meses depois, no mesmo palco, Carmen foi aplaudida entusiasticamente por uma platéia comum. No mesmo mês gravou seus últimos discos no Brasil, onde respondeu com humor às acusações de ter esquecido o Brasil e ter-se "americanizado". Em 3 de outubro, voltou aos Estados Unidos e gravou a marca de seus sapatos e mãos na Calçada da Fama do Teatro Chinês de Los Angeles.

Entre 1942 e 1953 atuou em 13 filmes em Hollywood e nos mais importantes programas de rádio, televisão, casas noturnas, cassinos e teatros norte-americanos. A Política de Boa Vizinhança, implementada pelos Estados Unidos para buscar aliados na Segunda Guerra Mundial, incentivou a imigração de artistas latino-americanos. Apesar de ter chegado nos Estados Unidos antes da criação da Política de Boa Vizinhança, Carmen Miranda sempre foi identificada como a artista de maior sucesso do projeto.

Em 1946, Carmen era a artista mais bem paga de Hollywood e a mulher que mais pagava imposto de renda nos EUA. Em 17 de março de 1947 casou-se com o americano David Sebastian, nascido em Detroit a 23 de novembro de 1908. Antes, Carmen mantivera romances com vários astros de Hollywood e também com o músico brasileiro Aloysio de Oliveira, integrante do Bando da Lua.

Antes de partir para a América, Carmen namorou o jovem Mário Cunha e o bon vivant Carlos da Rocha Faria, filho de uma tradicional família do Rio de Janeiro. Já nos EUA, Carmen manteve casos com os atores John Wayne e Dana Andrews.

Desde o início de sua carreira americana, Carmen fez uso de barbitúricos para poder dar conta de uma agenda extenuante. Adquiria as drogas com receitas médicas pois, na época, elas eram receitadas pelos médicos sem muitas preocupações com efeitos colaterais. Nos Estados Unidos, tornou-se dependente de vários outros remédios, tanto estimulantes quanto calmantes. Por ser também usuária de tabaco e álcool, o efeito das drogas foi potencializado. Por conta do uso cada vez mais freqüente, Carmen desenvolveu uma série de sintomas característicos do uso de drogas, mas não percebia os efeitos deletérios, que foram erroneamente diagnosticados como estafa por médicos americanos.

O casamento é apontado por todos os biógrafos e estudiosos de Carmen Miranda como o começo de sua decadência física. Seu marido, antes um simples empregado de produtora de cinema, tornou-se "empresário" de Carmen Miranda e conduzia mal seus negócios e contratos. Também era alcoólatra e pode ter estimulado Carmem Miranda a consumir bebidas alcoólicas, das quais ela logo se tornaria dependente. O casamento entrou em crise já nos primeiros meses, mas Carmen Miranda não aceitava o divórcio pois era uma católica convicta. Engravidou em 1948, mas sofreu aborto espontâneo depois de uma apresentação.

Em 3 de dezembro de 1954, Carmen retornou ao Brasil após uma ausência de 14 anos. Seu médico brasileiro constatou a dependência química e tentou desintoxicá-la. Ficou quatro meses internada em tratamento numa suíte do hotel Copacabana Palace. Carmen melhorou, embora não tenha abandonado completamente drogas, álcool e cigarro. Os exames realizados no Brasil não constataram alterações de freqüência cardíaca.

Ligeiramente recuperada, retornou para os Estados Unidos em 4 de abril de 1945. Imediatamente começou com as apresentações. Fez uma turnê por Cuba e Las Vegas entre os meses de maio e agosto e voltou a usar barbitúricos.

No início de agosto, Carmen gravou uma participação especial no programa televisivo do comediante Jimmy Durante. Durante um número de dança, sofreu um ligeiro desmaio, desequilibrou-se e foi amparada por Durante. Recuperou-se e terminou o número. Na mesma noite, recebeu amigos em sua residência em Beverly Hills, à Bedford Drive, 616. Por volta das duas da manhã, após beber e cantar algumas canções para os amigos presentes, Carmen subiu para seu quarto para dormir. Acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. Um colapso cardíaco fulminante derrubou-a morta sobre o chão. Seu corpo foi encontrado pela empregada na mesma noite. Tinha 46 anos.

Aurora Miranda, sua irmã, recebeu na mesma madrugada um telefonema do marido de Carmen Miranda avisando sobre o falecimento. Aurora Miranda passou então a notícia para as emissoras de rádio e jornais. Heron Domingues, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi o primeiro a noticiar a morte de Carmem Miranda em edição extraordinária do Repórter Esso.

Em 12 de agosto de 1955, seu corpo embalsamado desembarcou de um avião no Rio de Janeiro. Sessenta mil pessoas compareceram ao seu velório realizado no saguão da Câmara Municipal da então capital federal. O cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas que cantavam esporadicamente, em surdina, "Taí", um de seus maiores sucessos.

No ano seguinte, o prefeito do Rio de Janeiro Francisco Negrão de Lima assinou um decreto criando o Museu Carmen Miranda, o qual somente foi inaugurado em 1976 no Aterro do Flamengo.

Hoje, uma herma em sua homenagem se localiza no Largo da Carioca, Rio de Janeiro.

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org

Escrito por BÁRBARA PRADO às 13h37
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02/02/2009


Musas, graças, parcas.

 

As Musas, filhas de Júpiter e Mnemósine (Memória), eram as deusas do canto e da memória. Em número de nove, tinham as musas a seu encargo, cada uma separadamente, um ramo especial da literatura, da ciência e das artes. Calíope era a musa da poesia épica, Clio, da história, Euterpe, da poesia lírica, Melpômene, da tragédia, Terpsícore, da dança e do canto, Erato, da poesia erótica, Polínia, da poesia sacra, Urânia, da astronomia e Talia, da comédia.

As Três Graças, Eufrosina, Aglaé e Talia, eram as deusas do banquete, da dança, de todas as diversões sociais e das belas-artes Assim descreve Spenser as atividades das Três Graças:

Ofertam as três ao homem os dons amáveis Que ornam o corpo e ornamentam a inteligência: Aspecto sedutor, bela aparência, Voz de louvor e gestos de amizade. Em suma, tudo aquilo que, entre os homens, Se costuma chamar Civilidade.

Também as Parcas eram três: Cloto, Láquesis e Átropos. Sua ocupação consistia em tecer o fio do destino humano e, com suas tesouras, cortavam-no, quando muito bem entendiam. Eram filhas de Têmis (a Lei), que Jove fez sentar em seu próprio trono, para aconselhá-lo. As Erínias, ou Fúrias, eram três deusas que puniam, com tormentos secretos, os crimes daqueles que escapavam ou zombavam da justiça pública. Tinham as cabeças cobertas de serpentes e o aspecto terrível e amedrontador. Conhecidas também como as Eumênides, chamavam-se, respectivamente, Alecto, Tisífone e Megera.

Fonte de pesquisa: Thomas Bulfinch - O livro de ouro da mitologia

Escrito por BÁRBARA PRADO às 18h24
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20/01/2009


Uma imagem vale + que 1000 palavras

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h54
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Hoje se faz a história

 

Tão esperado pelo povo americano (ou pelo mundo?) apesar do frio que faz em Washington, mais de dois milões de pessoas aguardam para a posse de Barack Hussein Obama. A posse está com vários aparatos de segurança para o "presidente eleito".

Presidente este, eleito pela esperança do povo americano para mudanças, na economia, para o fim da guerra, para a história se fazer, com o primeiro presidente negro a assumir a casa branca. Esperança do povo negro, latino e imigrantes qua lá vivem.

Que se faça a história!

 

Barbara Prado

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h48
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06/01/2009


6 de janeiro na história.

1540 - Henrique VIII de Inglaterra casa pela quarta vez, desta feita com Ana de Cleves

1838 - Samuel Morse efectua a primeira demonstração pública do seu telégrafo em Morristown (Nova Jérsia), Estados Unidos

1852 - Morre Luís Braille pedagogo francês inventor de uma escrita especial para os invisuais

1876 - Morre, em Lisboa, o marques de Sá da Bandeira.

1919 - Morre, em Nova Iorque, Theodore Roosevelt, antigo Presidente dos Estados Unidos

1950 - A Grã-Bretanha reconhece à China Popular

1961 - O Secretário-Geral da ONU, Dag Hammarskjold, visita à África do Sul com o objectivo de discutir a questão do "Apartheid"

- Charles de Gualle recebe o apoio esmagador da França, através de referendo sobre a questão argelina

1964 - O Papa Paulo VI apela, numa histórica visita a cidade de Belém, a unidade dos cristãos

1973 - O Secretario de Estado Norte-Americano, Henry Kissinger, e Le Duc Tho, do Vietname do Norte, preparam-se para retomar as conversações de Paris sobre o estabelecimento da paz no Vietna.

1974 - Tropas, tanques e carros blindados montam guarda ao aeroporto londrino de Heathrow, na sequência de rumores, segundo os quais terroristas árabes tencionavam abater aviões comerciais com mísseis "Terra-Ar"

1977 - Os Estados Unidos restituem à Hungria a coroa de Santo Estévão e os símbolos da monarquia húngara

1979 - James Carter, Presidente dos Estados Unidos, James Callaghan, Ministro Britanico, Giscard D'estaing, Presidente Francês, e Helmut Schmidt, Chanceler Alemão-Federal, concluem a cimeira das Caraibas

1980 - O Egipto anuncia que vai conceder apoio militar aos rebeldes afegãos que lutam no interior do país contra os invasores soviéticos

1981 - O Bispo da cidade italiana de Ivrea, Luigi Bettazzi, oferece-se como prisioneiro das Brigadas Vermelhas em troca do juiz Giovanni D'urso raptado em 12 de Dezembro

1983 - O Pacto de Varsóvia apela ao estabelecimento de um acordo mútuo com a OTAN no sentido de ambas as partes renunciarem a utilização da força militar e ilegalizarem ou limitarem o leque de armamento que vai desde a bomba de neutrões até as armas químicas letais

1984 - Na sequência de tumultos, que provocaram dezenas de mortos, o Presidente da Tunísia, Habib Bourguiba, decide cancelar o aumento do preço do pão

1988 - Álvaro Fernandes, considerado o sacerdote mais velho do mundo, morre com 107 anos de idade, na casa paroquial da localidade de Santo Tirso, no Norte de Espanha

          - Maílson da Nóbrega toma posse como quarto ministro da Fazenda do governo de José Sarney, no Brasil.


1989- Morre o imperador do Japão, Hirohito aos 87 anos, que durante mais tempo (63 anos) reinou na mais velha dinastia do mundo. Sucedeu-lhe o filho, Akihito de 55 anos de idade

1991 - O Líder Iraquiano, Saddam Hussein, reafirma a anexação do Kuwait

1992 - O Presidente da Georgia, Zviad Gamaskhurdia, foge de Tbilissi com o tesouro do estado, avaliado em 700 milhões de rublos

1993 - Morre Rudolf Nureyev aos 54 anos de idade, considerado como um dos maiores bailarinos de sempre

1994 - Inicia-se, em Lusaka, uma nova ronda de conversações sobre Processo de paz em Angola

1995 - Morre Joe Slovo, dirigente do ANC (Congresso Nacional Africano). 

1999 - Ocorre em Serra Leoa a invasão da capital por rebeldes da Frente Revolucionária Unida (RUF) de Foday Sankoh e os seus aliados da ex-junta do tenente-coronel Johnny Paul Koroma invadem Freetown (capital) após uma guerra de assédio no interior do país.

2000 - Em Portugal o tribunal da boa-hora arquiva o processo de Mendes Bota no caso das "viagens dos deputados", por este ter prescrito 
 

2005 - A obra Fonte sofre ataque por um francês de 77 anos com um martelo.

            Este é o sexto dia do ano. Faltam 359 dias para acabar 2009.

 

Fonte de pesquisa: http://www.portalangop.co.ao

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h33
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12/12/2008


As Denaides

Épafo casou-se com Mênfis, filha do deus-rio Nilos, e teve numerosos descendentes. Os mais importantes foram Agenor, rei de Tiro (Fenícia), pai de Cadmo e de Europa, e Belo, rei do Egito e pai de dois filhos gêmeos, Egito e Dânao. Egito teve cinqüenta filhos, os egiptíades, e Dânao, cinqüenta filhas, as danaides (nos dois casos, é claro, de diferentes mulheres).
Dânao reinou sobre a Líbia, e Egito sobre o Egito, mas um dia se desentenderam e entraram em guerra. Dânao, derrotado pelos aguerridos egiptíades, teve de fugir sozinho com as filhas para Argos, terra de seus ancestrais. Dânao e suas filhas foram bem recebidos pelo povo argivo, e Dânao acabou se tornando rei de Argos.
Naquela época, a região estava privada de água por causa de Posídon, ainda enraivecido por ter perdido o patronato de Argos para a deusa Hera. Tudo se resolveu, no entanto, quando o deus se enamorou de uma das danaides, Amímone, com quem teve um filho, Náuplion, o fundador da cidade de mesmo nome.
Mas, um belo dia, os egiptíades apareceram em Argos, propuseram ao tio uma reconciliação e pediram, ainda, as cinqüenta danaides em casamento.
Dânao aparentou concordar, mas presenteou cada uma das danaides com uma adaga e ordenou-lhes que matassem os maridos na noite de núpcias.
Quarenta e nove danaides obedeceram, e quarenta e nove egiptíades foram assassinados. Somente Hipermnestra, a filha mais velha, poupou o marido, Linceu, por quem acabara se apaixonando. O velho Dânao quase matou a filha e o sobrinho-genro mas, por fim, acabou se entendendo com eles.
Quanto às quarenta e nove danaides, sua punição foi terrível: os deuses condenaram-nas, no Hades, a encher de água um vaso cheio de furos durante toda a eternidade.

Fonte de pesquisa: páginas da internet

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h42
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A maldição de Tântalo

Na mitologia grega, Tântalo foi um mitológico rei da Frígia ou da Lídia, casado com Dione. Ele era filho de Zeus e da príncesa Plota. Segundo outras versões, Tântalo era filho do Rei Tmolo da Lídia (deus associado à montanha de mesmo nome). Teve três filhos: Níobe, Dascilo e Pélope. Certa vez, ousando testar a omnisciência dos deuses, roubou os manjares divinos e serviu-lhes a carne do próprio filho Pélope num festim. Como castigo foi lançado ao Tártaro, onde, num vale abundante em vegetação e água, foi sentenciado a não poder saciar sua fome e sede, visto que, ao aproximar-se da água esta escoava e ao erguer-se para colher os frutos das árvores, os ramos moviam-se pra longe de seu alcance sob força do vento. A expressão suplício de Tântalo refere-se ao sofrimento daquele que deseja algo aparentemente próximo, porém, inalcançável, a exemplo do ditado popular "Tão perto e, ainda assim, tão longe".

Houve outros personagens com o nome Tântalo: um rei de Pisa no Peloponeso, um dos filhos de Tiestes e primeiro marido de Clitemnestra.

 

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h34
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A roda Íxion

Íxion figura entre os três maiores vilões da mitologia grega, ao lado de Sísifo e Tântalo. Tanto a culpa de Tântalo quanto a justiça no castigo de Sìsifo são questionáveis, contudo, não há argumentos capazes de defender Íxion.

Íxion, filho de Flégias, descendente do Deus-Rio Peneu foi rei dos lápidas, um povo que habitava a Tessália, próximo aos montes Pélios e Ossa. Tendo-se apaixonado por Dia, filha de Dioneu, prometeu-lhe seus cavalos em troca da mão de sua filha. Após o casamento, Íxion negou ao seu sogro os cavalos que lhe havia prometido, ao que este reagiu com a tomada à força do que lhe era devido, fazendo com que Íxion jurasse vingança. Não tendo conseguido decidir entre a morte e o sofrimento para seu sogro, Íxion optou por ambos: construiu uma câmara incendiária e camuflou-a em sua casa como um cômodo. Dioneu, tendo aceitado um convite de Íxion para uma reconciliação dirigiu-se à casa deste e caiu em sua armadilha. Enquanto era incinerado, seus gritos de desespero levaram Íxion ao arrependimento, mas era tarde. Ao abrir a porta da câmara, Íxion se deparou com o corpo carbonizado de seu sogro.

Após seu crime, o remorso fez com que Íxion enlouquecesse, e sua loucura o fez errar pelo mundo como mendigo. A única maneira de recobrar a sanidade seria submetendo-se a uma purificação para a expiação do crime, porém ninguém conhecia o ritual próprio para o caso, já que nunca antes ninguém havia assassinado um membro de sua própria família.

 

 Íxion e Néfele; em segundo plano Hera; Zeus ao fundo.

 

 

Ao ver o sofrimento de Íxion, Zeus apiedou-se. Restitui-lhe a sanidade e convidou-o a partilhar do banquete dos Deuses, convite que foi prontamente aceito pelo mortal. Tendo-se embriagado pelo néctar , Íxion passou a assediar a esposa de seu anfitrião, a própria Hera Cronida. Esta, ao perceber as intenções do visitante alertou seu esposo a respeito das intenções de seu convidado. Ao que parece Zeus encontrava-se com um bom-humor anormal neste dia, pois, em lugar de irritar-se, acho divertida a situação, e para testar seu hóspede forjou um simulacro de sua própria esposa usando uma nuvem , e deixou-a a sós com Íxion,que a possuiu . Desse conúbio nasceu a raça dos Centauros, metade homens, metade cavalos. Todos os Centauros são descendentes de Íxion, exceto Kíron (preceptor de Achiles entre outros) e Folo.

 

 

 

Íxion preso na roda.

 

 

Após ter possuído Néfele crendo ser esta Hera, Íxion despediu-se dos Deuses e voltou para a Terra e, tendo chegado, divulgou para os primeiros mortais que encontrou que havia possuído a esposa do próprio Zeus. Este, enfim, irritou-se ao ver a possibilidade de angariar a fama de ter sido traído por um mortal. Imediatamente Íxion foi fulminado por um raio e lançado no Tártaro, onde foi preso a uma roda em chamas e condenado a nela girar pela eternidade.

Fonte de pesquisa: "http://pt.wikipedia.org"

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h26
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Orfeu e Eurídice

De origem Trácia, Orfeu era filho do rei trágico Eagro (às vezes confundido com Apolo) e de Calíope, uma das nove Musas, tendo sido poeta e o músico mais famoso de sua época. Apolo deu-lhe a lira e a cítara com 9 cordas em homenagem as nove musas estas ensinaram-lhe como tocá-la. De qualquer forma Orfeu sempre esteve ligado ao mundo da música e da poesia. Suas cantigas eram tão suaves que as feras o seguiam, as árvores inclinavam-se contagiados de doçura e bondade. Participou da expedição de Jasão e os Argonautas em busca do Velocino de Ouro e sua música evitou que as sereias aprisionassem os marinheiros. Quando retornou da viagem, desposou a ninfa Eurídice considerando-a como dimidium animae eius, como se ela fora a metade de sua alma.
Contudo, seu destino não incluía a felicidade. Certa vez, Eurídice passeava ao longo da margem do rio Peneu, quando foi perseguida por um pastor, Aristeu, que por ela se apaixonou. Assustada, Eurídice fugiu e pisou numa serpente, e sendo picada no calcanhar, morreu quase instantaneamente. Orfeu desesperado e sem conseguir viver longe de sua amada, decidiu ir até o reino de Hades, na esperança de reavê-la.

Com sua música suave, encantou de tal forma o mundo ctônio, que até mesmo a roda de Ixion parou de girar, o rochedo de Sísifo deixou de ocilar, Tântalo esqueceu a fome e a sede, as Danaides descançaram  de sua labuta eterna de encher  tonéis sem fundo. Orfeu conseguiu persuadir Caronte, o barqueiro, a conduzí-lo até o portal dos infernos. Fez com que o feroz Cérbero o cão de três cabeças se acalmasse; as Fúrias se aquietassem e as Moiras parassem de tecer os fios da vida, e todos os deuses e divindades das produndezas se comoveram diante de seu sofrimento e verdadeira prova de amor. Hades e sua esposa Perséfone, num gesto de generosidade, consentiu que Orfeu levasse Eurídice de volta à terra, mas impôs uma condição: houvesse o que houvesse, ele não poderia olhar para trás, sob pena de perdê-la. Orfeu aceitou a imposição e Eurídice seguiu o marido por entre as sombrias passagens em direção à luz, guiados apenas pela Lira de Orfeu. Quando estavam quase chegando, uma dúvida terrível lhe cruzou o espírito: e se o deus dos infernos o tivesse  enganado? E se a mulher que o seguia não fosse sua Eurídice? Para se certificar, olhou para trás, viu-a ainda mais uma vez, mas logo em seguida sua amada se transformou numa sombra que se esvaiu, morrendo pela segunda vez e dessa vez para sempre. Orfeu ainda tentou voltar mas, o barqueiro não permitiu.

Inconsolável pela perca da esposa Orfeu passou a repelir todas mulheres. Mergulhado na dor novamente, Orfeu optou por uma vida de pregações, tornando-se um guia espiritual que alertava os trácios sobre os malefícios que os sacrifícios poderiam trazer aos homens. Naquele momento, Dionísio, enciumado pela fama de Orfeu, que começava a ser adorado como uma divindade, amaldiçoou-o, fazendo com que as Mênades enlouquecidas o matassem, cortando-o em pedaços.

As Musas, condoídas com a sorte de Orfeu, recolheram os restos mortais do poeta e enterram-no ao pé do Monte Olimpo, onde os rouxinóis agora cantam as músicas mais doces do mundo.

Uma variante sobre a morte de Orfeu: Conta-se que Orfeu, ao retornar do mundo de Hades,  instituiu mistérios inteiramente vedados às mulheres. Os homens reuniram-se em sua casa,  fechando-no e deixando as armas à porta. Um dia mulheres enfurecidas, apoderam-se destas armas e mataram-no.

Outra variante: Orfeu tendo sido árbitro das disputa de Perséfone e Afrodite por Adônis,  Calíope teria decidido que o lindíssimo filho de Mirra permanecia uma parte do ano com uma e outro com a outra. Frustada e corroída com a decisão Afrodite não podendo vingar-se de Calíope, vingou-se no filho.  Inspirou as mulheres da Trácia uma paixão violenta, qua cada uma  queria o cantor, o que levou-as a esquartejá-lo e lançar seus restos mortais e a cabeça no rio Hebro. Ao rolar a cabeça em direção ao rio, seus lábios chamavam por Eurídice e o nome da amada era repetida em eco nas duas margem do rio.

 

 

Os deuses puniram as mulheres por este ato abominável, devastando Trácia com uma grande peste. Consultando um oráculo, como acalmar os deuses, foi dito que só se acalmariam se encontrassem a cabeça de Orfeu e lhe fossem ofertadas honras fúnebres. Após longas buscas, foi encontrada na embocadura do rio Meles, na Jônia, em perfeiro estado e ali mesmo foi erguido um templo em honra a Orfeu, onde era proíbida a entrada de mulheres.


Orfeu é a imagem do ferido que cura, aquela pessoa que por sua bondade e compaixão consegue curar os outros e que, no entanto, não consegue jamais curar as feridas do próprio coração.

 

Fonte de pesquisa: E-mail recebido, www.templodeapolo.net, Junito de souza Brandão - Mitologia Grega, Vol.III - Petrópolis/RS - Ed Vozes 2004.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h06
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11/12/2008


Amiga Fanta

Fanta é um sumo refrigerante vendido pela Coca-Cola Company. A marca Fanta foi lançada no mercado pela primeira vez na Alemanha na década de 1940 (1941) e hoje é vendida em 187 países.

A Fanta foi criada pelo químico alemão Schetelig durante a Segunda Guerra Mundial, para a Coca-Cola da Alemanha, em Essen. Devido às restrições do tempo de guerra, a fábrica alemão não obtinha dos Estados Unidos o xarope de base para a produção da Coca-Cola tradicional. O diretor da fábrica, Max Keith, precisava de um produto para manter a fábrica em produção e propôs um sabor a frutos quando analisou que matérias-primas estavam disponíveis.

 

O nome, escolhido pelos empregados da empresa, foi tirado da palavra fantástica, que é parecida em muitas línguas. Entre 1945 e 1955, a marca Fanta foi usada apenas para não perder o registro. Só foi ressuscitada de verdade para o lançamento de um refrigerante de laranja criado pela Coca-Cola italiana em abril de 1955. Fez sucesso e foi conquistando o mundo, chegando aos Estados Unidos em 1959.

 

Com fibra de maçã remanescente da pressão para a fabricação de cidra e com um subproduto da fabricação do queijo, a Fanta foi criada e tornou-se logo popular. A Fanta alemã de origem tinha uma cor amarela e um sabor diferente do da hoje comercializada Fanta Laranja. O sabor variou durante o tempo da guerra, em função das frutas disponíveis.

A versão mais conhecida no Brasil é a Fanta Laranja, que chegou no país em 1964, sendo o alvo publicitário os jovens.

 

 

Tampinhas colecionáveis Turma disney

Tampinhas colecionáveis - Disney

 

Outra versão da Fanta é a Fanta Uva, cuja origem é brasileira e foi criada em 1970. Até 1984, foi vendida no Brasil a Fanta Limão, antecessora da Sprite.

Em Portugal estão atualmente sendo vendidos os sabores laranja, ananás, limão e maracujá.

A Fanta tem como caracteristica a variação de sabores em cada mercado. Chegando em alguns mercados até sabores exóticos como a Fanta Lactea (Japão).

No Brasil é encontrada em 16 tipos de embalagens e teve versões como a Fanta Discovery, Fanta Mix, Fanta Maçã, Fanta Citrus e Fanta Morango, mas nenhuma destas são mais produzidas pela baixa taxa de vendas, restando apenas a tradicional Fanta Laranja e a Fanta Uva.

 

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fanta

Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h25
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Descanço contra o stress.

Há mais de cinco décadas a marca se compromete a desenvolver produtos focados para a saúde e o bem-estar das pessoas, dando-lhes a oportunidade de relaxar, reduzir o estresse, aliviar dores e dormir melhor, contribuindo para um mundo mais saudável. Afinal, quem não quer relaxar depois de um dia agitado e estressante? É exatamente isso o que pensa a JACUZZI, marca que se tornou sinônimo de banheiras de hidromassagem e relaxamento.

A história da empresa, que virou sinônimo de banheira de hidromassagem, remonta a 1900, quando sete irmãos, Frank, Rachel, Valeriano, Galindo, Candido, Giocondo e Joseph Jacuzzi, imigraram da Itália para a costa oeste do estado americano da Califórnia, fixando-se na cidade de Berkeley. Particularmente dotada, a família fundou em 1915 uma empresa que deu grande contribuição em várias áreas, principalmente na aviação - graças à invenção da primeira cabine fechada para monoplanos (chamada de JACUZZI BROTHERS) - e na agricultura onde, fazendo uso dos seus conhecimentos hidráulicos, criaram um sistema de irrigação por meio de bombas. Em 1925, como resultado de um terrível acidente com um de seus aviões, que matou um dos irmãos, Giocondo, a empresa decidiu não produzir mais aviões.

Com o passar dos anos, a empresa tornou-se bem-sucedida fabricando hélices de avião e bombas de irrigação para agricultura. Porém, um fato mudaria os rumos da empresa. Em 1956, uma pessoa da família, o filho de Candido, precisou de um tratamento de hidroterapia para combater a artrite reumatóide e suas terríveis dores. O garoto já havia passado por inúmeros tratamentos em hospitais sem surtir resultado. Foi então que os engenheiros da JACUZZI adaptaram uma bomba de irrigação para ser usada em uma banheira criando um jato massageador. A empresa começou então a vender a bomba portátil no mercado. Inicialmente o modelo J-300 era vendido para hospitais e escolas.

E Roy Jacuzzi, membro da terceira geração da família, viu aí um bom negócio (um sistema integrado de bomba e banheira), surgindo um novo nicho de mercado, introduzindo as banheiras de hidromassagem com a marca JACUZZI no mercado em 1968. Com a preocupação do povo norte-americano com a saúde, bem-estar e cultura ao corpo, milhões de banheiras foram instaladas em casas e centros recreativos. Com a banheira, os consumidores foram apresentados a hidroterapia, uma ótima opção para aliviar tensões e relaxar, garantindo uma boa noite de sono. O sucesso da empresa estava garantido. Em 1970, a empresa lançou a primeira banheira Spa, uma unidade grande, desenhada para acomodar várias pessoas, possuindo sistema de filtragem para manter a água aquecida e limpa. O novo produto se tornou um sucesso, pois poderia ser instalado em áreas externas, principalmente nos quintais. O endosso de inúmeras celebridades da época também contribuiu para o enorme sucesso do produto.

 família vendeu a empresa em 1979 e somente Roy Jacuzzi permaneceu à frente do negócio. Na década de 80 a empresa iniciou um forte processo de exportação para Europa, principalmente Espanha e Itália. A linha de produtos foi aumentada, com diversos tamanhos e cores, além de inúmeros itens opcionais, atingindo 12 modelos diferentes. Após uma enorme reestruturação em 2003, a empresa foi vendida para a Apollo Management em 2007 por 1.25 bilhões.

Em se tratando de Brasil, a empresa chegou ao país em 1958, quando iniciou a fabricação de bombas hidráulicas. Acreditando no crescimento do país, em 1964, utilizando as mais modernas tecnologias existentes na época, lançou vários produtos inéditos como equipamentos para piscinas, banheiras com hidromassagem e inúmeros dispositivos hidráulicos complementares (sistemas de pressão, piscinas de fibra de vidro, acessórios para piscinas, entre outros). Em 1980, depois de conquistar seu espaço no mercado nacional, a empresa instalou sua sede na cidade de Itu, interior de São Paulo, onde está localizada até hoje.

Fonte de pesquisa: www.mundodasmarcas.blogspot.com

Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h05
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Há 25 anos que a terra se tornava tricolor.

Tricolor trouxe título inédito para o Rio Grande do Sul após derrotar o Hamburgo em Tóquio, com dois gols do jovem Renato Gaúcho.

 

Quando os relógios marcaram meia-noite, anunciando o início do domingo 11 de dezembro de 1983, a cidade de Porto Alegre vivia um clima bem diferente do habitual. Ao invés do silêncio, das luzes apagadas e do clima ameno característico do Rio Grande do Sul, as ruas foram tomadas pela animação de milhares de pessoas concentradas em bares, restaurantes ou mesmo nas próprias casas, trajadas nas cores azul, preto e branco. Todas com os olhos fixos na televisão e em uma só atração: a decisão do Mundial Interclubes. Seja roendo as unhas, fazendo algum movimento tenso ou bebendo goles de chimarrão, a expectativa era a mesma: ver o Grêmio ser campeão mundial.

Exatos 25 anos depois, os torcedores gremistas trocam o nervosismo daquela madrugada pela festa de bodas de prata do fato mais marcante da centenária história do clube. Recordam-se da euforia que tomou conta do Rio Grande do Sul após a conquista inédita para o estado e também das comemorações no estádio Nacional de Tóquio, palco do jogo decisivo. Na memória, os dois gols e as jogadas desconcertantes do jovem Renato, 21 anos, contra o Hamburgo (Alemanha), campeão europeu, derrotado por 2 a 1 na prorrogação, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Ficaram também as lembranças da habilidade de Mário Sérgio, das defesas de Mazaropi, da garra de De León, da velocidade de Tarciso, do comando de Valdir Espinosa e da importância dos demais heróis tricolores em campo. Mesmo após tanto tempo, essas imagens continuam vivas na mente dos torcedores gremistas que tiveram o privilégio de acompanhá-las.

 

 

 

Dá-lhe, dá-lhe tricolor.

 

Fonte de pesquisa: globoesporte.globo.com

Escrito por BÁRBARA PRADO às 20h55
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10/12/2008


Uma imagem vale + que 1000 palavras.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h15
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Lenda de Oxum

Oxum sempre foi mulher vaidosa, bela e elegante ofuscava a todos com seu brilho vistoso. Uma coisa, porém fazia-lhe falta, queria muito saber sobre os mistérios de Ifá. Tinha sede do conhecimento dos oráculos, precisava conhecer o passado, presente e futuro, somente assim se sentiria realizada. Pensou bastante a respeito e resolveu procurar Exu, usou toda sua doçura e encanto para que ele lhe ensinasse os segredos. Exu sentiu-se atraído pela bela mulher, mas não era de entregar nada gratuitamente e lhe propôs um trato. Se ela ficasse junto dele por sete anos fazendo todos os serviços de sua casa, entregaria os mistérios que ela tanto desejava. Oxum aceitou e durante todo o tempo do trato, lavou, passou e cozinhou para Exu. No final do período tratado, Exu cumpriu o que havia prometido e liberou-a. A moça, entretanto havia se apaixonado e mesmo com os segredos em mãos preferiu continuar morando com ele. Assim viveram por muito tempo em perfeita harmonia. Um dia Oxum estava à beira de um rio cantando com maviosa voz enquanto penteava os cabelos. Xangô, que por ali passava, escondeu-se para ver de onde vinha tão maravilhosa melodia. Ao deparar-se com a beleza encantadora da bela mulher enamorou-se perdidamente. Impetuoso como sempre, foi até ela e declarou-se. Ela, porém, explicando sua condição de casada e feliz, recusou o amor que o homem dizia sentir. Tomado de fúria, não admitia ser contrariado, agarrou a mulher e levou-a para seu reino onde a trancafiou no alto de uma torre de onde somente sairia para unir-se a ele. Dias e noites sem fim se passaram e Oxum em sua masmorra apenas chorava em desespero. Enquanto isso, Exu vasculhava por todos os cantos do mundo a procura da mulher que aprendera a amar e respeitar. Quando já estava para desistir, resolveu descansar à sombra de uma árvore, quando ouviu um canto melancólico e reconheceu imediatamente a voz que tanto amava. Rapidamente subiu até a torre e tomou conhecimento de tudo que acontecera. Tentou de todas as formas tirá-la dali, mas Xangô havia sido previdente, usara de um artifício mágico que deixava a mulher presa dentro de um circulo e somente ele conseguiria libertá-la. Sentindo-se derrotado, Exu foi embora jurando que voltaria. Andou sorumbático pelos caminhos, a cabeça em turbilhão, quando se deparou com um velho que perguntou o porquê daquela tristeza. Onde estava a alegria tão comentada de Exu? Ele não teve forças para responder, apontou o alto da torre que se via ao longe. O velho era Orunmilá e não precisou de mais detalhes, apenas queria saber o tamanho do amor que unia aqueles dois e a resposta do rapaz foi o suficiente. Tirou um saquinho de sua vestimenta e entregou a ele recomendando que aspergisse seu conteúdo sobre Oxum. Cheio de alegria e esperança Exu voltou correndo à prisão de sua amada. Sem dizer nada apenas jogou sobre ela todo o pó que Orunmilá lhe dera. No mesmo instante Oxum transformou-se em uma linda pomba dourada e saiu voando direto para seu lar onde mais tarde se reencontraram e viveram felizes por muitos anos.

 

Fonte de pesquisa: recebi por e-mail

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h12
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08/12/2008


O poder do sal grosso.

O sal grosso é considerado um potente purificador de ambientes.
Povos distintos usam o sal para combater o mau-olhado e deixar a casa a salvo de energias nefastas.


O sal é um cristal e por isso emite ondas eletromagnéticas que podem ser medidas pelos radiestesistas. Ele tem o mesmo cumprimento de onda da cor violeta, capaz de neutralizar os campos eletromagnéticos negativos. Visto do microscópio o sal bruto revela que é um cristal, formado por pequenos quadrados ou cubos achatados.


As energias densas costumam se concentrar nos cantos da casa. Por isso, colocar um copo de água com sal grosso ou sal de cozinha equilibra essas forças e deixa a casa mais leve.

Para uma sala média onde não circula muita gente, um copo de água com sal em dois cantos é suficiente. Em dois ou três dias já se percebe a diferença. Quando formam-se bolhas é hora de renovar a salmora.

A solução de água e sal também é capaz de puxar os íons positivos, isto é, as partículas de energia elétrica da atmosfera, e reequilibrar a energia dos ambientes. Principalmente em locais fechados, escuros ou mesmo antes de uma tempestade, esses íons têm efeito intensificador e podem provocar tensão e irritação.
A prática simples de purificação com água e sal deve ser feita à menor sensação de que o ambiente está carregado, depois de brigas ou à noite no quarto, para que o sono não seja perturbado.
 

Banho de sal grosso e o antigo escalda-pés (mergulhar os pés em salmoura bem quente) têm o poder de neutralizar a eletricidade do corpo. Para quem mora longe da praia é um ótimo jeito de relaxar e renovar as energias.
Já foi considerado o ouro branco (salmoura para consersar alimentos).

Os povos foram desenvolvendo técnicas de usar o sal, como as abaixo descritas:
Uma pitada de sal sobre os ombros afasta a inveja.
Para espantar o mau-olhado ou evitar visitas indesejáveis, caboclos e caipiras costumam colocar uma fileira de sal na soleira da porta ou um copo de salmoura do lado esquerdo da entrada . 'A mistura de sal com água ou álcool absorve tudo de ruim que está no ar, ajuda a purificar e impede que a inveja, o mau-olhado e outros sentimentos inferiores entrem na casa.'
Depois de uma festa, lavar todos os copos e pratos com sal grosso para neutralizar a energia dos convidados, purificando a louça para o uso diário.
Tomar banho de água salgada com bicarbonato de sódio descarrega as energias ruins e é relaxante. O único cuidado é não molhar a cabeça, pois é aí que mora o nosso espírito e ele não deve ser neutralizado.
Na tradição africana, quando alguém se muda, as primeiras coisas a entrar na casa são: um copo de água e outro com sal. Usam sal marinho seco, num pires branco atrás da porta para puxar a energia negativa de quem entra. Também tomam banho com água salgada com ervas para renovar a energia interna e a vontade de viver.

No Japão, o sal é considerado poderoso purificar. Os japoneses mais tradicionais jogam sal todos os dias na soleira das portas e sempre que uma visita mal vinda vai embora. Símbolo de lealdade na luta de sumô. Os campeões jogam sal no ringue para que a luta transcorra com lealdade.

Use esse poderoso aliado! É barato, fácil de encontrar e pode te ajudar em momentos de dificuldade energética e esgotamento.

Fonte: Revista Bons Fluídos - Casa Claúdia Especial - Mar/Abr/1999. Indeciso

Escrito por BÁRBARA PRADO às 20h35
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05/12/2008


Fondue coisa de homem.

 

A região de origem da fondue não é totalmente conhecida (originário da Suiça), mas deve situar-se na região de Jura/Savoie, na fronteira franco-suíça. A receita mais antiga encontra-se num livro de cozinha escrito em Zurique em 1699. Foi inventado durante os frios invernos alpinos, quando as montanhas e os vales ficavam cobertos pela neve e as pequenas vilas isoladas, quando então, o abastecimento de alimento fresco não era possível. Daí os produtos mais comuns eram o queijo, o pão e o vinho.

A palavra fondue é de origem francesa "fondre" que significa derreter. Por isso o queijo usado precisa ser de fácil digestão.

Contrariamente à crença popular, não teria sido inventada por pessoas vivendo nos alpes suíços, pois nessa época o queijo usado na fondue era caro, o que significa que não estaria ao alcance da maior parte das pessoas vivendo nas montanhas.

Na década de 1950 a fondue entrou nas cozinhas do exército suíço, tornando-se assim conhecida dos soldados, que levaram esta receita para suas casas. Até hoje, a preparação da fondue é considerada como uma "coisa de homem" na Suíça.

 

Outros dizem que:

Diferente do que se possa pensar, fondue é uma expressão feminina e que nasceu na Idade Média, a cerca de sete séculos atrás, nos Alpes Suíços, como resultado de uma super produção de queijos.

Conta-se que no século XIII moradores dos Alpes Suíços tiveram uma superprodução de queijo que endureceu com o inverno.

Para evitar a perda e conservá-los, derreteram o excesso produzido e acrescentaram Kirsch (bebida alcoólica de cereja produzida ali). Enquanto preparavam, iam provando com pão para determinar o tempero.

Com o passar do tempo, a operação se transformou em celebração e o queijo fundido, na fondue que conhecemos hoje: degustada entre amigos durante o inverno. Como em todo ritual, o prato foi adaptado e, além da fondue de queijo, há ainda a bourguignonne (fondue de carne), de peixe, camarão ou chocolate com frutas.

 

Fonte de pesquisa: páginas da Internet Legal 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h22
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Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h04
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04/12/2008


História da cachaça.

Os antigos egípcios deram o primeiro sinal. Curavam suas moléstias inalando vapor de líquidos fermentados. Os primeiros a destilar uma bebida foram os chineses. Já os gregos tomaram a dianteira e registraram o processo de obtenção da "acqua ardens", entre 23 e 79 dC, batizada por Plínio, o Velho, de alkuru. Suas propriedades transformaram a água ardente, que pegava fogo, em água da vida, por suas características medicinais. A "Eau de Vie" foi receitada como elixir da longevidade.

Com a expansão do Império Romano, a aguardente invadiu territórios e aprimorou sua tecnologia de produção. Na Itália, o destilado de uva ficou conhecido como "grappa". A partir da cereja, a Alemanha desenvolveu o "kirch". A Escócia fez o uísque da cevada maltada, a Rússia destilou o cereal para obter a vodca, e do arroz veio o saquê japonês. Em Portugal, a "bagaceira" era produzida com o bagaço da uva.

A cana de açúcar chegou ao Brasil trazida da Ilha da madeira pelos portugueses, ainda no séc. XVII. No engenho de Martin Afonso de Souza, da capitania de São Vicente, logo descobriram o vinho da cana, conhecido como "garapa azeda", líquido restante dos tachos de rapadura, que servia de alimento para os animais. Os escravos passaram a tomar esta bebida, inicialmente apenas fermentada. Foram eles também que começaram a destilar a mistura, então chamada "cagaça". Semanticamente, de cagaça a cachaça foi um pulo e a nova bebida se transformou em moeda corrente para a compra de escravos na África. A produção de cachaça artesanal prosperou, inicialmente, no litoral sul do Rio de Janeiro. A descoberta de ouro nas Minas Gerais trouxe uma infinidade de aventureiros de todas as partes do país. Para aquecer as frias noites em meio às montanhas da Serra do Espinhaço, só mesmo o destilado de alto teor alcoólico. Isso incomodou a Coroa portuguesa, pois a cachaça roubava mercado do vinho do Porto e da bagaceira. Alegando que a bebida prejudicava a extração de ouro nas minas, a Corte proibiu várias vezes a produção e comercializaçã o da cachaça. Não funcionou e acabou por cobrar uma alta tributação da bebida mais consumida no estado. A aguardente transformou- se, então, em símbolo da resistência a Portugal. As técnicas de produção se aprimoraram, mas MG se manteve fiel às tradições. Não abre mão, por exemplo, do alambique de cobre. A flora local também colaborou para o desenvolvimento das técnicas de envelhecimento na madeira, o que sofistica o produto.

No entanto, era preciso melhorar a qualidade do produto e foi em Salinas no norte do Estado, que um pequeno fazendeiro, chamado Anísio Santiago, introduziu a técnica de separar, durante a destilação, a cachaça em três frações. Somente a do meio, chamada de coração, considerada nobre, passou a ser envelhecida e comercializada. Porém, até há pouco tempo, a cachaça era uma bebida encontrada somente em "botecos", sem controle de qualidade e consumida por classes menos favorecidas. Talvez o descaso com a cachaça tenha sido pela sua origem "pouco nobre" na visão de colonialistas e escravocratas, assim como aconteceu com a feijoada, pois ambos constituíam comida e bebida típicos de escravos. Somente em 1988, um grupo de produtores, em parceria com universidades e com o Instituto de Desenvolvimento do Estado de MG, (INDI) criou a Associação dos Produtores de Aguardente de Qualidade (AMPAQ). Desde então, a Associação estabeleceu normas de fabricação, ministrando cursos e palestras; criou, igualmente, um selo de qualidade, o primeiro para bebidas alcoólicas do país.

Fonte de pesquisa: Páginas da internet

Escrito por BÁRBARA PRADO às 19h48
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A lenda de Yansã a senhora dos ventos e tempestades.

 

Yansã é a entidade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que em Iorubá chama-se Odo-Oyá. Foi a primeira mulher de Xangô e tinha um temperamento forte, ardente e impetuoso. Conta a lenda que Xangô enviou-a a uma missão na terra dos baribas, a fim de buscar um preparado, que uma vez ingerido,lhe permitia lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz. Yansã desobedecendo às intruções do esposo experimentou esse pre-parado tornando-se capaz de também cuspir fogo, para grande desgosto de Xangô, que desejava guardar só pra si este terrível poder. Yansã foi no entanto a única mulher de Xangô, que no final de seu reinado segui-o na sua fuga pra Tapá. E quando Xangô recolheu-se para debaixo da terra, em Kossô, ela fez o mesmo em Irá. Antes de se tornar mulher de Xangô, Yansã tinha vivido com Ogum. A aparência do deus do ferro e dos ferreiros causou-lhe menos efeito que a elegância, o garbo e o brilho do deus do trovão. Ela fugiu com Xangô, e Ogum enfurecido, resolveu enfrentar seu rival; mas este último foi à procura de Olodumaré, o deus supremo, para lhe confessar que havia ofendido Ogum. Olodumaré interveio junto ao amante traído e recomendou que perdoasse a afronta. E explicou: - Você Ogum, é mais velho que Xangô! Se, como mais velho deseja preservar sua dignidade aos olhos de Xangô e aos outros orixás, você não deve se aborrecer nem brigar: deve renunciar a Yansã sem recriminações! Mas Ogum, não foi sensível à este apelo, lançou à perseguição dos fugitivos, e trocou golpes de varas mágicas com a mulher infiel, que foi então, dividida em nove partes. Este número nove, ligado a Yansã, está na origem de seu nome Yansã.

 

Fonte de pesquisa: recebido por e-mail

Escrito por BÁRBARA PRADO às 19h36
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01/12/2008


O panetone

      

O bolo recheado de frutas secas e uvas secas é uma tradição do Natal italiano e surgiu em Milão, mas há três versões diferentes para explicar sua origem.

A primeira versão é que o produto nasceu no ano 900, inventado por um padeiro chamado Tone. Por isso, o bolo teria ficado conhecido como pane-di-Tone. A segunda versão da história diz que o mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, primeiro duque de Milão, preparou o produto para uma festa em 1395. E a última versão conta que um certo Ughetto resolveu se empregar numa padaria para poder ficar pertinho da sua amada Adalgisa, filha do dono. Ali ele teria inventado o panetone, entre 1300 e 1400. Feliz com a novidade, o padeiro permitiu que Ughetto se casasse com Adalgisa.

No Brasil, a tradição começou a se expandir depois da Segunda Guerra Mundial, quando imigrantes italianos resolveram fazer o mesmo panetone consumido por eles na Itália na época de Natal.

Hoje existem panetones de outros sabores, o Chocotone por exemplo.

 

 

Fonte de pesquisa:www.terra.com.br/natal/curiosidades

Escrito por BÁRBARA PRADO às 20h21
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28/11/2008


Cobra dos olhos de fogo.

Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra.
Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro, assim, seus olhos cresceram.
Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais.
Algumas vezes, assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos.
Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata.
No Nordeste do Brasil é chamado de "Alma dos Compadres e das Comadres".
Para os índios ele é "Mbaê-Tata", ou Coisa de Fogo, e mora no fundo dos rios.
Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas, e por onde passa, toca fogo no mato.
Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios.
A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo, que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos, sepulturas e carcaças de grandes animais mortos, que vistos de longe parecem grandes tochas em movimento.
 
Fonte de pesquisa: leiladavano.blogspot.com

Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h54
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21/11/2008


O pai da matemática dedutiva.

   Tales, matemático e astronomo grego, nasceu na cidade de Mileto, atual cidade de  Yeneköy - Turquia, no ano de 640 a.C, filho de uma família de Tebas da estirpe de Cadmo, eram comerciantes bem sucedidos de azeite e sal, mas foi também o mais bem sucedido dos Sete Sábios da Grécia antiga.

Atribui-se ele a criação da escola jônica, ponto de partida para criação do pensamento folosófico da Grécia antiga.

Conta-se que Tales, considerado o primeiro pensador do Ocidente, era tão distraído que certa vez ao olhar para céu caiu num buraco, sendo, por isso, chamado de lunático, foi o primeiro a explicar o eclipse do Sol, ao verificar que a Lua é iluminada por esse astro. Segundo Heródoto, ele teria previsto um eclipse solar em 585 a.C. Segundo Aristóteles, tal feito marca o momento em que começa a filosofia. Os astrônomos modernos calculam que esse eclipse se apresentou em 28 de Maio do ano mencionado por Heródoto.

Tales considerava a água como sendo a origem de todas as coisas. E seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único" para essa natureza primordial.

Atribuem-se a Tales diversas descobertas matemáticas. Além de estudar a geometria do círculo e do triângulo isósceles, Tales demonstrou o cálculo da altura de uma pirâmide, baseado no comprimento de sua sombra.

Fonte de pesquisa: Páginas da internet.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 20h06
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19/11/2008


Uma imagem vale + que 1000 palavras

Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h55
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O dia da bandeira é um dia em homenagem à bandeira do Brasil. A celebração acontece no dia 19 de Novembro, data em que a bandeira foi instituída.

A data foi adotada pelo decreto nº 4 no dia 19 de novembro de 1889, quatro dias após a Proclamação da República.

O desenho da bandeira possui normas específicas nas dimensões e proporções do mesmo. A bandeira brasileira apresenta formato retangular, um losango amarelo em fundo verde, a esfera azul celeste do centro é atravessada pela faixa branca com as palavras “Ordem e Progresso”.

 
A bandeira nacional foi desenhada por Décio Vilares. Essa fica hasteada na Praça dos Três Poderes em Brasília, simbolizando a pátria.

As quatro cores representadas na bandeira simbolizam as famílias reais descendentes de D. Pedro I, idealizador da bandeira do Império.

 

Por Patrícia Lopes

 

Fonte de pesquisa: www.brasilescola.com

Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h46
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18/11/2008


A comida nos túmulos dos Faraós

 

Nos túmulos dos reis e de nobres egípcios, muitas oferendas estavas gravadas nas paredes. Pela crença, elas asseguravam que o morto se serviria de uma porção diária de comida em sua vida pós morte. O nome e a quantidade dos alimentos estavam escritos em hieróglifos, permitindo aos arqueólogos de hoje terem uma idéia do menu cotidiano dos egípcios daquele período.

É claro que a mesa dos Farós era privilegiada. Dispunham de iguarias provenientes de todos os lugares do reino - como lentilhas, abóboras, coentro, bolachas, leites, carnes, ervas, peixes, mel, frutas, carneiros, gansos, codornas, frutas secas, romãs acompanhados de vinho e cerveja.

E também alimentos essenciais para a dieta do povo como pães de trigo e uma espécie de cerveja energética chamada henequet. Entre as receitas sofisticadas servidas aos Faraós chamava a atenção uma simpels mas, saborosa  sopa de lentilhas amarelas, feitas com celolas, sal, cominho e azeite de oliva.

 

Fonte de pesquisa: Revista História Viva nº 47 - www.templodeapolo.net

Escrito por BÁRBARA PRADO às 16h00
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15/11/2008


Proclamação da República

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h03
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11/11/2008


 

O palácio do Sol era um lugar fulgurante. Tinha o brilho do ouro, o lampejo do marfim e a cintilação das jóias. Por dentro e por fora, tudo era resplendor e luminescência. Era sempre meio-dia, e a penumbra sombria nunca vinha turvar a claridade. A escuridão e a noite eram ali desconhecidas. Poucos dentre os mortais teriam resistido por muito tempo àquela luminosidade imutável, mas também poucos tinham descoberto o caminho que levava até lá. Não obstante, um dia ousou aproximar-se desse lugar um jovem que, de parte de mãe, era mortal. Teve que parar muitas vezes para esfregar os olhos ofuscados por tanta luz, mas o propósito que o trouxera até ali era tão urgente que ele se manteve firme e apressou ainda mais os passos ao entrar no palácio, atravessando as portas polidas que conduziam à sala do trono, onde estava o deus-sol, envolto por um brilho resplandecente e ofuscante. Ali o jovem parou, incapaz de dar mais um só passo. Nada escapa aos olhos do Sol, que imediatamente se deu conta da presença do jovem e para ele olhou com grande amabilidade. "O que te trouxe aqui?", perguntou, "Aqui estou", respondeu com grande ousadia o outro, "para descobrir se és ou não meu pai. Minha mãe disse que sim, mas meus amigos riem de mim quando lhes digo que sou teu filho, já que em nada disso acreditam. Contei tudo isto à minha mãe, e sua resposta foi que eu viesse pessoalmente procurar-te." Sorridente, o Sol tirou sua coroa de luz ofuscante, para que o jovem pudesse olhá-lo sem maltratar os olhos. "Aproxima-te, Faetonte!", ordenou-lhe. "Clímene te disse a verdade. És meu filho, e espero que também não duvides da minha palavra. Pretendo, porém, dar-te uma prova de que não minto. Pede-me qualquer coisa que quiseres e serás atendido. Como testemunha da minha promessa, vou invocar o Estige, o rio do juramento dos deuses."
       Sem dúvida, Faetonte já observara muitas vezes o Sol a percorrer os caminhos do Céu, dizendo para si mesmo com um sentimento misto de respeito e admiração: É meu pai que por ali passa!" Em seguida, punha-se a imaginar como seria estar também naquele carro, dirigindo os corcéis ao longo daquela vertiginosa trajetória com a finalidade de levar a luz ao mundo. Agora, depois de ouvir as palavras do pai, esse sonho louco estava prestes a concretizar-se. Num instante, exclamou: "Deixa-me tomar o teu lugar, pai! Não há coisa que eu mais queira. Só por um dia, por um único dia, deixa-me conduzir o teu carro."
       O Sol então deu-se conta da sua própria loucura. Por que fizera aquele juramento fatal, comprometendo-se a satisfazer qualquer desejo que passasse pela cabeça jovem e imprudente do filho? "Meu caro menino", disse ele, "eis aí a única coisa que eu lhe teria recusado. Sei que não posso fazê-lo, pois jurei pelo Estige. Caso insistas, tenho que ceder, mas não creio que o faças. Ouve bem os esclarecimentos que tenho a fazer sobre o teu pedido. És filho meu e de Clímene. Assim, és também mortal, e a mortal algum é dado dirigir o meu carro. Na verdade, nenhum outro deus pode dirigi-lo, nem mesmo o Rei dos Deuses. Reflete sobre a trajetória que é preciso seguir. Subindo a partir do mar, o caminho é tão íngreme que os cavalos mal conseguem avançar, por mais descansados que estejam pela manhã. Ao chegar a metade do percurso, a altura é tão vertiginosa que nem eu mesmo gosto de olhar para baixo. Mas ainda muito pior é a descida, e esta se precipita de tal forma que os Deuses do Mar, à espera de minha chegada, ficam admirados ao ver que não me lanço de cabeça para baixo. Guiar os cavalos é também uma luta infindável. Sua natureza de fogo vai tornando-os mais impetuosos à medida que sobem, e só com muita dificuldade consigo mantê-los sob meu controle. O que não fariam eles contigo?
       "Deves imaginar que lá em cima existem todas as espécies de maravilhas, cidades divinas cheias de coisas belas, mas nada disso existe. Terás de passar por feras e terríveis animais de rapina, que serão tudo o que terás para ver. O Touro, o Leão, o Escorpião, o grande Câncer, todos eles tentarão fazer-te algum mal, e não duvides por um só instante que assim será. Olha ao teu redor e vê quantas coisas belas existem no mundo. Escolhe uma que seja o mais profundo desejo de teu coração, e ela será tua. Se desejas uma prova de que sou teu pai, que prova melhor posso dar-te do que meus receios pela tua vida?"
       Para o jovem, porém, toda a sabedoria contida nessa conversa não surtiu melhor efeito. Uma perspectiva gloriosa abria-se diante dele, que já se via orgulhosamente em pé naquele carro maravilhoso, guiando os corcéis que nem o próprio jovem era capaz de controlar. Não ligou a mínima para os perigos que seu pai lhe descrevera. Não se deixou perturbar um só instante pelo medo, nem pela dúvida sobre sua própria capacidade. Por fim, o Sol desistiu de tentar convencê-lo. Viu que toda tentativa seria inútil e, além disso, já não havia mais tempo para nada: o momento da partida aproximava-se. As portas do Leste já se tingiam de seu brilho purpúreo, e a Aurora já vinha abrindo o seu caminho cheio de luz rósea. As estrelas abandonavam o Céu, e até mesmo a retardatária estrela da manhã já se apagava.
       Era preciso apressar-se, mas tudo estava pronto. As estações do ano, as guardiãs do Olimpo, aguardavam o momento de abrir as portas de par em par. Os cavalos tinham sidos preparados e estavam emparelhados ao carro. Com grande júbilo e orgulho, Faetonte subiu para o mesmo e partiu. Tinha feito sua escolha, e só lhe restava agora arcar com as conseqüências. Não que desejasse mudar alguma coisa naquela primeira corrida magnífica pelos ares. O próprio Vento Leste foi ultrapassado e deixado muito por trás. As velozes patas dos cavalos passavam pelas nuvens baixas, mais próximas do oceano, como se estivessem atravessando uma fina névoa marítima, e depois se elevavam rumo aos ares translúcidos das grandes alturas do Céu. Durante alguns momentos de puro êxtase, Faetonte sentiu-se o próprio Senhor do Firmamento. De repente, porém, algo se modificou. O carro começou a oscilar fortemente de um lado para o outro; a velocidade se tornou muito maior, e Faetonte percebeu que não tinha mais o controle de nada. A corrida não era mais dirigida por ele, mas pelos cavalos. Eram senhores da situação, e nada havia como controlá-los. Saíram do caminho habitual e se lançaram para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita. Por pouco não lançaram o carro contra o Escorpião; depois, em uma vertiginosa escalada, quase se arrebentam contra o Câncer. A esta altura, o pobre condutor estava quase desmaiado de terror, e então deixou cair as rédeas.
       Foi o sinal para que a corrida se tornasse mais louca e avassaladora. Os cavalos voaram para o ponto mais alto do Céu, e em seguida, mergulhando de cabeça para baixo, incendiando o mundo. As mais altas montanhas foram as primeiras a queimar – Ida e Helicon, onde vivem as Musas, o Parnaso e o Olimpo, que se eleva para além dos Céus. Através de suas encostas, as chamas desceram para os vales mais baixos e planos e para as terras cobertas de florestas escuras, até que tudo passou a ser consumido pelas chamas. As fontes evaporaram-se, e os rios foram transformados em regatos. Diz-se que foi aí que o Nilo fugiu e escondeu sua nascente, que ainda hoje continua escondida.
       Faetonte, que mal conseguia manter-se no carro, foi envolto por um calor infernal e uma fumaça espessa que parecia saída de uma fornalha. A única coisa que agora queria era acabar o mais rápido possível com todo aquele tormento e terror. Teria saudado alegremente a própria morte. A situação também se tornou insuportável para a Mãe terra. Lançou um grito avassalador que foi ecoar junto aos deuses. Estes, ao olharem lá do Olimpo para baixo, viram que a salvação do mundo dependia de uma ação muito rápida de sua parte. Zeus pegou o raio e lançou-o contra o condutor imprudente e arrependido. Faetonte caiu morto, o carro foi destroçado e os cavalos enlouquecidos foram lançados nas profundezas do mar.
       Através dos ares, Faetonte caiu como uma bola de fogo sobre a Terra. O misterioso rio Eridano, nunca visto por qualquer mortal, recebeu-o, extinguiu o fogo e esfriou-lhe o corpo. As Náiades, com pena de vê-lo morrer tão jovem e cheio de coragem, sepultaram-no e gravaram em seu túmulo:
Aqui jaz Faetonte, que dirigiu o carro do Deus-Sol. Foi grande o seu fracasso, mas grande também sua ousadia. As irmãs dele, as Helíades (filhas de Hélio, o Sol), vieram chorá-lo em sua sepultura, e foram transformadas em álamos ali mesmo, junto às margens do Eridano. Onde, pesarosas, vertem lágrimas eternas no leito do rio. E cada uma delas, ao cair, cintila em suas águas Como reluzente gota de âmbar.

Escrito por BÁRBARA PRADO às 20h02
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Quando sentir que há muito peso

sobre teus ombros.

Lembra-te do Titâ Atlas

que carrega o peso do mundo

nas costa

(Bárbara Prado)

Escrito por BÁRBARA PRADO às 17h08
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08/11/2008


'Eu me visto para as mulheres

e me dispo para os homens'

(Angie Dickison)

Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h35
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Uma imagem vale + que 1000 palavras

Escrito por BÁRBARA PRADO às 09h54
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07/11/2008


A lenda de Quelone

O Olimpo estava em festa, Zeus e Hera finalmente iriam se casar. As duas imensas portas do Empíreo estavam forradas de nuvens, haviam sido abertas em par, pela três Graças: Eunomia, Dice e Irene e faziam o papel de anfitriãs.

Os convidados iam chegando em grande número, atravessando a ponte colorida do imenso arco-íris. Os principais deuses do Panteão Olímpico iam chegando, sozinhos ou em pares, conversando alegremente.

Ceres vestia uma túnica drapejada e esvoaçante, surgiu, entre tantas outras beldades, muito sorridente. Junto dela estava Minerva a deusa da sabedoria, recatada, mas sempre encantadora.

Apolo e sua irmã Artemis, vinha abraçados, dando uma gostosa gargalhada.

Os grupos foram passando um a um, até que um curioso casal aprentou-se a bela Vênus e seu coxo marido Efesto.

Irene uma das anfitriãs cochichou com as irmãs: Veja só, será que finalmente resolveu tomar um banho? E escondeu uma risadinha detrás do véu.

De fato, o deus das forjas, sempre sujo de fuligem, encontrava-se com seus cabelos geralmente emaranhados, pareciam que finalmente haviam encontrado uma escova, e algo parecido com uma esponja de banho, tinha sido esfegado sobre seu corpo, ombros e membros.

Quase todos já haviam chegado, inclusive Posídon, com sua corte aquática úmida e festiva, e o sombrio cortejo de Hades, que trazia sua esposa Perséfone pálida como sempre, pelo braço, porém mais animada com o festejo.

Mas, Eunomia sentiu a falta de um nome na lista de convidados, faltava a Ninfa Quelone.

Perguntaram-se junto com Hermes que acabara de chegar: O que terá acontecido?

Hermes apertou um pouco mais suas sandálias aladas, e desapareceu em um pé-de-vento, pela estrada colorida. Apenas deixando sua vóz para trás:

- Vou refazer o trajeto para ver o que houve.

Quanto mais o filho de Zeus avança, mais temia pelo atraso da ninfa. Se Hera souber que ela ignorou a festa, a matará!

Quelone entretanto, ainda estava descansada em sua casa, queixando-se do calor!  A vontade de ir as bodas era nenhuma. Na verdade não tinha vontade de fazer nada!  Sim. porque apesar de ser uma ninfa adorável, era também a mais preguiçosa das criaturas. "Miseravelmante preguisoça", como lhe dissera um dia, um fauno das redondezas. Cogitando e refrescando os pés na água, a ninfa deixava o tempo passar. A final de contas deveria ir mesmo?

De repente chega Hermes, fazendo sombra entre ela e o sol.

Hermes diz: - Sua preguiçosa, eu já imaginava.

- Ah, é você? Disse ela com a mão em pala sobredos olhos. Sempre correndo prá cima e prá baixo, não é?

- Voando, querida, voando. Vamos, levante-se preguiçosa, esta quase na hora do casamento de Hera.

- Não posso, disse Quelone. Acordei com o pé machucado.

Mas, o deus não estava para lorotas, e em dois tempos a colocou no rumo da estrada. Mas a ninfa teimava em atrasar o passo. Ora para descançar, ora simulada. O tempo passava e Hermes sentia que daquele jeito não chegariam.

Hermes resolveu:

- Bem adeus, vou indo na frente, senão Hera, matará a mim. Disse o deus perdendo de vez a paciência.

Quelone respondeu: - Vá logo apressadinho. Estando sentada em uma pedra azulada, bem no começo da longa estrada do arco-íris. Se pelo menos me levasse no seus braços. Quelone adormeceu ali mesmo, acordando após o fim da magnífica festa. Quando todos os deuses jár retornavam. Deuses, ninfas e faunos, todos esbarravam em Quelone que teimava em caminhar na direção inversa. Apesar de já ter acabado a festa, ela insistia em avançar, nem que fosse para dar explicação. Enquanto avançava, criticava Hera, resolvendo voltar para casa, bem mais rápito do que havia chego.

Ao chegar lá, Hermes já a aguardava. 

- Você não foi lá então, com a testa franzida.

Não encomoda pé-de-vento respondeu a ninfa. Cobrindo o rosto, diga a Rainha do Céu, que qualquer dia aparceço para dar as felicitações.

Hermes perdendo definitivamente a paciência, a pegou pelos pés, jogou-a no lago. Em seguida, jogou também a casa da ninfa sobre ela.

- Ai está, disse o deus dando as costas e indo embora.

 

A pobre Quelone ressurgiu instantes depois das profundezas do lago. Seu rosto estava mudado, estava enrrugado como de um lagarto. Tinha agora quatro pernas enormes, e em cima de suas costas estava sua pesada casa, uma imensa e pesada carapaça. E Quelone nunca fora tão lenta como agora!

 

Assim a ninfa que faltou ao casamento do grande Zeus e da poderosa Hera, foi transformada no animal que conheçemos hoje com TARTARUGA.

 

Fonte de pesquisa: www.templodeapolo.net 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h04
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História Partido Democrata

O seu símbolo é um burro, geralmente representado em cores vermelha e azul.

Esta última é considerada a cor oficial do Partido Democrata, já que é a cor com a qual aparecem os estados donde vence este partido político.

O Partido Democrata é uma das principais forças políticas dos Estados Unidos. É um dos partidos políticos mais antigos do mundo

 

  Thomas Jefferson fundou o Partido Democrata em 1793 para lutar contra o elitismo do Partido Federalista. Em 1798, o "partido do homem comum" foi oficialmente denominado Partido Republicano Democrático.

Em 1800, Jefferson foi eleito o primeiro presidente democrata dos Estados Unidos.

Foi fundado em 1836 por Andrew Jackson na sequência de um cisma do Partido Democrata-Republicano (que fora fundado por Thomas Jefferson).

No início do século XIX foi um partido de ideologia, mas Partido Democrata abraçou a causa dos imigrantes que afluíam às cidades e centros industriais. O líder democrata William Jennings Bryan esteve à frente de um movimento pela reforma agrária e apoiou o direito das mulheres de votar, as eleições diretas para senador, entre outras coisas.

O Partido Democrata costuma ser tradicionalmente apoiado pelos trabalhadores, sindicados, assalariados, pela maioria das profissões intelectuais (professores, jornalistas, artistas) e por algumas das minorias étnicas (afro-americanos, hispânicos) e religiosas (católicos, judeus).

 

 


Em 1912, Woodrow Wilson (1913-1921) se tornou o primeiro presidente democrata do século 20. Ele levou o país à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), lutou pela Liga das Nações e estabeleceu o Fed (o Banco Central Americano) e aprovou a primeira lei de assistência a crianças e trabalhadores.

 



Uma geração depois, Franklin Delano Roosevelt (1933-1945) foi eleito presidente com a promessa do New Deal (1933-1939). O New Deal consistia em uma intervenção em massa do Estado na economia. Foram criadas frentes de trabalho, o sistema que hoje conhecemos como seguro-desemprego, regras de limitação à atuação das instituições financeiras e fiscalização do mercado de ações, tudo combinado com um grande programa de obras e gasto público recorde.

 

 


Com a eleição de Harry Truman (1945-1953), os democratas começaram a brigar para derrubar as barreiras de raça e gênero. Truman integrou a reconstrução da Europa estabelecendo o Plano Marshall gigantesco plano de investimento feito entre 1948 e 1951 pelos EUA na Europa destruída pela 2ª Guerra] e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar ocidental liderada pelos EUA).

O plano de reconstrução da Europa ficou conhecido como Marshall por ter sido delineado pelo então secretário de Estado do presidente Harry S.Truman, general George Marshall (1880-1959). O plano foi um dos frutos da Doutrina Truman, cujos pressupostos formaram a base da supremacia dos EUA no pós-guerra.

 

 



Na década de 60, o presidente John F. Kennedy (1961-1963)  proclamou uma nova fronteira e levou o primeiro homem à Lua. Após o assassinato de Kennedy, Lyndon Johnson assumiu a Presidência, declarando guerra à pobreza e criando programas sociais, como Medicare assegurando que idosos receberiam qualidade no serviço de saúde.

 



Jimmy Carter  (1977-1981) foi eleito presidente, ajudando a restabelecer a confiança do governo na nação após o escândalo de Watergate. Dois repórteres do jornal "Washington Post" revelaram que a equipe da campanha da reeleição do presidente republicano Richard Nixon (1969-74) tentou espionar a oposição democrata e levantou dinheiro de forma ilegal. O caso provocou a renúncia de Nixon.

 

 


Em 1992, o então governador do Arkansas Bill Clinton  (1993-2001) foi eleito o 42º presidente dos EUA trazendo um período de grande expansão econômica, redução de desemprego, redução de índices de criminalidade. Em 1996, Clinton se tornou o primeiro presidente democrata a ser reeleito desde Roosevelt.

 

 

Barack Hussen Obama, senador pelo estado de Illinois, o único senador afro-americano na atual legislatura. O 44º presidente de seu país, eleito no 05.11.2008 passa a ser primeiro negro a governar os Estados Unidos.


Fonte: www.democrats.org/about/history.html, www1.folha.uol.com.br, educaterra.terra.com.br

Escrito por BÁRBARA PRADO às 17h16
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06/11/2008


Ele não conseguiu vencer as eleições americanas.

Agora sua história é conhecida pelo mundo.

 

 

2008 - Durante a campanha presidencial com a esposa Cindy.

 

 

Um herói de verdade

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Uma mensagem cunhada na parede de uma minúscula cela deu forças ao piloto americano John McCain para suportar os dois anos e meio de confinamento solitário no antigo Vietnã do Norte. Vinte e cinco anos depois, as histórias vividas durante a guerra seguem rendendo ao agora candidato a presidente dos EUA o status de herói.

Foi em um café da manhã de oração, em 1974, que McCain descobriu o efeito que suas memórias causavam nas pessoas. A convite do então governador da Califórnia, Ronald Reagan, compareceu ao encontro em Sacramento. Começou a contar suas experiências como prisioneiro de guerra e lembrou do momento em que percebeu a frase escrita na parede do buraco de apenas dois metros de altura por dois metros de largura onde foi enclausurado. “Eu acredito em Deus, o Todo-Poderoso”. A mensagem, deixada por outro prisioneiro, o manteve firme durante os anos em que ficou na solitária. Quando terminou de falar, o ex-combatente viu os convidados, inclusive Reagan, soluçando.

– Percebi que não fui eu que os comovi. Foi a história que fez isso – revelou à revista Time.

UMA FAMÍLIA DE MILITARES

Filho e neto de almirantes, John Sidney McCain III, 72 anos, cresceu familiarizado com o ambiente militar. Nasceu em uma base americana – Coco Solo, na antiga Zona do Canal do Panamá, no dia 29 de agosto de 1936 – e passou boa parte da infância e da adolescência se mudando por causa do trabalho do pai, John Sidney McCain Junior. A tradição também falou mais alto depois que, terminado o Ensino Médio, decidiu entrar para a Academia Naval. Naquela época, estava longe de ser um modelo: quase foi expulso e se formou como um dos últimos de sua classe. Durante o curso de piloto, viveu uma rotina de festas, passeios em seu Corvette e namoradas. Talvez estivesse experimentando sua porção de simples mortal.

Mas tudo ficaria diferente. Quando se apresentou como voluntário para ir ao Vietnã, em 1967, e teve de encarar a guerra de frente, o segundo dos três filhos de McCain Junior começou a sair da sombra da família e assumiu o papel de protagonista. Deixou seu país casado com a modelo Carol Shepp e pai de Sydney – tendo adotado também os dois filhos do casamento anterior da mulher. Seu primeiro grande teste veio em 29 de julho de 1967, quando o aeronave em que estava foi acidentalmente atingida por um míssil americano.

Mas foi um outro incidente, quase três meses depois, que marcou a passagem de McCain, então com 31 anos, pelo Vietnã. Seu avião foi derrubado durante um bombardeio em Hanói. Caído em um lago, com os dois braços e uma das pernas quebradas, usou os dentes para inflar o colete salva-vidas. Um esforço em vão. Antes de chegar à margem, foi rendido pelo inimigo – e mais tarde acabou transferido para a prisão de Hoa Loa.

 

 

Prisioneiro - com dois braços e uma perna quebrados, após a queda no Vietnã do Norte

 


 

A precoce chegada dos cabelos brancos foi apenas um dos efeitos produzidos pelo tratamento recebido no cárcere. Conhecido na prisão como um contador de histórias, McCain ganhou ainda mais brilho quando se recusou a aceitar a liberdade oferecida pelos seus captores – quando descobriram que seu pai era um alto comandante americano –, a não ser que todos os demais prisioneiros fossem soltos.



MARCADO PELA GUERRA: Fisicamente debilitado – até hoje não consegue erguer os braços acima da cabeça –, voltou para casa, em 1973, moralmente fortalecido. Mas suas limitações impediram um avanço na carreira militar. Em 1981, no mesmo dia em que enterrou o pai, vestiu seu uniforme pela última vez.

– Parecia que estava me desconectando da minha vida prévia – desabafou.

Se o primeiro flerte com a política veio ainda na marinha, quando atuou como contato no Senado, suas conexões se fortaleceram de fato quando se tornou relações públicas da empresa do pai de sua segunda mulher, Cindy Hensen – com quem se casou em 1980, pouco depois de se divorciar, e teve quatro filhos.

A primeiro eleição, para a Câmara de Deputados, veio em 1982. Em dois mandatos, ganhou fama de político de convicções firmes e temperamento curto. Chegou ao Senado em 1986 e lá foi investigado – e depois absolvido – por suspeita de envolvimento com lobistas.

McCain ainda encontraria outras dificuldades. Na vida pessoal, derrotou um câncer de pele, em 2002. Na vida pública, foi derrotado por George W. Bush na disputa pela indicação republicana nas eleições de 2000. Reeleito senador em 2004, agora tenta de novo a Casa Branca. E, embora lute para não ser lembrado apenas como “o candidato ex-prisioneiro de guerra”, é difícil tirar essa idéia da cabeça dos americanos. Talvez porque, no imaginário, eles acreditem que heróis de verdade possam mudar o curso do país.

 

Fonte de pesquisa: http://zerohora.clicrbs.com.br ou Jornal Zero Hora domingo 26.10.2008 págs 26/27

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h53
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05/11/2008


Boa Noite

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h36
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5 de Novembro de 2008 - Faz história

Barack Hussen Obama


Primeiro negro a chagar na Casa Branca:


Um fato, história fez-se nesta madrugada, Obama aos 47 anos, (5º mais jovem presidente) tem o comando do país mais visto pelo mundo...
A esperança de muitos negros, brancos, latinos do E.U.A, de famílias onde seus filhos estão em guerra a mais de seis anos, do meio ambiente, e dos países que dependem de sua economia.
Foi a primeira vez que milhares de americanos sairam de casa para votar, sem se importarem com o tempo nas filas, com o tempo, e o tempo.
Todos torciam por Ele. O mundo voltou os olhos à Obama como uma esperança e renovação da história.

Notícia: A caminho do hospital, um morador da Flórida realizou seu último desejo : enviou, pelo correio, seu voto antecipado nas eleições presidenciais Lloyd Chamberlain morreu durante uma cirurgia cardíaca. O voto foi considerado válido.

 

Curiosidades da campanha: Cidade japonesa tem como nome o sobrenome do presidente eleito dos EUA. O município no oeste do Japão é chamado Obama. Devido à coincidência, o nome do candidato democrata foi espalhado pelas ruas, em placas, hotéis, e até em camisetas.

Vendedores ambulantes nas ruas de Chicago, a maior cidade de Illinois, estado que elegeu Obama senador, ofereceram broches que celebram o momento histórico da eleição. ‘Eu estive lá – Noite da Vitória de Obama’, dizem os bottons.

Depois de JFK, nenhum presidente foi tão popular e querido pelo seu povo.

O mundo se pergunta Obama, saberá liderar?

Martin Luther King, se estivesse vivo, estaria satisfeito, pois, este morreu tentanto mostrar que brancos ou negros têm igualdade.

Um país onde há 40 anos, um negro não podia beber do mesmo bebedouro que um branco, sentar em um ônibus somente nos bancos de trás, andar em calçadas separadas. Onde a Klu Klux Kan, faziam barbaridades principalmente na região sul dos E.U.A., em estados como Texas e Mississipi.

Hoje se vê Barack Hussen Obama, no poder. É a História como o mundo dá voltas.

 

Fonte de pesquisa: Internet e minha opinião pessoal. Boa noite!

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h24
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28/10/2008


Deusa Eos

Eos ('aurora') era a deusa grega que personificava o amanhecer. Filha de Hipérion e Téa, era irmã da deusa Selene, a lua e de Hélios, o sol.

 

 

Normalmente citada como de longos cabelos louros e unhas tingidas de rosa ou como a deusa de dedos cor-de-rosa, e braços dourados, coroada com uma tiara, com grandes asas brancas de pássaro, como a descreve Homero. Com uma carruagem púrpurea puxada por dois cavalos alados, Lampo e Faetonte, com arreios multicolores. Agil e graciosa, munida de asas nos ombros e pés. Na Ilíada de Homero, sua roupa amarela está bordada e tecida  com flores.

 

Quinto de Esmirna, a representa com um exuberante coração sobre os resplandecentes cavalos que puxam seu carro, entre as Horas, estes de brilhante pêlos, subindo o céu e soltando chispas de fogo, soltas pelas patas.

 

Essa caracterização expressa seu caráter de jovem caprichosa e despreocupada, que vive amores intensos e efêmeros.

 

Encarregada de abrir a porta do céu (ou do inferno para outros) para o carro de Hélios (deus do sol), tingindo o céu com seus róseos dedos, descerrando as pálpebras do dia. Também traz para os homens a brisa da manhã , espalha o orvalho sobre os campos, desperta as criaturas e guia os trabalhos humanos para que fossem superados os obstáculos.

 

O primeiro deste amores foi o filho de Poseidon, o gigante Órion, por ela raptado e levado a ilha de Delos. Tendo o filho  de Poseidon tentado violentar Artemis, esta enviou contra ele um escorpião, que picou seu calcanhar, causando morte instantânea. Pelo serviço prestado a Artemis o escorpião virou constelação.

 

São inúmeras as paixões de Eos, sendo a mais conhecida com Titono, irmão mais velho de Príamo, rei de Tróia. Ao apaixonar-se por ele, teve medo de o perder, o raptou e levou para a Etiópia.

A deusa amava-o tanto que pediu para que lhe concedessem a imortalidade, mas esqueceu-se da juventude eterna, e dessa forma o amado da atrapalhada deusa transformou-se num velho decrépito, sem nunca, no entanto, morrer. Ela o encerrou num quarto escuro.  Eos decidiu, então pedir para que Zeus o transformasse numa cigarra. Com Títono teve dois filhos : Emátion e Mêmnon.

 

Memnon tornou-se rei etíope. Durante a guerra de Tróia, levou um exército para defesa de Tróia e foi morto por Aquiles em retaliação pela morte de Antíloco. A morte de Memnon ecoa a morte de Heitor, outro defensor de Tróia que Aquiles também matou em vingança pelo companheiro caído. As lágrimas de Eos pela morte do filho ainda são vistas no orvalho da manhã.

 

Eos levando seu filho Memnóm morto "Museu do Louvre"

 

Céfalo, filho de Mercúrio e Herse, também foi vítima do amor implacavel de Eos. Ele estava já casado com a princesa Prócris, terna e amorosa e sempre fiel a seu marido. Insaciável como sempre, Eos pouco se importa para o sofrimento de Prócris e rapta Céfalo enquanto caçava nas proximidades do monte Imeto.

Mas apesar de todos os esforços da deusa, o jovem continua apaixonado por sua esposa. Apesar de muitos esquemas ardilosos da deusa, Céfalo e Prócris se reconciliam. Céfalo volta a caçar, mas sua esposa, receando a deusa rival, o segue. Pensando se tratar de um animal, ele a mata e ao ver o que havia feito, se joga ao mar. Comovido, Zeus os transforma em estrelas.

 

As suas paixões funestas atribuem-se ao fato de que teve amores com Ares, algo que deixou Afrodite muito enciumada, fazendo com que lançasse uma maldição sobre Eos, para que ela se apaixonasse apenas por homens mortais.

 

Fonte de pesquisa: templodeapolo.net, upload.wikimedia.org,

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h22
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25/10/2008


 

 Política tem esta desvantagem:

de vez em quando o sujeito vai preso

em nome da liberdade.


(Stanislaw Ponte Preta)

Escrito por BÁRBARA PRADO às 14h16
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Uma imagem vale + que 1000 palavras

 

S.O.S

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h38
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O novo Czar

 

 

Vladímir Vladímirovitch Putin, (São Petersburgo 7 de Outubro de 1952).  Desde Josef Stalin, o líder supremo da União Soviética morto em 1953, a Rússia não tinha um governante tão absoluto quanto  Vladimir Putin. Presidente entre 31 de Dezembro de 1999 a  7 de Maio de 2008.

 

Biografia:

Putin foi diretor para assuntos externos da KGB da União Soviética (a polícia secreta soviética). Em 1991 renuncia ao cargo da KGB e prossegue na carreira política. Em 1996 é nomeado diretor de políticas externas no governo do então presidente Bóris Iéltsin.

Em 1999 já era o principal ministro da Rússia, apontado para uma provável sucessão. Na renúncia de Iéltsin em 31 de dezembro do mesmo ano, assume como presidente interino e em março de 2000 é eleito presidente da Federação da Rússia.

Putin ajudou a eleger com facilidade um sucessor. Dimitri Medvedev (eleito em primeiro turno, pelas eleições presidenciais russas, em 2 de Março de 2008), no dia 07 de Maio de 2008, sendo nomeado pelo mesmo como primeiro-ministro do país, de forma a continuar no poder. Com as feições de um inescrutável leopardo eslavo, o ex-agente da KGB,  é centralizador e pouco amigável, para dizer o mínimo, com a oposição. A comparação com Ivan, o Terrível, o primeiro czar russo, é a preferida de seus críticos.

 

 

Ivan, o Terrível

 

 

Na administração atual, Putin procura a modernização do país e sua integração à Europa, misturando liberdade econômica com um processo de "política fechada" (reestabelecimento na prática de um partido único que o apoia integralmente, controlando os meios de comunicação de massas, as organizações não-governamentais.

 

Presidência:  

Eleito com quase quarenta milhões de votos em primeira volta em Março de 2000, Putin mudou, no ano seguinte, o hino nacional russo. Nas eleições de 2004, conseguiu mais de 70% dos votos. Sua popularidade permitiu que seus poderes fossem ampliados com a ajuda do legislativo. Seus mandatos foram marcados por grande repressão aos rebeldes na Chechênia. Em 1 de setembro de 2004, terroristas invadiram uma escola em Beslan, o que, dias depois, terminaria na morte de 186 crianças. A imprensa internacional responsabilizou Putin pelo massacre, visto a política imposta aos rebeldes chechenos. Alguns acusaram Putin de incentivar a ação terrorista, para justificar uma maior repressão contra os rebeldes

Putin também é acusado de cercear a liberdade de imprensa no país; grupos ligados à atividade o acusam da morte de dois jornalistas russos: Anna Politkovskaia e Alexander Litvinenko, jornalistas da imprensa independente que se atreveram a criticar o presidente e faziam oposição a seu governo, sobretudo sob a maneira de conduzir o conflito na Chechênia. O presidente russo negou todas as acusações. Treze jornalistas já morreram na Rússia desde a ascensão de Putin ao cargo.

 

 

Anna Politkovskaia

 

 

Alexander Litvinenko

 

Em 10 de fevereiro de 2007, Putin acusou os Estados Unidos de estarem se utilizando da força para impor sua vontade sobre o mundo, além de promover uma nova corrida armamentista. Suas declarações foram rechaçadas indiretamente pelo secretário de segurança estadunidense, Robert Gates, dizendo que "uma guerra fria já havia sido suficiente".

Apesar das críticas à sua posição autoritária, feitas principalmente pela imprensa internacional, Putin teve alto índice de aprovação entre os russos - 77% em julho de 2006. Sua posição quanto a nacionalização do petróleo.  Mas, se a economia vai bem, tudo vai bem. Sob seu comando, a Rússia saiu da estagnação econômica e entrou na rota do progresso - não sem o benefício das altas contínuas do pretróleo e do gás, duas fontes de riqueza também visadas por Putin como instrumentos de pressão sobre uma Europa sedenta de energia. e controle dos meios de comunicação encontram respaldo na população, que vêem um futuro mais democrático para o país.

Desde quando tomou posse, em 1999, a economia do país cresceu aceleradamente, chegando a um aumento de 10% do PIB em 2000 - recuperação que ocorre após a crise econômica de 1998, quando a inflação chegou a 86% ao ano.

 

Fonte de pesquisa: Revista Veja 40 anos - Set/2008 - pág 68, http://pt.wikipedia.org

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h27
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24/10/2008


 

 

Agradeço à todos pelas visitas com mais de 14.000 acessos, neste um ano de blog.

Sem café e muita história. 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 20h20
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23/10/2008


Cidades Mesopotâmicas: História e Represenções

O mundo urbano - espaço profano e sagrado.

A antiga Mesopotâmia foi fundamentalmente uma civilização urbana.  As causas da origem dos grandes centros urbanos continuam em discussão, mas hoje podemos afirmar que o principal fator foi o desenvolvimento dos templos, que exerceram um papel religioso, mas também econômico e administrativo. Segundo os próprios mesopotâmicos, as cidades eram o lugar de moradia dos deuses e possuíam três funções principais: centro político, centro de comércio e centro religioso.

Os textos mesopotâmicos sublinham a origem divina das cidades, e ao mesmo tempo, relatam que suas realizações foram obras dos reis e seus suditos. Cada divindade do panteão possuía sua residência principal, sua cidade predileta.

(...) diferentes grupos populacionais existentes na Mesopotâmia estabeleceram relações entre si, eram pastores do deserto, pescadores dos pântanos e agricultores das planicies. Eles formaram um núcleo de contato com os povos de áreas montanhosas distantes, em busca de matérias-primas inexistentes no sul da região, tais como pedra, metal e madeira. Iniciou-se, assim, um processo de diferenciação social, onde um grupo conquistou o monopólio sobre a produção da riqueza daquela sociedade.

 

 

 

Muros da Cidade de Uruk

 

Em 3.500 a.C, surgem centros como Uruk, com uma instituição urbana fundamental - o templo, construído sob uma plataforma monumental, simbolizando visivelmente seu poder. E foi sob a responsabilidade destes templos que vários aspectos da sociedade surgiram: a escrita, o Estado, o sistema jurídico, a arte e a arquitetura, entre outros.

Por volta de 2.800 a.C, iniciaram-se disputas pela hegemonia política dos territórios vizinhos (...). O resultado dessas guerras transformou o desenvolvimento dessas cidades: as revoltas no interior do pais levaram a uma migração significativa do campo para a cidade, fazendo com que a maioria da população se tornasse urbana; maciças fotificações foram construídas para garantir a segurança destas cidades, definindo assim a diferença entre o espaço urbano e o rural e restringindo o acesso às cidades a determinados pontos.

As necessidades de guerra exigiam um maior desenvolvimento da autoridade política e militar, fazendo nascer a segunda principal instituição urbana - o palácio. As cidades mesopotâmicas passaram então, a contar com dois centros de poder: um político e militar o palácio, e outro econômico e religioso o templo, um espaço profano, outro sagrado.

 

O papel do templo e do palácio:

A única característica arquitetônica que pode ser imediatamente  localizada nas cidades do sul mesopotâmico é o templo principal (templo em sumério é É.KUR, em acádio ekurru, cula tradução é a casa da montanha) que pode ou não estar acompanhado de um zigurate (é uma construção em forma de pirâmide escalonada em cujo topo era construído um templo). Os templos não eram sempre localizados no centro da cidade. Os zigurates de Isin e outros estão localizados junto a borda do sítio, enquanto que em Uruk estão simetricamente dispostos. Isto pode ser entendido como uma separação física entre o domínio do sagrado e do profano.

A segunda maior instituição urbana, o palácio (palácio em sumério é E.GAL, em acádio ekallum, cuja tradução literal é a casa grande, aquela que abriga o LUGAL, o homem grande, o rei), é de mais difícil localização, pois não se erigiu sobre uma platarforma como o templo. Também não há evidências de que todas as cidades tenham tido palácios,(...) as cidades não tinham reis, apenas governadores.(...)

Os palácios mesopotâmicos não eram apenas residênciais, cerimoniais ou centros administrativos, mas, sim um conjunto arquitetônico incluindo templos secundários, silos e oficinas de artesanato. As construções do sul mesopotâmicos que se enquadram na categoria "palácio real" são todas associadas a soberanos independentes.

(...)

Na maioria dos sítios arqueológicos mesopotâmicos, a localização dos templos e dos centros administrativos reflete um modelo de oposição, onde o paralismo conflitivo de funções das duas instituições mais importantes da cidade está claramente simbolizado.

 

Cidades - moradia dos deuses:

Nos períodos de Isin-Larsa e Paleobabilônico foram construídos zigurates na maior parte das cidades mesopotâmicas e, na época Neobabilônica eles foram restaurados ou reconstruídos.

 

Localização das cidades mesopotâmicas

 

Larsa e o modelo urbanístico: O sítio de Larsa é pouco elevado e recobre uma área total de 190ha.

Sabe-se que antes do III milênio a.C. Larsa já era ocupada por populações sumérias e que depois da queda do império de Ur uma dinastia amorrita se instalou e garantiu sua hegemonia política na região por mais de dois séculos, tendo alcançado seu apogeu durante a época chamada de Isin-Larsa, até a cidade ser conquistada por Hammu-rabi da Babilônia (organizador de uma coletânea de sentenças "legais e morais" gravadas em um diorito negro que ficou conhecido como "Código de Hammurabi". Ele é tido como um símbolo de justiça por defender os direitos de seus povo), num cerco que durou de 6 meses e envolveu um exército de 40.000 homens.

O sucessor de Hammu-rabi, Sansu-iluna, perdeu o controle da regiões do sul do país e, ao longo de 300 anos, Larsa não forneceu nenhuma documentação. (...) O último rei desta dinastia, Nabonida restaurou o zigurate (...). Depois da conquista da Babilônia por Ciro, rei persa, o santuário continuou existindo. Ainda no templo de Samas (o deus sol), foi encontrado um documento da época de Alexandre Magno. O material cerâmico permite constatar a sobrevivência da construção até fins do século II e início do século I a.C. Tal permanência, a uma data tão tardia,mostra a importância do templo de Samas, coração e ponto central da cidade de Larsa durante vários milênios.

A partir de fotografias aéreas, foi possível estabelecer um levantamento preciso da cidade:

- Um bairro administrativo e religioso, onde estavam situados o templo e E.babbar (a casa brilhante, o templo do deus sol), o palácio de Nûr-Adad e os conjuntos de grandes edifícios.

- Um bairro residencial, onde o povoamento era mais denso e onde havia inúmeras casas no centro, enquanto que, na periferia, encontramvam-se prédios de signicativas dimensões:

- Um bairro intermediário, abrigando, também, moradias e fornos os quais testemunhavam uma atividade importante.

- Larsa possuia um verdadeira estrutura urbana, com zonas distintas: um bairro administrativo e religioso, com templos e palácios; uma zona de grandes residências na periferia, tudo isso contrastando com o centro, denso e ocupado por pequenas casas; e mais ao sul, uma zona de atividade artesanal.Os habitantes viviam à sombra dos grandes santuários. Ruas estreitas delimitavam blocos compactos de habitações cujas fachadas apresentavam apenas portas estreitas.

 

Babilônia, capital do mundo: Babilônia (Bâb-ilim significa, literalmente "a porta de deus") foi o principal pólo religioso e cultural do sul mesopotâmico e a capital do maior império do mundo oriental anterior aos Persas. Ela foi construída à beira do Rio Eufrates, a cerca de 90km ao sul da atual Bagdá.

No final III milênio a.C. Babilônia era uma cidade modesta, submetida à IIIª dinastia Ur, mas quando as populações amorritas invadem o sul da Mesopotâmia no século XIX a.C a Iª dinastia da Babilônia domina a região e torna-se uma potência, sob o comando de Hammu-rabi. Mas a unidade política habilmente conquistada demonstrou-se frágil ao longo de dois séculos e, em 1595 a.C, a cidade foi tomada pelos hititas, povos do norte anatólico, atual Turquia, transformando-se, então, em uma cidade de menor importância no cenário político.

Sob o domínio assírio a cidade foi parcialmente destruída e depois reconstruída (...).

A cidade conheceu um novo momento de grandiosidade sob a dinastia neobabilônica, quando tornou-se, efetivamente, a capital do mundo oriental.

 

 

 

 

O mais famoso de todos os zigurates é o da Baiblônia, É.TEMEN.AN.KI (a casa da fundação do céu e da terra), e que é a inspiração para a Torre de Babel bíblica. A estrutura original foi construída por Hammu-rabi e restaurada por Nabuconossor II rei da dinastia caldéia.

 

 

 

 

Da Torre de Babel subsistem apenas suas fundações construídas sobre um plano quadrado de 92m de lado. O interior era de tijolos secos ao sol, enquanto as paredes externas eram de tijolos cozidos, com 15m de espessura. Ela teria atingido uma altura de no mínimo 55m o que necessaria cerca de 36 milhões de tijolos para sua construção. A torre teria sete andares, sendo que os quatro andares inferiores eram pintados de branco, preto, rosa e azul respectivamente. Cada andar simbolizaria, pela sua cor, os cinco grandes planetas que os babilônicos conheciam: Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio, além dos dois satélites, o Sol e a Lua. A Torre de Babel serviria a duas funções principais: uma de caráter científico, para observação astronômica diária realizadas pelos escribas e registrada em tabletes de argila e outra, de cunho religioso, pois os mesopotâmicos acreditavam que os zigurates mais altos permitiam a descida dos deuses à terra a fim de aliviar os males e os sofrimentos dos homens.

Na concepção mesopotâmica, a cidade era o lugar onde residiam os deuses, e o santuário era edificado para abrigar a sua residência. Nos textos conhecidos como "lamentações" sobre as cidades destruídas, a existência das mesmas é objeto de longas discussões entre os deuses antes de decidirem o seu destino. Estas lamentações descrevem a destruição das cidades e, com isto ao desaparecimento dos cultos. Nelas o aniquilamento é atribuído a uma decisão tomada pelos deuses. Elas descrevem ainda a restauração das cidades, de seus templos e o retorno dos deuses.

 

 

Apoiadas em acontecimentos históricos reais, como guerras de conquista e destruição das cidades, estas composições literárias são significativas da estreita relação que havia entre a cidade e sua divindade principal e do papel do rei de mantenedor desta relação privilegiada, pois ele deveria cuidar do estado dos templos, devendo construir, retaurar e organizar as casas dos deuses, pois o templo era o coração da cidade e a razão de sua existência.

 

Fonte de pesquisa: Anos 90 - Revista do programa de pós-graduação em história. História Antiga e Arquelogia Dossiê Projeto Apollonia. Porto Alegre - nº 17/Julho 2003 - págs 61 a 73

Escrito por BÁRBARA PRADO às 19h01
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22/10/2008


Uma imagem vale + que 1000 palavras

Escrito por BÁRBARA PRADO às 19h42
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Origem do matinal Kellogg's

 

A Verdadeira História dos Corn Flakes da Kellogg

 

Como nasceram os Corn Flakes:


 O Dr. John Harvey Kellogg, diretor do Sanatório, estava procurando um substituto para o pão comum, que fosse facilmente mastigável, já que o pão duro e torrado do sanatório havia quebrado a dentadura de várias senhoras. O Dr. Kellogg estava convencido de que tinha que encontrar um alimento já cozido que pudesse substituir o pão torrado que serviam e que não tivesse estes problemas.

Em 1894, J.H. Kellogg ouviu falar sobre o trigo Rayado, um cereal pronto para comer inventado por Henry Perky, em Denver, Colorado. Assim, J.H. achou que poderia aperfeiçoar a idéia com seu irmão, e juntos, começaram a procurar novas formas de alimentos baseados no trigo. Um dia, enquanto se preparavam para passar o trigo cozido através dos cilindros para fazer um purê, foram chamados fora da cozinha. Depois de dois dias, o trigo estava seco, mas os irmãos resolveram utilizá-lo assim mesmo para ver o que aconteceria. O que saiu dos cilindros não foram as lâminas longas e planas de massa que eles esperavam, mas sim, flocos muito finos. Cada grão de trigo havia se achatado e se transformado em um floco de trigo. Estes flocos, após tostados ficavam crocantes, leves e saborosos. Os irmãos Kellogg haviam descoberto acidentalmente, um novo alimento para o café da manhã . Ambos deixaram o trigo secar ao deixá-lo repousar, tal como Kellogg descreveu em sua patente de 18 de abril de 1896.

Os flocos de cereal e outros alimentos preparados pelos irmãos Kellogg tiveram grande aceitação e popularidade entre os pacientes do "San". Eles gostaram tanto que queriam continuar comendo os flocos após terminarem o tratamento e se retirarem do Sanatório. Para satisfazer a demanda, J.H. Kellogg formou um pequeno negócio para produzir e vender o cereal através do correio. Ele chamou a companhia de Sanitas Food Company ou Companhia Alimentícia Nutricional Sanitas e encarregou seu irmão Will de gerenciá-la. A Sanitas vendia a um mercado pequeno e restrito. Observando como os produtos eram populares, W.K. percebeu que vendendo a um mercado mais amplo, o público em geral, traria maiores lucros a companhia. Deste modo, ele deixou o Sanatório em 1906 e estabeleceu o que seria a Companhia Kellogg.

W.K. Kellogg iniciou os experimentos com os flocos de milho em 1895, que culminaram com o desenvolvimento dos primeiros flocos de milho, os Corn Flakes, patenteados em 1898. Cerca de 10 anos foram necessários para o desenvolvimento de um Corn Flake perfeito.

Na realidade, o processo é muito simples: o milho chega em forma de farelo (parte do grão de milho sem casca ou semente) e é amassado. Posteriormente, o farelo é transformado em flocos, que são secos, laminados e tostados e então, finalmente, as vitaminas são aplicadas. Os flocos resultantes deste processo parecem muito frágeis para suportar sua tremenda popularidade. Hoje, a Kellogg vende seus Corn Flakes em mais de 160 países.

A história do êxito dos Corn Flakes é muito complexa, porém, as comunicações ao consumidor através de propagandas têm sido de importância vital desde o início. A Kellogg tem chamado a atenção do consumidor através de suas mensagens e propagandas, a primeira delas publicada em 17 revistas em julho de 1906, onde cupons eram oferecidos para receber amostras grátis em mercados locais. A estratégia consistia em que poucas lojas ofereceriam o Corn Flakes, pois a Kellogg achou que desta forma os consumidores pressionariam as lojas locais a comparem os cereais da Kellogg para que pudessem distribuir as amostras grátis. E eles tiveram razão.

Em 1912, torna-se uma das primeiras companhias a utilizar publicidade exterior. Os materiais publicitários foram considerados os maiores do momento e localizavam-se num dos locais mais centrais da cidade de Nova Iorque. A Kellogg foi também a primeira companhia a anunciar no Times Square billboard, o outdoor gigante de publicidade situado nesta afamada praça nova-iorquina.

Em termos de inovação tecnológica, a Kellogg adquiriu, em 1920, máquinas automáticas para encher as embalagens de Corn Flakes e em 1928 W. K. Kellogg construiu um aeroporto em Battle Creek para melhorar o correio aéreo da companhia.

Em 1922, a Kellogg começou a utilizar as degustações de produto como ferramenta para promover os cereais de pequeno-almoço entre os consumidores.

Relativamente à política de Recursos Humanos, em 1925 a Kellogg abriu uma creche para os filhos dos funcionários, na qual também se proporcionavam revisões médicas e onde se organizavam reuniões de mães. Além disso, a Kellogg foi a primeira a implementar programas destinados a melhorar o quadro de pessoal feminino, tais como planos de poupança e investimentos exclusivos para as mulheres.

Desde as primeiras propagandas, era explicado que o cereal teria melhor sabor se consumido com leite. Um estudo dentro dos arquivos da companhia mostra que qualquer idéia que pudesse aumentar as vendas era explorada. Em 1915, a companhia investia cerca de um milhão de dólares por ano na promoção de seus produtos, através de prêmios, jogos e folhetos para as crianças e adolescentes. Além disso, a Kellogg organizava concursos de propagandas entre os consumidores de seus produtos. Como exemplos temos: "Corn Flakes como um alimento refrescante", em um ambiente sem ar condicionado dos anos 20; "Corn Flakes na hora do lanche", como era destacado em um anúncio de 1945. Porém, foi em 1952 que a Kellogg iniciou sua melhor idéia para aumentar as vendas dos Corn Flakes: a adição do açúcar. Desta forma, surgiram os Sucrilhos da Kellogg's, os quais foram um sucesso imediato, assim como o mascote que os representava, o Tigre Tony, símbolo dos Kellogg's, foi criado em 1952 pela agência de publicidade americana Leo Burnett.

 

 

    

 

Sacada inovadora: imagem é tudo. Quando o pioneiro da propaganda começou, a maioria dos anúncios eram descrições do produto. Burnett criou ícones como o tigre Tony da Kellogg's e provou que era a imagem, e não a prosa, que captava a atenção do consumidor.

A Kellogg sempre se adiantou no tempo, tendo sido pioneira em matérias como marketing e publicidade, nutrição, recursos humanos e inovação tecnológica.

Os Corn Flakes da Kellogg's se converteram na marca representativa do fabricante líder de cereais no mundo:

Os Corn Flakes são geralmente o primeiro produto da Kellogg's introduzido em um novo país.

São consumidos no café da manhã em mais de 160 países .

A visão social de W. K. Kellogg possibilitou, em 1930, a criação da Fundação W. K. Kellogg. Na atualidade, a Kellogg conta com uma das maiores fundações privadas do mundo, em termos de fundos e subsídios anuais.

 Ao longo de mais de 100 anos, são ideais de inovação e empenho, são os melhores nas diversas categorias em que concorrem, que guiam a empresa. Desde termos sido a primeira companhia a oferecer brindes nas embalagens de cereais, a ser a primeira a enriquecer com vitaminas e minerais a gama de produtos, historicamente tem sido líder em indústria, inovação e marketing


Fonte de pesquisa: 
www.kelloggs.pt/kelloggs_historia.asp

Escrito por BÁRBARA PRADO às 18h55
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16/10/2008


Caneta Bic

 

A história da caneta esferográfica

O jornalista húngaro Laszlo Biro conhecia bem os problemas das canetas normais e, enquanto visitava a redação de um jornal, ele teve a idéia de criar uma caneta que utiliza uma tinta de secagem rápida, em vez da tinta da Índia. Observando que a tinta do jornal saía imediatamente seca e quase nunca borrava, Biro se dedicou a criar um novo tipo de instrumento de escrita que utilizasse uma tinta semelhante. Para evitar que sua caneta entupisse com uma tinta espessa, propôs o uso de uma pequena esfera de metal que rolava em uma extremidade do tubo onde estava esta tinta de secagem rápida. A esfera então teria duas funções: agir como um protetor para impedir que a tinta secasse e permitir que a tinta fluísse para fora da caneta a uma velocidade controlada.

Em 1938, Biro e seu irmão Georg, que era químico, entraram com um pedido de patente junto ao Departamento Europeu de Patentes (site em inglês). Laszlo Biro teve que deixar a Hungria e recebeu a patente em Paris. Começou então a produzir os primeiros modelos comerciais, as canetas Biro. Posteriormente, o governo britânico comprou os direitos da caneta patenteada para que pudessem ser utilizadas pela tripulação da Força Aérea Real. Além de serem mais resistentes que as convencionais, as canetas esferográficas funcionam em grandes altitudes onde há menos pressão (canetas tinteiro convencionais vazavam nessas circunstâncias). Seu desempenho de sucesso para a Força Aérea Real colocou a caneta Biro sob os holofotes, e durante a Segunda Guerra Mundial, a caneta esferográfica foi amplamente utilizada pelos militares.

Nos Estados Unidos, a primeira caneta esferográfica de sucesso a ser produzida comercialmente, que viria a substituir a caneta tinteiro comum, foi apresentada por Milton Reynolds, em 1945. Vinha com uma pequena esfera que liberava uma tinta pesada e gelatinosa sobre o papel. As Canetas Reynolds foram divulgadas como "a primeira caneta que escreve debaixo d'água". Reynolds vendeu 10 mil das canetas que criou logo que foram lançadas. Essas primeiras canetas eram caras (cerca de US$ 10 cada), principalmente por causa da nova tecnologia.

Em 1945, as primeiras canetas esferográficas acessíveis foram fabricadas quando o francês Marcel Bich desenvolveu um processo industrial de fabricação de canetas que reduzia significativamente o custo por unidade. Em 1949, Bich lançou suas canetas na Europa. Deu a elas o nome "BIC", uma versão abreviada do seu nome que seria fácil de lembrar. Dez anos depois, a BIC vendeu suas primeiras canetas no mercado norte-americano.

No início, os consumidores relutavam em comprar uma caneta BIC, já que tantas outras canetas haviam sido lançadas sem sucesso no mercado dos EUA por outros fabricantes. Para acabar com essa relutância, a empresa BIC criou uma campanha em rede nacional de televisão para contar aos consumidores que esta caneta esferográfica "escreve logo de cara, sempre!" e que seu preço era de apenas US$ 0,29. A BIC também lançou anúncios de TV que mostravam as canetas sendo atiradas de rifles, amarradas a patins de gelo e até montadas sobre britadeiras. Após um ano, a concorrência forçou a queda de preços para US$ 0,10 por caneta. Hoje, a empresa BIC fabrica milhões de canetas esferográficas por dia.

Para saber mais: http://casa.hsw.uol.com.br/canetas-esferograficas3.htm

Fonte de pesquisa: http://casa.hsw.uol.com.br/canetas-esferograficas2.htm

Beijos 1000

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h39
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Canivete Suiço

 

 Historia da faca suíça, começa em 1884, quando Karl Elsener, um cutler suíço, o descobriu que as facas emitidas aos membros do exército suíço foi feito na Alemanha. Pensando de que seria mais apropriado para o exército suíço usar Facas Suíças, que o mesmo ano desenvolveu um canivete de bolso que tinha uma lâmina, uma chave de fenda, o abridor da lata, e um perfurador. Chamou este a faca a faca do soldado Em Elsener 1897 descoberto uma maneira usar uma mola unir as lâminas ao traseiro e à parte dianteira da faca, assim permitindo o de adicionar mais instrumentos a sua faca e chamou-a a faca do oficial. Hoje uniforme, as facas emitidas aos oficiais suíços têm chave de fenda, quando aquelas emitidas aos não-oficiais. O exército suíço dividiu tradicional suas ordens para facas entre a companhia que Elsener fundou, Victorinox, que é baseado na parte da Suiça que fala Alemão, e a companhia de Wenger, que é baseada em Suicos que falam françes. As facas compradas pelo exército suíço não têm o punho plástico vermelho familiar, mas o um de um alumínio cinzento. Um protetor vermelho pequeno com uma cruz branca nele aparece no lado de cada faca.
As facas vermelhas populares são feitas atualmente por Victorinox e por Wengler para o uso comercial. A maioria vasta de facas é vendida nos Estados Unidos, onde foram introduzidos primeiramente pelos soldados que retornam da segunda guerra mundial.

Fonte de pesquisa: http://www.esb-rj.com.br

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h33
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14/10/2008


Channel nº 5

 

A partir do seu primeiro emprego, numa loja de chapéus, a francesa Coco Chanel abriu as suas próprias lojas, tornando-se numa das mais importantes estilistas do mundo. O Chanel nº 5 é elaborado com uma mistura de 60 fragrâncias. O 5 era o seu número da sorte, tanto que Coco apresentou o produto no dia 5 de maio de 1921. Mas foi Marilyn Monroe quem tornou o perfume um sucesso. Ao ser entrevistada, perguntaram o que vestia para dormir. Marilyn respondeu: 'Apenas algumas gotas de Chanel nº 5'.

Recebi de Dulce Ester

 

Beijos 1000

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h20
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