CAFÉ COM HISTÓRIA


28/07/2011


A espada, a cruz e a fome foram devastadores para as  famílias selvagens.

Pablo Neruda

Escrito por BÁRBARA PRADO às 18h37
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Será?

 

Embora já tenha sido codenado em primeira estância e declarado torturador na ação movida pela família Teles em 2007, Coronel reformado do exército Brasileiro Carlos Alberto Brilhante Ustra havia conseguido para lisar e fazer extinguir o primeiro processo movido pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino em 2008, valendo-se de um artifíciojurídico acatado pelo Tribunal de Justiça. No dia 27.07.11 às14h30, no Fórum João Mendes no centro de São Paulo, a audiência das testemunhas na ação movida pela familia de Merlino, acusando o Cel. Ustra de responsável pela morte sob tortura desse jornalista em julho de 1971 nas dependências do Doi- Codi.

Em de julho de 1971 o jornalista Luiz Eduardo Merlino foi morto. Há 40 anos, foi levado de sua casa, em Santos. Foi para São Paulo “explicar” sua militância política. Nunca mais voltou. Merlino, então com 23 anos, foi mais uma vítima da Ditadura Militar no país.

Tatiana Merlino relata que acredita que com os relatos das testemunhas, que são ex-militantes do Partido Operário Comunista (POC), o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos - Paulo Cannuchi e o escritor e historiador Joel Rufino dos Santos, que relatam detalhes das torturas sofridas pelo jornalista Merlino passou até morrer, a Justiça Paulista pode se convencer da responsabilidade do Cel. Ustra no assassinato de Luiz Eduardo Merlino.
Se Ustra for condenado, o Brasil dará um passo importante para consolidação da democracia brasileira. Se não resolvermos a impunidade do passado, e saber exatamente quem esteve envolvido nos crimes de tortura, estupro, sequestro e assassinato dos opositores do regime militar, não conseguiremos fortalecer as instituições do país.

 

Fonte pesquisa pragmatismopolitico.blogspot.com  e Jornalismo B 2ª quinzena Porto Alegre Julho 2011

Escrito por BÁRBARA PRADO às 18h29
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Escravas do nazismo



Heinrich Himmler, o mais importante chefe de segurança do Estado Nazista, incentivou a criação de prostíbulos no interior dos campos de concentração. Por meio da exploração sexual, o dirigente nazista criou um sistema de bonificação que cedia a companhia de prostitutas aos homens encarcerados. Segundo o próprio Himmler, o ato sexual teria uma enorme capacidade de revigorar o trabalhador e ampliar a sua produtividade.

Para criar esses bordéis nos campos de concentração, os membros da SS agenciavam várias estrangeiras acusadas de se voltar contra o regime nazista. Entre as recrutadas também haviam as alemãs consideradas “antissociais”, como desempregadas, pedintes e alcoólatras. A promessa inicial era de que eles se submeteriam ao trabalho sexual por apenas seis meses e depois seriam libertadas. Entretanto, uma vez cooptadas, ficariam ali por muito mais tempo que o combinado.

De acordo com o pesquisador Robert Sommer, a aposta nos bordéis teve início no campo de concentração de Mauthausen, em 1942. Em pouco tempo se estendeu também para os campos localizados em Dachau, Sachsenhausen, Ravensbrueck, Buchenwald e Auschwitz. Ainda em 1945, ano em que os alemães já não tinham qualquer poder de reação militar, um último prostíbulo fora criado em Mittelbau-Dora.

Sommer estima em 200 o total de prisioneiras forçadas a trabalhar em bordéis, inicialmente atraídas pela perspectiva de escaparem das brutalidades dos campos de concentração. A promessa de liberdade, no entanto, nunca era cumprida, revela Sommer.

Os prisioneiros de guerra soviéticos também não tinham permissão para entrar nesses bordéis. Dezenas de milhares de soldados capturados, prisioneiros políticos e pessoas consideradas indesejáveis pelos nazistas – incluindo aquelas da etnia rom e os homossexuais – eram mantidos nos campos de concentração ao lado dos milhões de judeus que morreram no Holocausto.

Insa Eschebach, diretora do Memorial Ravesbrück, que funciona nas instalações do então campo de concentração, situado no estado de Brandemburgo, diz que o tema "prostituição forçada" foi evitado por décadas, como se não houvesse ninguém capaz de falar ao mesmo tempo de sexo e campos de concentração.

"Há certamente uma imagem positiva dos prisioneiros de campos de concentração, vistos desta mesma forma tanto na então Alemanha Oriental quanto na então Alemanha Ocidental. O assunto da prostituição forçada dentro dos campos de concentração tende a destruir essa imagem positiva", observa Eschebach.

"Os prisioneiros dos campos sempre foram vistos como – e eram de fato – vítimas. Mas naquela situação especial, os prisioneiros do sexo masculino poderiam, de repente, se transformar em delinquentes", acrescenta ela.

Sommer comenta que obter informações de primeira mão sobre esse capítulo pouco conhecido da história da Alemanha nazista continua sendo extremamente difícil.

"Por um lado, a maioria das mulheres que eram recrutadas para os bordéis nunca se livraram do estigma de serem consideradas antissociais e, por isso, não gostam de falar a respeito daquilo que vivenciaram. Há de se ressaltar que nenhuma delas recebeu, algum dia, qualquer ressarcimento pelo sofrimento por que passou depois da guerra", observa Sommer.

Além disso, tanto Sommer quanto Eschebach acentuam que o assunto "bordéis em campos de concentração" veio sendo mantido como um tabu por várias décadas. "O tema 'bordéis e sexualidade' não combina com a imagem daquilo que os campos de concentração nazistas sempre simbolizaram para o público. Há necessidade de muitas explicações para colocar as coisas no contexto certo. E somente poucas pessoas, até hoje, tentaram fazer isso", diz Sommer.

O pesquisador diz que, enquanto a ideia por trás dos bordéis era a de aumentar a produtividade através de incentivos para os prisioneiros, essa estratégia nunca realmente funcionou. Segundo ele, poucos eram os prisioneiros que ainda estavam em boas condições físicas para ficarem frequentando bordéis.

A publicação do livro de Sommer coincide com uma exposição que passa por diversas cidades alemãs e trata da prostituição forçada nos campos de concentração durante o nazismo.

Autor: Hardy Graupner (rb/rtrs/sv) - Revisão: Roselaine Wandscheer

 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 09h11
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17/06/2011


Cultura

Definir o que é cultura não é uma tarefa simples. A cultura evoca interesses multidiciplinares, sendo estudada em áreas como a sociologia, entropologia, história, comunicação, administração, economia ente outras. Em cada uma dessa áreas, é trabalhada a partir de distintos enfoques e usos. Tal realidade concerne ao próprio caráter transversal da cultura, que perpassa diferentes campo da vida cotidiana. Além disso, a palavra "cutura" também tem sido utilzada em diferentes campos semânticos em substtuição a outros termos como "mentalidade", "espírito", "tradição" e "ideologia".

A palavra cultura vem da raiz semântica, que originou o termo em latim cultura, de significados diversos como habitar, ultivar, proteger, honrar. Até o século XVI o termo era gealmente utilizado para se referir a uma ação e a processos, no sentido de ter cuidado com algo, seja com animais ou com o crescimento da colheita e também para designar o estado de algo que fora cultivado, como uma parcela de terra cultivada. A partir do final do século passado ganha destaque um sentido mais figurado de cultura e,, numa metáfora ao cuidado para o desenvolvimento agrícola, a palavra passa a designar também o esforço despendido para o desenvolvimento das faculdades humanas.(...) Já nos séculos XVIII e XIX como o período de consolidação do uso figurado de cultura nos meios intelectuais e artísticos. Expresões como cultura das artes, cultura das letras e cultura das ciências demonstram que o termo era, então, utilizado seguido de um complemento, no sentido de explicar o assunto que estava sendo cultivado. A parir deste período, a cultura passa a conformar sentidos distintos em países como a França e a Alemanha (...).

No pensamento iluminista francês, a cultura caracteriza o estado do espírito cultivado pela instrução. A cultura para eles é a soma dos saberes acumulados e transmitidos pela humanidade, considerada como totalidade, ao longo de sua história. No vocabulário francês da época, a palavra também estava associada às idéias de progresso, de evolução, de educação e de razão (...)

Na Alemanha, os primeiros usos do sentido figurado de KULTUR no século XVIII guardavam similaridade com o pensamento francês. A idéia de cultur como civilizaçõ era comumente utilizada pelos príncipes  da aristocracia alemã, que estavam preocupados demais em imitar as maneiras civilizadas da corte francesa. Acontec um inversão de sentido no momento em que a intelectualiade burguesa, que não compartilhava o poder com os nobres, passa a criticar a superficialidade dos hábitos cerimoniais dos príncipes alemães, relacionados com a civilização (...).

Segundo Roger Cuche, a civilização relacionada à nação francesa passa a ser colocada em oposição à cultura que entendida como uma marca distintiva de originalidade e da superioridade do povo alemão. Adquire um importante papel nas discussões nacionalistas que se conformariam nos períodos históricos posteriores e que culminariam na Primeira Guerra Mundial (...) Diante do poder dos estados vizinhos a França e a Inglaterra em particular, a nação alemã, enfraquecida pelas divisões políticas, esfacela em múltiplos principados, procura afirmar sua existência glorificando sua cultura. A evolução do significado de cultura no debate entre esses dois países marcou a formação das duas concepções de cultura que estão na base dos estudos das ciências sociais. O entendimento francês de cultura omo característica do gênero humano deu origem ao conceito universalista. Já a concepção alemã de que a cultura é um conjunto de características artísticas, intelectuais e moraisque constituem o patrimônio de uma nação, considerado como adquirido definitivamente e  fundador de ua unidade - origina o conceito particularista da cultura.

A concepção universalista da cultura foi sintetizada por Edward Burnett Tylor (...), considerado o fundador da antropologia britânica. Ele escreveu a primeira definição etnológica da cultura em 1817, onde marca o caráter de aprendizado cutural em oposição à idéia de transmissão biológica.(...) Ao contrário à concepção evolucionista, Franz Boas foi um dos pesquizadores que mais influenciaram o conceitocontemporâneo de cultua na antropologia ameicana (...), em seus estudos, Boas concluiu que a diferença fundamentalentre os grupos humanos era de ordem cultural e não racial ou determinada pelo ambiente físico. Sendo assim, defendia que, ao estudar os costumes particulares de uma determinada comunidade, o pesquisador deveria buscar explicações no contexto cultural e na reconstrução da origem e da história daquela comunidade.Decorre dessa constatação o reconhecimento da existência de culturas (no plural) e não de uma cultura universal.

Fonte de pesquisa: Trabalho sobre o livro de Roger Cuche A noção de cultura nas ciências sociais. - Alunas: Cheila Laguna, Gisele Albuquerque, Jéssica Ramos e Rosângela Jung  - UNILASALLE  Canoas/RS

Escrito por BÁRBARA PRADO às 19h40
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28/04/2011


A origem do milho

Os Kaingang contam que antigamente eles vivam de frutos e mel. Quando esses alimentos faltavam, surgia uma grande fome entre eles. Numa dessas ocasiões de penúria, um velho de cabelos brancos, chamado Nór, ficou com dó de seu povo e disse a seus filhos e genros:

- Vamos fazer m roçado neste taquaral e depois vamos queimar.

Terminando o trabalho, pediu que seus filhos o conduzissem ao centro da área limpa e, sentando-se lhes falou:

-Tragam cipós grossos.

Quando os cipós foram cortados, o velho continuou:

- Agora vocês vão amarrar esses cipós nomeu pescoço, vao me arrastar pela roça e depois vão embora para o mato, ficando lá por três luas. Quando voltarem, passando esse tempo, vocês vão achar a roça coberta de frutos que, plantados todos os anos, vão livras vocês da fome.

Quando ele acabou de falar, seus filhos e genros começaram a chorar, dizendo que não iam fazer aquilo. Mas o velho disse:

- O que estou dizendo é parao bem de vocês. Se não fizerem o que estou mandando, viverão no sofrimento e muitos morrerão de fome.

Então, com muito choro e gritos de dor, seus filho e genros fizeram conforme lhes mandou o pai. Depois que morreu, enterraram-no no meio do terreno limpo e foram para o mato comer frutas.

Passadas três luas, voltaram e encontraram na roça muitas plantas cobertas de espigas - que era o milho - e também feijão e moranga. Quando  roça fiou madura, os filhos do velho chamaram os parentes e repartiram com eles as sementes.

Por isso os Kingang têm o costume de plantar roça e ir para o mato comer frutas e caçar durante três luas. Até hoje dizem: "o milho é nosso, aqui da nossa terra. Não foram os brancos que trouxeram ele das terras  deles. Por isso chamamos o milho de nór, em lembrança ao velho que tinha este nome e que, com o sacrifício de sua vida, deu estealimento para nós."


Fonte de pesquisa: Adaptado do mito recolhido por Telêmaco Borba, em atualidade Indígena - Curitiba, Edição do Autor, 1908. p.2-3

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h11
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Tolerância zero à mutilação feminina.

A globalização como etapa nova da humanidade e da própria Terra, colocou não apenas as pessoas e os povos em contacto uns com os outros. Propagou também mundo afora seus vírus e bactérias, suas plantas e frutas, suas culinárias e modas, suas visões de mundo e religiões inclusive seus valores e antivalores. É da natureza humana e da história, não como defeito mas como marca evolucionária, o fato de sermos sapientes e dementes e que, por isso, surgirmos como seres contraditórios. Por isso, junto com as dimensões luminosas que mostram o lado melhor do ser humano, por onde nos enriquecemos mutuamente, comparecem também as dimensões sombrias, tradições seculares que penalizam porções enormes da população. Por isso, devemos ser críticos uns aos outros, para identificar práticas desumanas que não são mais toleráveis.

Nós ocidentais, por exemplo, somos individualistas e dualistas, tão centrados em nossa identidade a ponto de termos grande dificuldade em aceitar os diferentes de nós. Tendemos a tratar os diferentes como inferiores. Isso fornece a base ideológica ao nosso espírito colonialista e imperialista, impondo a todo mundo os nossos valores e visão de mundo.

Semelhantes limitações encontramos em todas as culturas. Mas há limitações e limitações. Algumas delas violam todos os parâmetros da decência e basta o simples senso comum, para torná-las inaceitáveis. Elas parecem-se antes a violações e a crimes que tradições culturais, por mais ancestrais que se apresentem. E não adianta virem antropólogos e sociólogos da cultura saírem a campo defendendo-as em nome do respeito às diferenças. O que é cruel é cruel em qualquer cultura e em qualquer parte do mundo. A crueldade, por desumana, não tem direito de existir.

Refiro-me especificamente à mutilação genital feminina. Ela é praticada secularmente em 28 países da África, no Oriente Médio e no Sudeste da Ásia e em vários países europeus onde há a imigração destes países. Calcula-se que atualmente existam no mundo entre 115-130 milhões de mulheres genitalmente mutiladas. Outras três milhões são anualmente ainda submetidas a tais horrores, incluindo 500 mil na Europa.

De que se trata? Trata-se da remoção do clitóris e dos lábios vaginais e até, em alguns locais, da suturação dos dois lados da vulva em meninas com a idade entre 4-14 anos. Isso é feito sem qualquer preocupação higiênica com tesouras, facas, navalhas, agulhas e até pedaços afiados de vidro. São inimagináveis os gritos de dor e de horror, as hemorragias e as infecções que podem levar à morte, os choques emocionais e padecimentos sem conta, como podem ser comprovados em alguns youtubes da internet que não aconselho a ninguém ver.

Na Europa tais práticas são criminalizadas. As mães levam então as filhas aos países de origem, a pretexto de conhecerem os parentes. E aí são surpreendidas com tal horror que mais que uma prática cultural é uma agressão e grave violação dos direitos humanos. Por detrás funciona o mais primitivo machismo que visa impedir que a mulher tenha acesso ao prazer sexual transformando-a em objeto para o prazer exclusivo do homem. Não sem razão a Organização Mundial da Saúde denunciou tal prática como tortura inaceitável.

Vejo duas razões que desqualificam certas tradições culturais e que nos levam a combatê-las. A primeira é o sofrimento do outro. Lá onde a diferença cultural implica desumanização e mutilação do outro, ai ela encontra seu limite e deve ser coibida. Ninguém tem direito de impor sofrimento injustificado ao outro. A segunda razão é a Carta dos Direitos Humanos da ONU de 1948, subscrita por todos os Estados. Todas as tradições culturais devem se confrontar com aqueles preceitos. Práticas que comportam violação da dignidade humana devem ser proibidas e até criminalizadas. A lei suprema é tratar humanamente os seres humanos. Na mutilação genital temos a ver com uma convenção social desumana e nefasta. Dai se entende a instauração do dia 6 de fevereiro como o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.

Em cada 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é o momento de nos solidarizarmos com estas meninas, vitimas de uma tradição cultural feroz e inimiga da vida e do prazer.

  Frei Betto

Escrito por BÁRBARA PRADO às 20h54
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02/01/2011


Foi dado o 1º passo para a História

 

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Pela decisão soberana do povo, hoje será a primeira vez que a faixa presidencial cingirá o ombro de uma mulher.

 

Sinto uma imensa honra por essa escolha do povo brasileiro e sei do significado histórico desta decisão.Sei, também, como é aparente a suavidade da seda verde-amarela da faixa presidencial, pois ela traz consigo uma enorme responsabilidade perante a nação.

 

 

Para assumi-la, tenho comigo a força e o exemplo da mulher brasileira. Abro meu coração para receber, neste momento, uma centelha de sua imensa energia.(...)

Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres, também possam, no futuro, ser presidenta; e para que --no dia de hoje-- todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher.

Não venho para enaltecer a minha biografia; mas para glorificar a vida de cada mulher brasileira. Meu compromisso supremo é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos!(...)


* Discurso de posse de Dilma Rousseff - 1ª Presidente da República Federativa do Brasil - 1º de Janeiro de 2011

 

 

 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 14h54
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02/11/2010


2 de Novembro

A escolha da data se deu em virtude do dia de todos os santos, primeiro de novembro, pois os religiosos acreditavam que todas as pessoas, ao morrerem, entram em estado de graça, mesmo não sendo canonizados.

A cultura de dedicar um dia para homenagear os mortos varia muito de localização ou religião, mas segue os princípios do catolicismo, pois a partir do século XI, os papas Silvestre II, João XVII e Leão IX passaram a exigir tal celebração.

No México, ao invés de melancolia, os mortos são homenageados com grandes festas. Isso faz com que o país receba visitas de turistas de todo mundo.

Existem alguns símbolos que são muito utilizados no dia dos mortos para homenageá-los. Os crisântemos representam o sol e a chuva, a vida e a morte e por serem flores mais resistentes são muito usadas nos velórios. As velas significam a luz do falecido, as coisas boas que eles deixaram para seus parentes vivos.

Muitas vezes, no dia de finados, o tempo fica nublado ou chuvoso. As crenças populares dizem que isso acontece porque as lágrimas das pessoas são derramadas dos céus.


Fonte de Pesquisa: Por Jussara de Barros

Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Escrito por BÁRBARA PRADO às 15h33
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Rainha dos Brioches

Maria Antonieta Josefa Joana de Habsburgo Lorena - Viena2 de novembro 1755 -Paris16 de outubro 1793


 Como o dia em que nasceu é o grande dia de finados para a igreja católica, seu aniversário não era comemorado nesta data  

Casou em 1770, com apenas catorze anos, tornando-se rainha-consorte, com dezoito anos, quando o seu marido foi coroado rei Luís XVINo início da sua vida em Versalhes, num piscar de olhos, Maria Antonieta usou sua nova posição para criar uma certa "fantasia". Dispensou boa parte das damas de companhia, e povoou a corte de gente jovem e elegante. A Rainha adorava organizar corridas de cavalo, e se divertia em passeios de carruagem. Estas, por ordem dela, corriam a toda velocidade. O que mais fascinava Maria Antonieta, entretanto, eram as festas das noites parisienses e sua animação. Freqüentava óperas, teatros, e participava de bailes. Nestes, as mulheres compareciam mascaradas. Assim, podia se misturar com plebeus, sem ser, no entanto, reconhecida. Luís XVI não se incomodava em deixá-la ir se divertir sem ele. Maria Antonieta, também, interessou-se pela filosofia política, história, e literatura.

Em 1774 seu marido Luís Augusto foi coroado como Luís XVI. O povo a amava e a admirava, mas ainda sentia-se extremamente pressionada a gerar um filho. Entretanto, em 1778, Maria Antonieta teve sua primeira filha, Maria Teresa Carlota. O nascimento de uma menina foi considerado na Áustria o puro "infortúnio doméstico", mas as primeiras palavras registradas de Maria Antonieta para a filha são tocantes em sua reflexão inconsciente sobre o destino de uma princesa em uma sociedade patriarcal: "Pobre menininha, não és o que se desejava, mas não é por isso que me és menos querida. Um filho seria propriedade do Estado. Será minha, terás o meu carinho indiviso; dividirá comigo toda minha felicidade e aliviarás os meus sofrimentos..." Finalmente, em 1781, Maria Antonieta deu à luz a um delfim, um herdeiro meio Habsburgo, meio Bourbon. Ela finalmente conseguira, o que, como princesa estrangeira fora enviada para fazer. Levar onze anos e meio para o nascimento do pequeno Luis José. A rainha não soubera o sexo do bebê pelas damas que a acompanhavam no trabalho de parto. Foi o rei em pessoa quem deu a notícia. Foram estas as palavras como ele as registrou: "Madame, realizastes os nossos desejos e os da França, sois mãe de um delfim". 

O nascimento do terceiro filho da rainha aconteceu em 27 de março de 1785, domingo de Páscoa, ela ficara tão grande que prepararam duas fitas azuis da Ordem do Espírito Santo, para o caso de nascerem príncipes gêmeos. Mas na verdade era um único menino saudável, que recebeu o nome de Luís Carlos em seu batismo instantâneo meia hora depois e, também imediatamente foi promovido a Duque da NormandiaA pequena Sofia nasceu em 9 de julho de 1786, e morreu algumas semanas antes de seu primeiro aniversário. O bebê nunca crescera e nem se desenvolvera, e sua morte trouxe enorme sofrimento à rainha. Enquanto isso, o delfim sofria de tuberculose óssea da coluna, o que lhe causara febres constantes e fraqueza . Luis José foi enviado ao Château de Meudon, por seu ar considerado terapêutico. Os esforços foram em vão e o delfim morreu nos braços da mãe em 4 de junho de 1788Atribui-se, a Maria Antonieta, uma famosa frase: "Se não têm pão, que comam brioches", que teria sido proferida a uma de suas camareiras certa vez que um grupo de pobres foi ao palácio pedir pão para comer. No entanto, é consenso entre os historiadores que a rainha nunca disse a frase, que acabou sendo usada contra ela durante a Revolução Francesa. Há versão dizendo que essa frase teria sido dita na mesma época por Madame Sophia, cunhada de Maria Antonieta. Os registros históricos mostram, claramente, que, na época de sua coroação, Maria Antonieta se angustiava com a situação dos pobres.  

No interrogatório, ela foi acusada de ser a instigadora da Guerra Civil. Depois veio a defesa e, então, Maria Antonieta foi condenada à morte e foi guilhotinada no dia 16 de outubro de 1793, em Paris, na praça, hoje denomidada, "Place de La Concorde". 

Uma carta de Maria Antonieta à uma irmã, escrita na Conciergerie, é considerada seu testamento. Nela, a Rainha diz:

 

Eu fui educada na religião católica, apostólica e romana, naquela de meus pais, e nela eu cresci e sempre professei; não tendo (agora) nenhuma consolação espiritual a esperar, não sabendo se existem aqui (na França) ainda padres desta religião, e mesmo (se existisse ainda padres) o lugar (a prisão) onde eu estou os exporia muito a riscos, se eles me falassem, ainda que fosse só uma vez; Eu peço sinceramente perdão a Deus por todas as faltas que eu cometi desde que nasci. Eu peço perdão a todos aqueles que conheço, e a Vós, minha irmã, em particular, de todos os sofrimentos que, sem o querer, poderia lhe ter causado; eu perdôo a todos os meus inimigos pelo mal que me têm feito. Adeus! Minha boa e terna irmã. Possa esta carta chegar até você. Pense sempre em mim. Eu te abraço de todo meu coração, assim como minhas pobres e queridas crianças, Meu Deus! Quanto me corta o coração deixá-los para sempre!

Escrito por BÁRBARA PRADO às 15h25
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01/11/2010


Foi feita a história

As mulheres podem, e conseguem...

Escrito por BÁRBARA PRADO às 16h37
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12/10/2010


Sentença judicial

Sentença judicial datada de 1833 - Província de Sergipe

O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora de Sant'Ana, quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra, que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta à dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se (aproveitou-se) dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará.

Elle não conseguiu matrimônio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Noberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso fazem prova.

CONSIDERO: QUE o cabra (indivíduo forte, valente, petulante, brigão- Dic. Houaiss) Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar (conchambrança - Regionalismo: Nordeste do Brasil, Sul do Brasil. Uso: jocoso. - conchavo, ajuste; jeitinho – Dic. Houaiss) com ela e fazer chumbregáncias (excitações para atos libidinosos – Dic. Houaiss), coisas que só o marido della competia conxambrar, porque eram casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana; QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado (debochado - aquele que é escarninho, trocista, zombeteiro – Dic. Houaiss) que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz (quis – desejar sexualmente) também fazer conxambranas com a Quitéria e a Clarinlia, moças donzellas; QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que se não tiver uma cousa que atenue a perigança (ameaça ou que oferecer perigo) dele, amanhan (amanhã) está metendo medo até nos homens.

CONDENO - O cabra Manoel Duda, pelo malifício (malefício - o que tem efeito nocivo, prejudicial; dano, mal, prejuízo – Dic. Houaiss) que fez a mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura (ato ou efeito de capar) que deverá ser feita a macete (tipo de martelo usado para esculpir em madeira). A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa. Nomeio carrasco o carcereiro.

Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.

Manoel Fernandes dos Santos - Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe, 13 de outubro de 1833.

Fonte: Instituto Histórico de Alagoas

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Todo crime sexual é acompanhado de ato depravado, sórdido, repugnante, horrendoe produz seqüelas irreparáveis para as vítimas e seus familiares. Tais crimes sempre foram combatidos pela sociedade desde os tempos mais remotos. De uma maneira geral, em quase todas as nações, os crimes de ordem sexual eram punidos nos parâmetros da Lei de Talião, ou seja, o autor sofria castigo igual, parecido ou relacionado ao dano por ele causado.

A máxima OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE fora vivenciada por muito tempo em quase todas as Leis das diversas Nações, em destarte, na Idade média através da Inquisição comandada pela própria Igreja católica. A Lei de Talião era interpretada não só como um direito, mas até como uma exigência social de vingança em favor da honra pessoal, familiar ou tribal.

O Brasil colônia de Portugal, assim como tal, também seguia tais parâmetros punitivos para os seus diversos tipos de criminosos. As Ordenações do Reino que compunham as Leis Manuelinas, Afonsinas e Filipinas, formavam a base do sistema penal português, que por sua vez também vigoravam no Brasil. Entre as penas estavam a morte, a mutilação através do corte de membros, o degredo, o tormento, a prisão perpetua e o açoite. Até mesmo depois da sua Independência de Portugal, o Brasil continuou adotando penas não menos violentas e cruéis, seguindo de certa forma, os antigos ensinamentos de Talião na sua organização penal.

Ilustração: Archimedes MeloO homem que praticasse determinados atos sexuais considerados imorais ou criminosos poderia ser condenado à castração, então conhecida por capação que podia ser concretizada de várias maneiras, contanto que com o castigo o agressor não tivesse mais possibilidade de voltar a delinqüir devido a perda total do seu apetite sexual.

A capação feita a macete consistia em colocar os testículos do cidadão condenado em local rígido esmagando-os com um forte golpe certeiro, usando para tanto um grosso pau roliço tipo bastão ou cassetete, ou mesmo, uma marreta fabricada com madeira de lei.

Com o tempo a pena de Talião e outras cruéis desapareceram nas legislações modernas na quase totalidade dos Países, sob a influência de novas doutrinas e novas tendências humanas relacionadas com o Direito Penal, entretanto, muitas pessoas ainda defendem a volta de métodos parecidos, como fórmula eficaz para arrefecer o recrudescimento da violência urbana.

Para saber mais acesse: http://www.algosobre.com.br/interesse-publico/crimes-sexuais-da-antiga-capacao-para-a-moderna-castracao-quimica.html

Escrito por BÁRBARA PRADO às 16h54
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11/10/2010


Nasce Pedro

Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon - Queluz   12 de Outubro de 1798.

 

Em Portugal é conhecido como O Rei-Soldado, por combater o irmão D. Miguel na Guerra Civil de 1832-34 ou O Rei-Imperador. É também conhecido, de ambos os lados do oceano Atlântico, como O Libertador — Libertador do Brasil do domínio português e Libertador de Portugal do governo absolutista.

O príncipe passou a infância no Palácio de Queluz, onde também nascera, e convivera com a avó paterna, que estava completamente insana. Sua mãe não lhe dava muita atenção, preferindo voltar-se para seu irmão mais novo, D. Miguel. Seu pai o estimava muito, considerando-o o filho predileto, mas por ser reservado e sofrer de depressão, mantinha pouco contato com o seu herdeiro. No Brasil, D. Pedro viveu no Palácio da Quinta da Boa Vista em São Cristóvão junto com seu pai e D. Miguel, mas também residiu na Fazenda de Santa Cruz e no Paço Imperial.

D. Pedro e seu irmão D. Miguel compartilhavam a aparência, o temperamento e afeições. Ambos possuíam uma relação de amor e ódio um com o outro, e brincavam e brigavam quando crianças.[ Na infância, os dois irmãos criavam pequenos regimentos formados por amigos que se combatiam simulando batalhas entre exércitos.

A predileção de D. Pedro pela vida militar não se restringiu apenas à infância, e mesmo como adulto manteve o gosto pela carreira. Anos mais tarde, em 1825, um estrangeiro diria que não havia no Brasil pessoa melhor que o então Imperador no manejo com armas.Na mocidade se divertia indo as tavernas do Rio de Janeiro, que frequentava em companhia dos empregados do palácio, mas sempre disfarçado para que não fosse reconhecido. Em uma dessas andanças noturnas conheceu Francisco Gomes da Silva, que mais tarde se tornaria um dos seus mais fiéis amigos e seria conhecido como o "Chalaça", este além de amigo, leva e traz, tirava as caras por D. Pedro, arranjava mulheres e também era irmão de Domitília de Castro Canto e Mello, que mais tarde receberia o título de Marquesa de Santos, A mais conhecida amante de D. Pedro I.

D. Pedro I não acreditava em diferenças raciais e muito menos em uma presumível inferioridade do negro como era comum à época e perduraria até o final da II Guerra Mundial. O Imperador deixara clara a sua opinião sobre o tema: "Eu sei que o meu sangue é da mesma cor que o dos negros", era também completamente contrário a escravidão. O monarca acreditava que a melhor maneira de eliminar a escravidão seria de uma maneira gradual em conjunto com a imigração de trabalhadores europeus para substituir a mão-de-obra que viria a faltar. D. Pedro tinha noção de que não detinha meios para abolir o sistema escravocrata, a não ser convencendo a sociedade brasileira. Contudo, a escravidão não era utilizada por apenas ricos aristocratas como popularmente se imaginava. Pessoas humildes compravam com seus poucos recursos escravos que pudessem trabalhar por elas. Libertos também detinham seus próprios escravos e até mesmo estes possuíam escravos.

Em 1818, quando tinha 19 anos, casa-se com a Arquiduquesa Dona Leopoldina, filha do Imperador Francisco I da Áustria, e de sua segunda esposa, Maria Teresa de Bourbon, Princesa das Duas Sicílias, de um ramo dos Bourbons franceses. Francisco I e Maria Teresa foram os últimos imperadores do Sacro Império Romano Germânico e os primeiros da Áustria. Leopoldina era sobrinha-neta da rainha Maria Antonieta e irmã da segunda imperatriz dos franceses Maria Luísa da Áustria.  A cerimônia foi realizada na Igreja de Santa Ifigênia na Rua da Alfândega, tendo o cortejo nupcial desfilado pelo que é hoje a Rua Primeiro de Março. Nela, dizem os historiadores que se dançou pelas ruas o Catupé, variedade de Congo, antigamente ligado a festejos religiosos e, depois, ao Carnaval. Do enlace nasceram, entre outros filhos, D. Maria da Glória (1819), Rainha de Portugal como Dona Maria II, e D. Pedro de Alcântara (1825), sucessor do pai como Imperador do Brasil com o título de D. Pedro II. Viúvo desde 11 de dezembro de 1826, em agosto de 1829 contrai segundas núpcias por procuração com Amélia de Beauharnais, Princesa da Baviera, Duquesa de Leuchtenberg, neta da Imperatriz Josefina da França, esposa repudiada de Napoleão Bonaparte.

Preocupada com a evolução do Brasil, a elite política portuguesa pressionava as cortes que redigiam a Constituição Portuguesa a rebaixar novamente à categoria de colônia o Brasil (que tinha sido elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves). Pressionado por essas cortes, D. João VI assinou um documento que tornava inefetivo o título de príncipe regente do Brasil concedido a D. Pedro I. Uma ordem judicial exigiu a volta imediata do príncipe a Portugal. Foi enviada uma frota ao Rio de Janeiro, destinada a repatriá-lo.

Após ter recebido um abaixo-assinado com centenas de assinaturas (conhecido como Petição do Fico), que pedia que ele permanecesse no Brasil, o regente recusou-se a embarcar para a Europa e, em 9 de janeiro de 1822, pronunciou, em um episódio que ficou conhecido como Dia do Fico, a frase histórica: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que fico!", declarando também que nenhuma ordem das cortes portuguesas seria cumprida no Brasil sem a sua autorização.

Em abril a popularidade do príncipe foi comprovada durante uma viagem a Minas Gerais. De lá seguiu para São Paulo, a fim de pacificar rebeliões na província. Em 7 de setembro, quando ia de Santos para a capital paulista, recebeu notícias de Portugal por cartas de José Bonifácio e da esposa Maria Leopoldina da Áustria, contando-lhe que havia promulgado a independência brasileira, uma vez que a corte portuguesa exigia o seu retorno e com isso não acontecendo, programava uma ação militar contra o Brasil. Foi então que, junto ao riacho do Ipiranga (São Paulo), o herdeiro de D. João VI proferiu o famoso Grito do Ipiranga: "Independência ou Morte!".

A indecisão entre o Brasil e Portugal contribuiu para minar a popularidade e o prestígio de D. Pedro I. Os problemas do Imperador agravaram-se a partir de 1825, quando, no plano interno, fracassavam as forças brasileiras na Campanha Cisplatina (1825- 1827). O Imperador chegou a ir ao Rio Grande do Sul, a fim de participar pessoalmente da campanha, no final de 1826. A notícia da morte da Imperatriz Leopoldina obrigou-o a mudar os planos e retornar ao Rio de Janeiro.

Além do malogro militar, da perda da província da Cisplatina (em 1828), e dos constantes atritos com a Assembleia, a vida privada do Imperador também contribuía para o desgaste de sua imagem. Era notório seu relacionamento com Domitila de Castro Canto e Melo, a quem fez viscondessa e depois marquesa de Santos. O romance teve início em 1822 e durou até o segundo casamento de D. Pedro I, em 1829, com Amélia de Beauharnais, duquesa de Leuchtenberg. O marquês de Barbacena, encarregado de encontrar uma noiva para o Imperador que atendesse às exigências de nobreza, formosura, virtude e educação, enfrentara humilhantes recusas por parte de várias casas reais européias que viam com horror o relacionamento do Imperador com a Marquesa de Santos,e o sofrimento que este causara na Imperatriz Leopoldina.

As cortes de agosto de 1834 confirmam a regência de D. Pedro I, que repõe a filha no trono português. Apesar de ter reconquistado o trono português para sua filha, D. Pedro I voltou tuberculoso da campanha e morreu em 24 de setembro de 1834, pouco depois da Convenção de Évoramonte (que selara a vitória da causa liberal, de que se fizera paladino), no palácio de Queluz, no mesmo quarto e na mesma cama onde nascera 35 anos antes. Ao seu lado, na hora da morte, estavam D. Amélia e D. Maria II.

Foi sepultado no Panteão dos Braganças, na Igreja de São Vicente de Fora em Lisboa. O seu coração foi doado, por decisão testamentária, à Igreja da Lapa, no Porto, onde se encontra conservado, como relíquia, num mausoléu na capela-mor da igreja, ao lado do Evangelho. Em 1972, no sesquicentenário da Independência, seus despojos foram trasladados do panteão de São Vicente de Fora para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo, no Brasil. Atualmente, os restos mortais do imperador repousam ao lado de sua primeira esposa, a Imperatriz Leopoldina e da segunda esposa, Imperatriz Amélia.

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_I_do_Brasil

Escrito por BÁRBARA PRADO às 12h00
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