CAFÉ COM HISTÓRIA


26/02/2009


Loki, mal compeendido.

Loki (É possível compreendê-lo?)

Loki é uma das figuras mais complexas do panteão nórdico. Um deus morador do Asgard (Olimpio nórdico), sem templos que lhe fossem consagrados. O desenvolvimento de sua figura através dos tempos está intimamente ligado às vivências na vida e cultura nórdica. Os primeiros contos referentes à Loki descrevem-no como bom e companheiro de Odin. Aos poucos se transforma num ser malévolo e diabólico.

Por mais de um século estudiosos explicam sucessivamente Loki como o deus do fogo, do trovão, ou da morte, um reflexo do diabo cristão ou um herói civilizador, comparável a Prometeu. Em 1933, Jan de Vies aproximou-o do trickster, personagem ambivalente, próprio das mitologias norte-americanas. Sucessivamente este personagem sofre transformações nas interpretações relativas a ele.

Descrições Mitológicas:

No panteão nórdico existem duas famílias divinas, os Asses e os Vanes. Loki, que também era considerado um deus, não pertence a nenhuma dessas famílias, vive com os deuses no Asgard (morada divina). Conta o mito que ele pertence a raça dos gigantes. É filho de Laufey e Farbauti (aquele que batendo faz sair fogo). Loki, na raiz germânica, etmologicamente significa fogo ou chama.
Seus filhos são Hel e Nari. Hel (correspondente de Hades na mitologia grega), era rainha dos infernos. Somente em textos mais recentes é que Hel aparece com filha de Loki, sem dúvida influenciado pelo cristianismo. Sua morada não deve ser considerada um lugar de tormentos e castigos, esta concepção era estranha aos antigos nórdicos. Pouco se sabe de Nari. Loki engendrou os grandes monstros como o lobo Fenir e a serpente Midgard (monstro terrível que constantemente ameaçava os deuses; seus anéis eram grandes o bastante para abarcar todas as terras conhecidas pelos homens). Por isso em algumas versões estes são considerados seus filhos, sua criação.
Loki é inventivo e atrevido, sua curiosidade é insaciável. Ele possui numa montanha um observatório mágico, que lhe permite tudo observar sem nunca ser visto. Assim como Mercúrio, Loki tem um par de sandálias mágicas dotadas de asas, que lhe permite deslocar-se rapidamente quando é necessário. Nunca se sabe qual será seu próximo passo, ora foge, depois volta para em seguida fugir e voltar triunfante. Sua descrição física é descrito como pequeno em estatura, de olhos vivos e malignos, porém, belo e sedutor.
No inicio, Loki é o inseparável companheiro de Odin, junto com ele enfrentou inúmeras batalhas com os gigantes. Assim como Odin, Loki é perito em transformações corporais. Seu disfarce predileto é metamorfosear-se em mulher. Sua sabedoria fazia dele conselheiro dos deuses. Ninguém pode gabar-se de conhecê-lo perfeitamente. Muda como o vento. Conhece todas as fraquezas e faltas dos deuses e deusas. Deitou-se com todas as deusas, e não hesita em caluniar e denunciar os segredos alheios quando mais lhe convém. Mesmo com todo seu aspecto negativo, suas calúnias e suas fraudes, Loki sempre prestava precioso serviço aos deuses.
Como é o caso da célebre aposta que fez com os irmãos Brokk e Sindri (anões-ferreiros). Loki apostou que eles -- Brokk e Sindri -- jamais poderiam fazer objetos tão maravilhosos como os filhos de Ivaldir (pai de outros anões-ferreiros) haviam feito. Eles aceitaram o desafio, e logo se puseram a trabalhar. A fim de perturbá-los, Loki transformou-se numa abelha, e picava-os sem parar. Porém, os anões deram cabo da tarefa e construíram objetos magníficos. O anel Draupnir, o javali de ouro e o famoso martelo de Thor. Os deuses jamais tinham visto coisa igual.
Loki tinha perdido a aposta, e sua cabeça pertencia aos anões. Quando quiseram prendê-lo este já estava longe, talvez no ápice do mundo ou nos abismos das águas. Sua sandália mágica o transportava a qualquer lugar do mundo. Os anões queixaram-se a Thor, que prendeu Loki e o entregou aos vencedores. Brokk avisa-lhe que vai cortar sua cabeça, mas a eloqüência de Loki é tal que por fim só costuraram-lhe os lábios, a fim de que não pudesse mais falar. Mesmo com enorme dor, Loki retira o fio e escapa são e salvo.
Seu comportamento é desconcertante. De um lado é companheiro dos deuses e gosta de combater seus inimigos, os gigantes; manda anões forjarem certos objetos mágicos e acaba dando-os para os deuses. De outro lado é mau, amoral e criminoso. É autor do assassínio de Baldr, e disso se vangloria. Inúmeros mitos se acumulam em torno de Loki, que desempenha um papel em quase todas as farsas e histórias, põem em cena os deuses e os gigantes.
Nunca ninguém definitivamente conseguiu pegá-lo ou prendê-lo. Numa das versões, somente depois de confessar o crime da morte de Baldr (o deus da luz) é que Loki foi capturado pelos deuses. Como punição amarraram-no a uma pedra, onde havia acima uma cobra lançando veneno sobre seu rosto, queimando-o e causando-lhe terrível agonia.
Outra versão nos fala sobre um banquete no palácio de Aegir (deus dos mares), onde Loki não foi convidado, por causa de sua língua venenosa. Reuniram-se todos os deuses e deusas, exceto Thor (que percorria os países do Este). De súbito Loki irrompe na sala, todos se calam a sua vista. Humildemente pede que lhe concedam um copo, e, lembra aos presentes que não se nega jamais a um copo a um viajante cansado. Ninguém responde. Loki, sempre cortes, solicita o favor de sentar-se. Como mandam as leis da hospitalidade, e os deuses desejosos de respeitar o costume, dão lhe lugar à mesa.
Ao sentar-se, com precisão admirável, começa a lembrar a cada um os episódios mais escandalosos de sua vida. Às deusas recorda adultérios, com particularidades e minúcias, e, logo a seguir, vangloria-se de ter possuído todas. Sif, esposa de Thor estende um copo de hidromel pedindo-lhe que ponha fim aquelas informações escandalosas. Mas ele, zombador, lembra-se dos momentos em que ela, feliz e uivando de prazer, passara nos seus braços. Diz: A esposa do Todo-Poderoso Thor... Mal seu nome fora pronunciado, Thor aparece na sala chispando fogo, e com o martelo quis estraçalhar-lhe o crânio. Mas Loki já estava longe, sempre insultando e ofendendo. Semelhante audácia, porém, não podia ficar impune. Os deuses conseguem apoderar-se dele, que se transforma num salmão. Amarram-no com as tripas de seu próprio filho, Nari. E Loki, por muito tempo,  rmanecerá prisioneiro dos deuses.

 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 11h06
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25/02/2009


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Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h52
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Anquises

Anchises ou Anquises foi um príncipe troiano, primo do rei Príamo. originário da Dardânia, território vizinho a Tróia, Anchises era filho de Cápis e de Temíste, irmã do rei Laomedonte - pai do rei Príamo.

Um dos momentos mais importantes na biografia de Anchises foi o encontro com Afrodite. Ela se apaixonou por ele e, disfarçada de mortal, o conquistou. Juntos tiveram um filho, Enéias. Certa vez, após beber muito vinho, Anchises revelou a seus amigos que era amante de uma deusa e isso deixou Zeus furioso, que o atingiu com um raio, deixando-o manco.

Afrodite e o desejo:

Nas alturas montanhosas do Ida de mil nascentes, um jovem pastor vigia o rebanho. Logo uma moça, esplêndida, surge diante dele. Surpresa, encantamento, desejo! Desejo tão violento que, imediatamente, assim que a jovem concorde, ele gostaria de fazer amor com ela, mesmo que fosse para morrer depois, se preciso. Quer prendê-la, mas ele mesmo é preso. Eros, impiedoso, dominou o moço: Eros se aponderou de Anchises. Afrodite o domou, subjulgou, encantou: a deusa atirou em seu coração o "doce desejo".

Prender, domar, invadir: é assim, sob a forma de uma força totalmente exterior e repentina, que o desejo age no corpo masculino de Anquises, príncipe troiano, como no de todos os homens. A beleza da jovem criatura feminina, apresentada a seus olhos, é só um ponto de partida.

Surpreso Anchises observa a nobre aparência, a estatura e o brilho das vestes dela. Capa mais reluzente do que a chama do fogo, colares e pulseiras, pele maravilhosa, com a luz da lua, o colo delicado resplandecia para o deslumbre dos olhos: puro olhar, Anquises está preso à contemplação do prodígio. Afrodite apresenta-se à Anquiises sob os traços de uma jovem frígia, aparece diante dele e, para conseguir ser amada, conta-lhe que o pai a destina a casar-se justamente com o nobre Anquises. E para dar mais crédito à história, explica que, para vir, empreendeu longa viagem e, para falar com o noivo, conhece a língua dos troianos:

' Eu sei vossa língua tão bem quanto a nossa: era uma troiana a ama que me educou e me alimentou durante minha tenra infância. É por isso que sei igualmente vossa língua'.

Portanto, a deusa escolheu um idioma bem preciso para dirigir-se ao mortal; mas isso faz parte da sua fantasia de jovem frígia, em território troiano.

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/,  A vida cotidiana- Os deuses gregos (Giulia Sissa & Marcel Detienne) - Ed.Companhia das Letras - 1990

Escrito por BÁRBARA PRADO às 21h20
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24/02/2009


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Escrito por BÁRBARA PRADO às 13h40
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E o carnaval, começou assim...

A ORIGEM DO TERMO: Assim como a origem do carnaval, as raízes do termo também têm se constituído em objeto de discussão. Para uns, o vocábulo advém da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam suas comemorações. Apesar de ser foneticamente aceitável, a expressão é refutada por diversos pesquisadores, sob a alegação de que esta não possui fundamento histórico.
 
Para outros, a palavra seria derivada da expressão do latim "carnem levare", modificada depois para "carne, vale !" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma. Provavelmente vem também daí a denominação "Dias Gordos", onde a ordem é transgredida e os abusos tolerados, em contraposição ao jejum e à abstenção total do período vindouro (Dias Magros da Quaresma).
  
PRINCIPAIS FIGURAS CARNAVALESCAS: 

Colombina - Como Pierrô e Arlequim, é um personagem da Comédia Italiana, uma companhia de atores que se instalou na França entre os séculos XVI e XVIII para difundir a Commedia dell'Arte, forma teatral original com tipos regionais e textos improvisados. Colombina era uma criada de quarto esperta, sedutora e volúvel, amante do Arlequim, às vezes vestia-se como arlequineta, em trajes de cores variadas, como os de seu amante.
  
Arlequim - Rival de Pierrô pelo amor de Colombina, usava traje feito a partir de retalhos triangulares de várias cores. Representa o palhaço, o farsante, o cômico.
  
Pierrô - Personagem sentimental, tem como uma de suas principais características a ingenuidade.
 
 Momo - Personagem que personifica o carnaval brasileiro. Sua figura foi inspirada no bufo, ator de proveniência portuguesa que representava pequenas comédias teatrais que tanto divertiam os nobres.

 

Fonte de pesquisa: www.academiadosamba.com.br

Escrito por BÁRBARA PRADO às 13h26
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09/02/2009


O que que a baiana tem?

Carmen Miranda, pseudônimo de Maria do Carmo Miranda da Cunha, (Marco de Canaveses, Portugal, 9 de fevereiro de 1909 — Beverly Hills, Estados Unidos da América, 5 de agosto de 1955) foi uma cantora e atriz luso-brasileira Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 a 1950. Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos. Seu estilo eclético faz com que seja considerada precursora do tropicalismo, movimento cultural brasileiro surgido no final da década de 1960.

Carmen Miranda recebeu o nome de Maria do Carmo Miranda da Cunha quando foi batizada no local onde nasceu, a freguesia de Várzea da Ovelha e Aliviada, concelho de Marco de Canaveses, em Portugal. Era a segunda filha do barbeiro José Maria Pinto Cunha (1887-1938) e de Maria Emília Miranda (1886-1971). Ganhou o apelido de Carmen no Brasil, graças ao gosto que seu pai tinha por óperas.

O grande sucesso veio a partir de 1930, quando gravou a marcha "Pra Você Gostar de Mim" ("Taí") de Joubert de Carvalho. Antes do fim do ano, já era apontada pelo jornal O País como "a maior cantora brasileira".

Em 1933 ajudou a lançar a irmã Aurora na carreira artística. No mesmo ano, assinou um contrato de dois anos com a rádio Mayrink Veiga para ganhar dois contos de réis por mês. Foi a primeira cantora de rádio a merecer contrato, quando a praxe era o cachê por participação. Logo recebeu o apelido de "Cantora do It". Em 30 de outubro realizou sua primeira turnê internacional, apresentando-se em Buenos Aires. Voltou à Argentina no ano seguinte para uma temporada de um mês na Rádio Belgrano.

 

Pouco depois de seu nascimento, seu pai, José Maria, emigrou para o Brasil, onde se instalou no Rio de Janeiro. Em 1910, sua mãe, Maria Emília seguiu o marido, acompanhada da filha mais velha, Olinda, e de Carmen, que tinha menos de um ano de idade. Carmen nunca voltou à sua terra natal, o que não impediu que a câmara do concelho de Marco de Canaveses desse seu nome ao museu municipal.

Em 20 de janeiro de 1936, estreou o filme Alô, Alô Carnaval com a famosa cena em que ela e Aurora Miranda cantam "Cantoras do Rádio". No mesmo ano, as duas irmãs passaram a integrar o elenco do Cassino da Urca de propriedade de Joaquim Rolla. A partir de então as duas irmãs se dividiram entre o palco do cassino e excursões freqüentes pelo Brasil e Argentina.

Depois de uma apresentação para o astro de Hollywood Tyrone Power em 1938, aventou-se a possibilidade de uma carreira nos Estados Unidos. Carmen recebia o fabuloso salário de 30 contos de réis mensais no Cassino da Urca e não se interessou pela idéia.

Em 1939, o empresário estadunidense Lee Shubert e a atriz Sonja Henie assistiram ao espetáculo de Carmen no Cassino da Urca. Depois de um espetáculo no transatlântico Normandie, Carmen assinou contrato com o empresário. A execução do contrato não foi imediata, pois a cantora fazia questão de levar o grupo musical Bando da Lu para a acompanhar, mas o empresário estava apenas interessado em Carmen. Depois de voltar para os Estados Unidos, Shubert aceitou a vinda do Bando da Lua. Carmen partiu no navio Uruguai em 4 de maio de 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

No Rio de Janeiro, seu pai abriu um salão de barbeiro na rua da Misericórdia, número 70, em sociedade com um conterrâneo. A família estabeleceu-se no sobrado acima do salão. Mais tarde mudaram-se para a rua Joaquim Silva, número 53, na Lapa.

No Brasil, nasceram os outros quatro filhos do casal: Amaro (1911), Cecília (1913), Aurora (1915 - 2005) e Oscar (1916).

Carmen estudou na escola de freiras Santa Teresa, na rua da Lapa, número 24. Teve o seu primeiro emprego aos 14 anos numa loja de gravatas, e depois numa chapelaria. Contam que foi despedida por passar o tempo cantando, mas o seu biógrafo Ruy Castro diz que ela cantava por influência de sua irmã mais velha, Olinda, e que assim atraía clientes.

Nesta época, a sua família deixou a Lapa e passou a residir num sobrado na Travessa do Comércio, número 13. Em 1925, Olinda, acometida de tuberculose, voltou a Portugal para tratamento, onde permaneceu até sua morte em 1931. Para complementar a renda familiar, sua mãe passou a administrar uma pensão doméstica que servia refeições para empregados de comércio.

Em 1926, Carmen, que tentava ser artista, apareceu incógnita em uma fotografia na seção de cinema do jornalista Pedro Lima da revista Selecta. Em 1929, foi apresentada ao compositor Josué de Barros, que encantado com seu talento passou a promovê-la em editoras e teatros. No mesmo ano, gravou na editora alemã Brunswick, os primeiros discos com o samba Não Vá Sim'bora e o choro Se O Samba é Moda. Pela gravadora Victor, gravou Triste Jandaia e Dona Balbina.

O grande sucesso veio a partir de 1930, quando gravou a marcha "Pra Você Gostar de Mim" ("Taí") de Joubert de Carvalho. Antes do fim do ano, já era apontada pelo jornal O País como "a maior cantora brasileira".

Em 29 de maio de 1939 Carmen estreou no espetáculo musical "Streets of Paris", em Boston, com êxito estrondoso de público e crítica. As suas participações teatrais tornaram-se cada vez mais famosas. Em 5 de março de 1940, fez uma apresentação perante o presidente Franklin D. Roosevelt durante um banquete na Casa Branca.

Em 10 de julho de 1940 retornou ao Brasil, onde foi acolhida com enorme ovação pelo povo carioca. No entanto, em uma apresentação no Cassino da Urca com a presença de políticos importantes do Estado Novo, foi apupada pelos que a consideravam "americanizada". Entre os seus críticos havia muitos que eram simpatizantes de correntes políticas contrárias aos Estados Unidos.

Dois meses depois, no mesmo palco, Carmen foi aplaudida entusiasticamente por uma platéia comum. No mesmo mês gravou seus últimos discos no Brasil, onde respondeu com humor às acusações de ter esquecido o Brasil e ter-se "americanizado". Em 3 de outubro, voltou aos Estados Unidos e gravou a marca de seus sapatos e mãos na Calçada da Fama do Teatro Chinês de Los Angeles.

Entre 1942 e 1953 atuou em 13 filmes em Hollywood e nos mais importantes programas de rádio, televisão, casas noturnas, cassinos e teatros norte-americanos. A Política de Boa Vizinhança, implementada pelos Estados Unidos para buscar aliados na Segunda Guerra Mundial, incentivou a imigração de artistas latino-americanos. Apesar de ter chegado nos Estados Unidos antes da criação da Política de Boa Vizinhança, Carmen Miranda sempre foi identificada como a artista de maior sucesso do projeto.

Em 1946, Carmen era a artista mais bem paga de Hollywood e a mulher que mais pagava imposto de renda nos EUA. Em 17 de março de 1947 casou-se com o americano David Sebastian, nascido em Detroit a 23 de novembro de 1908. Antes, Carmen mantivera romances com vários astros de Hollywood e também com o músico brasileiro Aloysio de Oliveira, integrante do Bando da Lua.

Antes de partir para a América, Carmen namorou o jovem Mário Cunha e o bon vivant Carlos da Rocha Faria, filho de uma tradicional família do Rio de Janeiro. Já nos EUA, Carmen manteve casos com os atores John Wayne e Dana Andrews.

Desde o início de sua carreira americana, Carmen fez uso de barbitúricos para poder dar conta de uma agenda extenuante. Adquiria as drogas com receitas médicas pois, na época, elas eram receitadas pelos médicos sem muitas preocupações com efeitos colaterais. Nos Estados Unidos, tornou-se dependente de vários outros remédios, tanto estimulantes quanto calmantes. Por ser também usuária de tabaco e álcool, o efeito das drogas foi potencializado. Por conta do uso cada vez mais freqüente, Carmen desenvolveu uma série de sintomas característicos do uso de drogas, mas não percebia os efeitos deletérios, que foram erroneamente diagnosticados como estafa por médicos americanos.

O casamento é apontado por todos os biógrafos e estudiosos de Carmen Miranda como o começo de sua decadência física. Seu marido, antes um simples empregado de produtora de cinema, tornou-se "empresário" de Carmen Miranda e conduzia mal seus negócios e contratos. Também era alcoólatra e pode ter estimulado Carmem Miranda a consumir bebidas alcoólicas, das quais ela logo se tornaria dependente. O casamento entrou em crise já nos primeiros meses, mas Carmen Miranda não aceitava o divórcio pois era uma católica convicta. Engravidou em 1948, mas sofreu aborto espontâneo depois de uma apresentação.

Em 3 de dezembro de 1954, Carmen retornou ao Brasil após uma ausência de 14 anos. Seu médico brasileiro constatou a dependência química e tentou desintoxicá-la. Ficou quatro meses internada em tratamento numa suíte do hotel Copacabana Palace. Carmen melhorou, embora não tenha abandonado completamente drogas, álcool e cigarro. Os exames realizados no Brasil não constataram alterações de freqüência cardíaca.

Ligeiramente recuperada, retornou para os Estados Unidos em 4 de abril de 1945. Imediatamente começou com as apresentações. Fez uma turnê por Cuba e Las Vegas entre os meses de maio e agosto e voltou a usar barbitúricos.

No início de agosto, Carmen gravou uma participação especial no programa televisivo do comediante Jimmy Durante. Durante um número de dança, sofreu um ligeiro desmaio, desequilibrou-se e foi amparada por Durante. Recuperou-se e terminou o número. Na mesma noite, recebeu amigos em sua residência em Beverly Hills, à Bedford Drive, 616. Por volta das duas da manhã, após beber e cantar algumas canções para os amigos presentes, Carmen subiu para seu quarto para dormir. Acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. Um colapso cardíaco fulminante derrubou-a morta sobre o chão. Seu corpo foi encontrado pela empregada na mesma noite. Tinha 46 anos.

Aurora Miranda, sua irmã, recebeu na mesma madrugada um telefonema do marido de Carmen Miranda avisando sobre o falecimento. Aurora Miranda passou então a notícia para as emissoras de rádio e jornais. Heron Domingues, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi o primeiro a noticiar a morte de Carmem Miranda em edição extraordinária do Repórter Esso.

Em 12 de agosto de 1955, seu corpo embalsamado desembarcou de um avião no Rio de Janeiro. Sessenta mil pessoas compareceram ao seu velório realizado no saguão da Câmara Municipal da então capital federal. O cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas que cantavam esporadicamente, em surdina, "Taí", um de seus maiores sucessos.

No ano seguinte, o prefeito do Rio de Janeiro Francisco Negrão de Lima assinou um decreto criando o Museu Carmen Miranda, o qual somente foi inaugurado em 1976 no Aterro do Flamengo.

Hoje, uma herma em sua homenagem se localiza no Largo da Carioca, Rio de Janeiro.

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org

Escrito por BÁRBARA PRADO às 13h37
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02/02/2009


Musas, graças, parcas.

 

As Musas, filhas de Júpiter e Mnemósine (Memória), eram as deusas do canto e da memória. Em número de nove, tinham as musas a seu encargo, cada uma separadamente, um ramo especial da literatura, da ciência e das artes. Calíope era a musa da poesia épica, Clio, da história, Euterpe, da poesia lírica, Melpômene, da tragédia, Terpsícore, da dança e do canto, Erato, da poesia erótica, Polínia, da poesia sacra, Urânia, da astronomia e Talia, da comédia.

As Três Graças, Eufrosina, Aglaé e Talia, eram as deusas do banquete, da dança, de todas as diversões sociais e das belas-artes Assim descreve Spenser as atividades das Três Graças:

Ofertam as três ao homem os dons amáveis Que ornam o corpo e ornamentam a inteligência: Aspecto sedutor, bela aparência, Voz de louvor e gestos de amizade. Em suma, tudo aquilo que, entre os homens, Se costuma chamar Civilidade.

Também as Parcas eram três: Cloto, Láquesis e Átropos. Sua ocupação consistia em tecer o fio do destino humano e, com suas tesouras, cortavam-no, quando muito bem entendiam. Eram filhas de Têmis (a Lei), que Jove fez sentar em seu próprio trono, para aconselhá-lo. As Erínias, ou Fúrias, eram três deusas que puniam, com tormentos secretos, os crimes daqueles que escapavam ou zombavam da justiça pública. Tinham as cabeças cobertas de serpentes e o aspecto terrível e amedrontador. Conhecidas também como as Eumênides, chamavam-se, respectivamente, Alecto, Tisífone e Megera.

Fonte de pesquisa: Thomas Bulfinch - O livro de ouro da mitologia

Escrito por BÁRBARA PRADO às 18h24
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