237 anos

Cloto | Láquesis | Átropos
O destino jamais foi personificado e, em consequência, Moîra e Aísa não foram antropomorfizadas: pairam soberanas acima dos deuses e dos homens, sem terem sido elvadas à categoria de divindades distintas. A Moîra, o destino, em tese, é fixo, imutável, não podendo ser alterado nem pelos próprios deuses. Há, no entanto, os que fazem sérias restrições a esta afimação e caem no extremo oposto "aos olhos de homeno, Moîra confunde-se com a vontade dos deuses, sobretudo de Zeus". É bem verdade que em alguns passos dos poemas homéricos parece existir realmente uma interdependência, uma identificação da Moîra com Zeus.
As Moîras são a personificação do destino individual, da "parcela" que toca a cada um neste mundo. Originalmente, cada ser humano tinha a sua moîra, a saber, "sua parte, seu quinhão" de vida, de felicidade, de desgraça. Parsonificada, Moîra se tornou uma divindade muito semelhante às Queres, sem, no entanto, participar do caráter violento, demoníaco e sanguinário que estas possuíam. Impessoal e inflexível, a Moîra é a projeção de uma lei que nem mesmo os deuses podem transgredir, sem colocar em perigo a ordem universal. É a Moîra, por exemplo, que impede um deus de prestar socorro a um herói no campo de batalha ou de tentar salvá-lo, quando chegou sua hora de morrer. Um exemplo foi Apolo que abandonou Heitor, seu herói favorito, quando o prato da balança do baluarte de Tróia se inclinou para o Hades. Num simples e doloroso hemistíquio, Homero nos mostra como os deuses, nos caso Apolo, que tantas vezes salvou Heitor da morte certa, obedecem, sem hesitar, à vontade da Moîra.
A pouco e pouco se desenvolveu a idéia de uma Moîra universal, senhora inconteste do destino de todos os homens. Essa Moîra, sobretudo após as epopéias homéricas, se projetou em três Moîras: Cloto, Láquesis e Átropos, tendo cada uma função específica, de acordo com sua Etimologia:
Cloto - Em grego Κλωθώ (Klothô, com o o aberto), do verbo klóthein, Fiar, significando, pois Cloto, a que fia, a fiandeira. Na realidade Cloto segura o fuso e vai puxando o fio da vida.
Láquesis - Em grego Λάχεσις (Lákhesis), do verbo lankhánein, em sentido lato, sortear, a sorteadora: a tarefa de Láquesis é enrolar o fio da vida e sortear o nome de quem deve morrer.
Átropos - Em grego Άτροπος (Átropos) de α (a, "alfa privativo"), não,e o verbo (trépein), voltar, quer dizer, Átropos é a que não volta atrás, a inflexível. Sua função é cortar o fio da vida.
Como se observa, a idéia da vida e da morte é inerente à função de fiar. Nos dois poemas homéricos o fio da vida simboliza o destino humano. Aquiles, como todos os mortais, está sujeito ao sorteio macabro de Láquisis, isto é, o filho de Tétis e Peleu "deverá sofrer tudo aquilo que Aîsa fiou para ele".
As três fiandeiras são filhas da noite, em Hesíodo, mas, uma vez personificadas, tornaram-se para o mesmo poeta filhas de Zeus e Têmis.
Frequentemente se encontram as Moîras formando um mesmo grupo com ilítia, o que facilmente se explica pelo fato de tanto aquelas como esta serem deusas também do nascimento. A junção com Týkhe, Tique a sorte, o Acaso, configura apenas uma "noção vizinha".
Em Roma, as Parcas, a pouco e pouco, identificadas com as Moîras, tendo assimilado todos os atributos das divindades gregas da morte. Na origem, todavia, as coisas eram possivelmente, diferentes: as Parcas, ao que parece, presidiam sobretudo aos nascimentos, conforme, aliás, a etimologia da palavra. Com efeito, Parca provém do verbo parere, "parir, dar à luz". Como no mito grego, eram três: chamavam-se Nona, Décima e Morta. A primeira presidia ao nascimento; a segunda, ao casamento; e a terceira, à morte. Diga-se, de passagem, que morta tem a mesma raiz que Moîra, possivelmente com influência de mors,morte.
Tão grande foi, porém, a influência das Moîras sobre as Parcas, que estas acabaram no mito latino tomando de empréstimo os três nomes gregos, com suas respectivas funções. Nona, Décima e Morta passaram a ser apenas "nomes particulares" .
Fonte de pesquisa: BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004.
Para Tacla (1984), entre a relação homem e cerâmica se concretizou aproximadamente em 6000 a.C., quando os povos primitivos perceberam que o barro, quando deixado sob o sol escaldante do Mar Mediterrâneo, endurecia. Quanto mais abrasador o sol, mais firme ficava o barro. Nascia assim, a cerâmica e, com ela, todas as suas utilidades. As primeiras idéias surgiram no momento em que o homem, na beira de um lago, bebia água em suas mãos em forma de concha, descobrindo, assim, o formato ideal para potes que o serviriam em seu dia a dia. Foi também com esse espírito que os egípcios construíram seus primeiros monumentos com blocos de barro secos ao sol.
A partir deste princípio básico, o homem tornou-se um criador. A cerâmica é uma arte tirada exclusivamente da natureza, propiciando a todas as pessoas, o direito de produzi-la e usá-la. As primeiras pinturas em cerâmica decorreram da descoberta, pelos povos primitivos, das pedrinhas, que, ao se esfarelarem e misturadas na água, tornavam possíveis a ornamentação das peças ainda quentes.
A picareta dos arqueólogos, ao remexer entre os sedimentos que os séculos acumularam no solo do Velho Mundo, encontra com muita freqüência, entre os resíduos das palafitas e das casas, fragmentos de terracota e cacos de vasos ou de ânforas, cozidos num fogo que se apagou há milhares de anos.
Da idade das palafitas à Idade Média, a história da cerâmica e da terracota confundiu-se em certo sentido, com a própria história da civilização: os vasos, as taças ou as ânforas, são em muitos casos, os únicos elementos sobre os quais podemos reconstruir o grau de evolução, os hábitos, a religião e até as mudanças de povos já desaparecidos.
A arte da cerâmica prosperou entre quase todos os povos ao mesmo tempo, refletindo nas formas e nas cores, o ambiente e a cultura dos diversos países. Nas primeiras peças decoradas, os motivos artísticos eram sempre o dia a dia do povo: a caça, os animais, a luta, etc.
No Mediterrâneo, algum trabalhador desconhecido inventou o aparelho, que permitia fazer vasos perfeitos, de superfície lisa e espessura uniforme, num tempo relativamente breve. Esta roda de madeira movida por um pedal foi criada aproximadamente em 2000 a .C..
Com a prosperidade da cerâmica, cada povo descobriu seu estilo próprio, e com isso, surgiram novas técnicas. Foi assim, segundo Tacla (1984), que os artífices chineses, desde a metade do terceiro milênio antes de Cristo, souberam criar objetos de requintado design, sabiamente pintados e esmaltados. Foram justamente eles os primeiros a usar, a partir do segundo século antes da nossa era, aquele finíssimo pó branco, o caulim que permite fabricar esplêndidos vasos translúcidos e leves. Nasce, então, a porcelana, que deu aos artesãos chineses uma fama mundial, até hoje incontestável.
Os gregos continuaram por muitos séculos, produzindo as melhores peças de cerâmica do Mundo Mediterrâneo, mesmo quando as margens deste mar haviam se tornado colônias romanas. Ainda em nossos dias, perdura a fama dos vaseiros de Atenas e Samos, de onde seus inúmeros pratos e taças de delicado acabamento, se caracterizavam por ter o fundo negro ou azul e desenhos escarlates. De outro lado, os gregos foram durante o domínio romano, os artífices mais apreciados, não só na cerâmica, mas também na ourivesaria, na pintura e em qualquer outro ramo de arte. Seu bom gosto, sua filosofia, sua literatura, havia se imposto aos rudes conquistadores latinos, que acabaram assimilando, instintivamente, a milenária cultura da Helade.
Também na Itália existia um florescente artesanato: os etruscos, que em meados do segundo milênio antes de Cristo já fabricavam vasos esmaltados de grande qualidade. Cerâmicas etruscas ornamentavam, além das gregas e persas, as mansões dos patrícios romanos: as formas bizarras, os esmaltes vivos e brilhantes, os vagos desenhos ornamentais, conferiam a estes vasos uma preciosidade mais objeto de arte que utensílio de uso cotidiano.
Ao que se refere à Pérsia, Tacla (1984) comenta que a arte insuperável dos Sumérios e Babilônios não se extinguira e continuava a produzir, além de ânforas, bacias, taças esculpidas e pintadas, maravilhosos azulejos, para revestir fachadas e vestíbulos. Devido a dominação árabe do Mediterrâneo, entre o sexto e o décimo-quarto séculos antes de Cristo, a cerâmica da Pérsia foi difundida, juntamente com sua técnica para a Sicília, Espanha e Ásia Menor.
Por causa disso, ainda hoje, por onde se estendeu o Império dos Califas, é possível admirar esses produtos, encontrados em palácios fantasticamente ornamentados, com molduras de cerâmica brilhantíssima, pátios de decoração rebuscada, compostos de milhares de azulejos esmaltados. Esse tipo de cerâmica branca é denominada Maiólica, superfície lisa e vidrada e foi muito usado na Itália, especialmente no período do Renascimento. Seu nome deriva de uma ilha do arquipélago das Baleares (hoje Majorca), onde os árabes haviam implantado uma indústria bastante florescente.
Na Itália, os ceramistas continuaram a trabalhar com velhos sistemas etruscos e gregos, ainda durante os séculos obscuros da Idade Média. No início do Renascimento, havia produtos manufaturados em Gubbio, Volterra, Faenza, Deruto e Montelupo. Em todas estas cidades, desenvolveram- se indústrias bem distintas, cada qual com estilo e técnica própria: os sistemas de cozimento, de esmaltar, a composição dos vernizes, tudo era mantido em rigoroso segredo. Basta lembrar, entre os ceramistas italianos, Luca e Andrea Della Robbia, que souberam criar aqueles maravilhosos baixo-relevos de terracota vidrada e pintada, que se vêem em quase toda parte, nas paredes das vilas e dos castelos da Itália Central.
Cerâmica decorada
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A escola de Faenza ganhou tanta celebridade que deu seu nome a todos os objetos de cerâmica que, da Itália, se difundiam pela Europa: daí o nome faiança em português, e o faience, lembrando o nome da cidade Romana. As cerâmicas de Faenza e a Maiólica são muito parecidas, sendo muito difícil distinguir uma da outra. Atualmente, é denominada de faenza toda a cerâmica que pode entrar nesta classificação, devido as técnicas utilizadas, e, de Maiólica, curiosamente, somente as faenzas italianas.
Quanto à porcelana que nasce das mãos delicadas dos artíficies chineses, sua difusão na Europa não foi notável antes do século XVIII. São famosas as fábricas de Sèvres, na França: de Karlsruhe, na Alemanha e de Capodimonte, na Itália. Em Sévres e em Capodimonte, especialmente, são fabricadas aquelas graciosas e delicadas estatuetas que, às vezes, assumem excepcional valor artístico pela perfeição do acabamento ou pela raridade do desenho.
De acordo com Tacla (1984), a Cerâmica Pré-Colombiana se caracteriza por todas as peças feitas na América antes de Cristóvão Colombo. Como esta é uma arte de todas as épocas, todos os povos americanos fabricavam vasos esmaltados ou pintados, dignos de figurar ao lado dos mais belos da Grécia e do Oriente. No México, os maias, os astecas e os toltecas produziram grande quantidade de ânforas, finalmente esculpidas e pintadas. No Peru os incas, ou mesmo os povos que os precederam no domínio do país, deram vida a um artesanato excepcionalmente hábil e rico em personalidade.
No Brasil, o mais antigo centro de cerâmica encontrava-se na ilha de Marajó, onde foi criado um estilo próprio: o marajoara. Essas peças eram altamente elaboradas e de uma especialização artesanal que compreendia várias técnicas: raspagem, incisão, excisão, engobo e pintura. A modelagem era tipicamente antropomorfa, embora ocorressem exemplares de cobras e lagartos em relevo. De outros objetos de cerâmica, destacavam-se os bancos, estatuetas, rodelas-de-fuso, tangas, colheres, adornos audiculares e labiais, apitos e vasos miniatura.
A cerâmica, tanto de uso comum como artístico, é produzida hoje por toda parte, seja em grandes estabelecimentos, ou por pequenos artesãos. Os sistemas são fundamentalmente os mesmos, mas é inegável que a experiência técnica adquiriu tamanha perfeição, que permite resultados extraordinários. As peças artísticas, envernizadas e cozidas até vinte vezes possuem superfícies reluzentes, com tonalidades de ouro e esmeralda, imitando o brilho do bronze e a transparência da água. Isso se comprova através da procura cada vez maior por vasos, pratos e estatuetas produzidos nos laboratórios de Faenza e Karlsrube.
Do calor do sol, para os fornos atuais utilizados para tornar as peças mais firmes, a história da cerâmica percorreu e auxiliou no cotidiano de todos os povos. Da Era Neolítica aos dias de hoje, os artistas continuam com seus dedos ágeis transformando blocos de argila e criando novas utilidades para a população.
A cerâmica hoje extrapola o dia a dia para auxiliar na área científica: na medicina, vem sendo utilizada na prótese de ossos; na pecuária australiana, reveste os chips que injetados dentro do animal, possibilitam uma contagem mais precisa e segura; os dentistas, nas obturações; algumas empresas fabricam facas com lâminas de porcelana; é ainda o material utilizado quando existe a necessidade de um produto resistente a altas temperaturas, como é o caso do trem bala no Japão, onde a cerâmica é colocada nos trilhos.
Da mesma forma, com o progressivo desenvolvimento industrial, os azulejos deixaram de ser privilégio dos recintos religiosos e dos palácios, tornando-se acessíveis a todas as classes sociais. Trouxeram, para as paredes externas das casas o colorido e o luxo das paredes internas. Deixaram de figurar apenas em obras monumentais e passaram também para as fachadas dos pequenos sobrados comerciais e residenciais e, até mesmo, de pequenas casas térreas. No Brasil, já independente, o uso do azulejo tornou-se, no século passado, bem mais freqüente, revelando-se um excelente revestimento para nosso clima. Casas e sobrados de muitas cidades brasileiras apresentam o colorido alegre e inalterável que, há mais de cem anos, o azulejo lhes dá.
Nos tempos modernos, com os novos conceitos arquitetônicos, o mestre Le Corbusier foi o primeiro a sentir o azulejo como um valor típico e tradicional. No Palácio da Cultura, no Rio de Janeiro, um dos grandes marcos da arquitetura brasileira contemporânea, figuram os painéis de Portinari, o famoso pintor, perpetuados em azulejos. Também Portinari pintou painéis de azulejos para a igreja de São Francisco, projetada inovadoramente por Oscar Niemeyer às margens do lago da Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Também ali outros revestimentos menores foram usados no antigo cassino, hoje Museu de Arte Moderna.
A produção de azulejos, no atual estágio industrial do Brasil, já apresenta todos os requisitos técnicos e estéticos para fazê-los reocupar a sua posição de elemento ideal para o revestimento de fachadas.
O arquiteto Lúcio Costa, mais de uma vez aplicou-os em suas obras, inclusive numa experiência de padronagem tipicamente industrial. Mesmo porque hoje os azulejos, além das vantagens e da durabilidade dos antigos, provada através dos séculos, possuem as qualidades que uma avançada tecnologia lhes confere. Eles se mostram apropriados para pequenos detalhes, ambientes interiores ou para grandes escalas ao ar livre. São oferecidos de maneira a satisfazer os mais variados gostos, como padronagens ou diferentes texturas.
Uma vez familiarizado o leitor a respeito da história da cerâmica em diferentes países, procura-se, na seqüência, apresentar dados e informações sobre o diagnóstico do setor, ou seja, a indústria cerâmica nacional com a sua produção, exportação e consumo aparente no período de 1980 à 1996. Além destas informações, observam-se também dados relativos ao panorama internacional, aos aspectos tecnológicos e à cadeia produtiva, como as tendências do setor de modo genérico.
Extraído da internet, se alguem souber a autoria favor informar.
Neste dia em que, comemoramos o Dia Internacional das Mulher, há na História muitas, grandes e fortes mulheres dentre elas:

1ª - Hatchepsut ou Hatshepsut foi uma grande esposa real, regente e faraó do Antigo Egipto. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII Dinastia do Império Novo. O seu reinado, de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade económica e relativo clima de paz.
No Antigo Egipto os anos eram contados a partir da ascensão de uma novo soberano ao poder. Hatchepsut não seguiu esta tradição, tendo preferido inserir-se nos anos de Tutmés III.
No ano 7, Hatchepsut deixa de ser rainha, assumido os cinco nomes que estavam reservados aos faraós. Para legitimar a sua posição, Hatchepsut, junto com os membros do clero de Amon, recorreu a um relato que fazia de si filha do deus Amon-Rá (teogamia). Nas paredes do templo funerário de Hatchepsut, em Deir el-Bahari, está representado o episódio que relata a concepção e nascimento da rainha-faraó.
A mãe de Hatchepsut, Ahmose, encontra-se no palácio real. O deus Amon-Ra observa-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide que chegou a altura de gerar um novo faraó. O deus toma a aparência do rei Tutmés I, encontrando-a no quarto adormecida. A rainha acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amon-Rá se mostra em toda sua plenitude, Ahmose, cai aos prantos em emoção pela grandiosidade do Deus. O casal une-se sexualmente e depois Amon-Rá informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio.
Apesar de não concordarem, os sacerdotes foram obrigados a legitimar a história, pois viviam bem e com muitas mordomias, principalmente por causa das doações que a rainha fazia a eles. Acreditaram que se o Deus Amon não ficasse satisfeito com as decisões da rainha, o Egito sofreria com pragas e colheitas ruins, e então eles poderiam agir. Mas parece que Amon-Rá estava de acordo com as idéias de Hatshepsut, pois ela governou em um período de muita properidade e tranquilidade. Após sua morte, aos 37 anos e com 22 anos de reinado, Tutmés III subiu ao trono do Egito. Hatchepsut foi enterrada na tumba KV20.
2ª - Cleópatra VII Thea Filopator (em grego, Κλεοπάτρα Φιλοπάτωρ, Cleopátra Philopátor; Alexandria, Janeiro de 70 a.C. ou Dezembro de 69 a.C. - 12 de Agosto? de 30 a.C.) foi a última rainha da dinastia de Ptolomeu, general que governou o Egito após a conquista daquele país pelo rei Alexandre III da Macedônia. Era filha de Ptolomeu XII e de Cleópatra V. O nome Cleópatra significa "glória do pai", Thea significa "deusa" e Filopator "amada por seu pai".
É uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Egito, tendo ficado conhecida somente como Cleópatra – ainda que tenham existido várias outras Cleópatras além dela e que a história quase não cita. Nunca foi a detentora única do poder em sua terra natal - de facto co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde) e, depois, com o seu filho. Contudo, em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, mantendo ela a autoridade de fato.
3ª - Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, (Morrinhos, Laguna, 1821 — Mandriole, Itália, 4 de agosto de 1849) foi a companheira do revolucionário Giuseppe Garibaldi, sendo conhecida como a "Heroína dos Dois Mundos". Ela é considerada, até hoje, uma das mulheres mais fortes e corajosas da época.
Durante a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, o guerrilheiro italiano Giuseppe Garibaldi, a serviço da República Rio-Grandense, participa da tomada do porto de Laguna, na então província de Santa Catarina, onde conheceu Anita. Ficaram juntos pelo resto da vida de Anita, que seguiu Garibaldi em seus combates em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai (Montevidéu) e Itália. O casal teve quatro filhos, o primeiro dos quais, chamado Menotti Garibaldi, nasceu no estado do Rio Grande do Sul, na então vila e atual cidade de Mostardas
4ª - Ana Justina Ferreira Néri nasceu na vila de Cachoeira de Paraguaçu-BA, em 13 de Dezembro de 1814. Viúva do capitão-de-fragata Isidoro Antônio Néri, viu seus filhos, o cadete Pedro Antônio Néri e os médicos Isidora Antônio Néri Filho e Justiniano de Castro Rebelo; seus irmãos Manuel Jerônimo Ferreira e Joaquim Maurício Ferreira, ambos oficiais do exército, serem convocados para a Guerra do Paraguai.
Ana Néri escreveu então ao presidente da província uma carta em que oferecia seus serviços como enfermeira enquanto durasse o conflito.
Partiu da Bahia, de onde nunca saíra, em 1865, para auxiliar o corpo de saúde do Exército, que era pequeno e contava com pouco material. Começou seu trabalho no hospital de Corrientes, onde havia, nessa época, cerca de seis mil soldados internados e algumas poucas freiras vicentinas. Mais tarde, assistiu os feridos em Salto, Humaitá, Curupaiti e Assunção.
Mulher de posses, com seus recursos montou na capital conquistada, na própria casa onde morava, uma enfermaria limpa e modelar. Ali trabalhou, abnegadamente, até o fim da guerra, na qual perdeu seu filho Justiniano e um sobrinho, que se alistara como voluntário da pátria.
De volta ao Brasil, em 1870, Ana Néri recebeu várias homenagens: foi condecorada com as medalhas de prata humanitária e da campanha e recebeu do imperador uma pensão vitalícia, com a qual educou quatro órfãos que recolhera no Paraguai. Seu retrato de corpo inteiro, obra de Vítor Meireles, figura em lugar de honra no paço municipal de Salvador. Ana Néri morreu no Rio de Janeiro-RJ, no dia 20 de Maio de 1880.
5ª - Florence Nightingale (12 de Maio 1820, Florença - 13 de Agosto 1910, Londres) foi uma enfermeira britânica que ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos de guerra, durante a Guerra da Criméia. Também conhecida como " A dama da lâmpada". Moça brilhante e impetuosa, rebelou-se contra o papel convencional para as mulheres de seu status, que seria tornar-se esposa submissa, e decidiu dedicar-se à enfermagem.
Florence Nightingale ficou particularmente preocupada com as condições de tratamento médico dos mais pobres e indigentes. Ela anunciou sua decisão para a família em 1845, provocando raiva e rompimento, principalmente com sua mãe. Aparentemente, Florence sofria de esquizofrenia. Em dezembro de 1844, em resposta à morte de um mendigo numa enfermaria em Londres, que acabou evoluindo para escândalo público, ela se tornou a principal defensora de melhorias no tratamento médico.
A contribuição mais famosa de Florence foi durante a Guerra da Criméia, que se tornou seu principal foco quando relatos de guerra começaram a chegar à Inglaterra contando sobre as condições horríveis para os feridos. Em outubro de 1854, Florence e uma equipe de 38 enfermeiras voluntárias treinadas por ela, inclusive sua tia Mai Smith, partem para os Campos de Scurati localizados na Criméia.
Florence Nightingale voltou para a Inglaterra como heroína em Agosto de 1857 e, de acordo com a BBC, era provavelmente a pessoa mais famosa da Era Vitoriana além da própria Rainha Vitória.
6ª - Rita Lobato Velho Lopes (Rio Grande, 7 de junho de 1866 — Rio Pardo, 6 de janeiro de 1954) foi a primeira mulher a exercer a Medicina no Brasil.
Freqüentou o curso secundário em Pelotas e demonstrou, desde cedo, vocação para a Medicina. Mas, apesar de um decreto imperial de 1879 autorizar às mulheres a frequentar os cursos das faculdades e obter um título acadêmico, os preconceitos da época, que relegavam às mulheres a uma função doméstica, falavam mais forte.
Rita matriculou-se inicialmente na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, transferindo-se depois para a Faculdade de Medicina de Salvador, na Bahia. Determinada em obter o título de médica, venceu a hostilidade inicial dos colegas e professores, conquistando aos poucos sua simpatia, até receber do corpo docente da tradicional faculdade baiana as maiores considerações.
Em 1887, tornou-se a primeira mulher brasileira e a segunda latino-americana a obter diploma de médica, após defender tese sobre A operação cesariana.
7ª - Olga Benário (Munique, 12 de fevereiro de 1908 — Bernburg, 23 de abril de 1942) foi jovem militante comunista alemã, de origem judaica, entregue pela ditadura getulista para ser morta pelo regime nazista em campo de concentração. Veio para o Brasil na década de 30, por determinação da Internacional Comunista, para apoiar o Partido Comunista do Brasil. Destacada como guarda-costa de Luís Carlos Prestes, tornou-se sua companheira, tendo com ele uma filha, Anita Leocádia Prestes.
8ª - Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks (Tuskegee, 4 de fevereiro de 1913 - Detroit, 24 de outubro de 2005), foi uma costureira negra norte-americana, símbolo do Movimento dos Direitos Civis. Ficou famosa, em 1º de dezembro de 1955, por ter-se recusado frontalmente a ceder o seu lugar no ônibus a um branco.
Foi através dessa atitude que o então jovem pastor negro Martin Luther King, Jr., concordando com a atitude de Rosa Parks, incentivava em seus sermões os negros fiéis a fazerem o mesmo, ou seja, rejeitar o transporte oferecido pelos brancos sem o devido respeito.
Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org
Fonte de inspiração: A crônica - Grandes Mulheres de Moacyr Scliar - Donna ZH de 08.03.2009

Baco e Ariadne
Ariadne ou Ariadna é a filha de Minos, rei de Creta. Apaixonou-se por Teseu quando este foi mandado a Creta, voluntariamente, como sacrifício ao Minotauro que habitava o labirinto construido por Dédalo e tão bem projetado que quem se aventurasse por ele não conseguiria mais sair e era devorado pelo Minotauro. Teseu resolveu enfrentar o monstro. Foi ao renomado Oráculo de Delfos para descobrir se sairia vitorioso. O Oráculo lhe disse que deveria ser ajudado pelo amor para vencer o minotauro.
Ariadne, a filha do rei Minos, lhe disse que o ajudaria se este a levasse a Atenas para que ela se casasse com ele. Teseu reconheceu aí a única chance de vitória e aceitou. Ariadne, então, lhe uma espada e um novelo de linha (Fio de Ariadne), para que ele pudesse achar o caminho de volta, do qual ficaria segurando uma das pontas. Teseu saiu vitorioso e partiu de volta à sua terra com Ariadne, embora o amor dele para com ela não fosse o mesmo que o dela por ele.
No caminho de volta, passaram na ilha de Naxos e aportaram para descansar. Assim que Ariadne adormeceu, Teseu abandonou-a na ilha e retornou sem ela, esquecendo-se de sua promessa.
Ao acordar, vendo-se sozinha, Ariadne se desespera. A deusa do amor, Afrodite, ao perceber seu desespero, tem pena de Ariadne e promete-lhe um amante imortal, em lugar do ingrato mortal que a enganara.
Naxos era a ilha preferida de Dionísio, filho de Zeus e Sêmele, onde foi deixado depois de ter sido capturado por marinheiros.
Encontrando Ariadne em desespero, atrevendo-se, o inconsolável Dionísio trata logo de a consolar e logo a toma como esposa. Dá-lhe uma linda coroa de ouro como presente de casamento, cravejada de pedras preciosas, que, a pedido dela, ele atira ao céu quando Ariadne morre. Conservando sua forma, a bela logo se torna uma constelação, repleta de estrelas (Corona Borealis) brilhantes, entre um Hércules ajoelhado e o Homem, que tem bem segura nas mãos a Serpente.
Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ariadne

Pompeia foi outrora uma antiga cidade do Império Romano situada a sensivelmente 22 km da moderna Nápoles, na Itália, no território do actual município de Pompeia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 24 de Agosto do ano 79 d.C..
A erupção do vulcão provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade, que se manteve oculta por 1600 anos antes de ser reencontrada por acaso. Cinzas e lama moldaram os corpos das vítimas, permitindo que fossem encontradas do modo exacto em que foram atingidas pela erupção do Vesúvio. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.
Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pompeia

Casamento de Peleu e Tétis
Peleu Rei da Ftia (região da Tessália), era filho de Éaco e da ninfa Endeis, meio-irmão de Télamon, amigo do centauro Quíron.
A sua vida foi uma série de desgraças: matou, por engano, seu irmão Focus, o que motivou o seu exílio em Títia, na Tessália. Aí desposou Antígona, filha do rei Eurítio, e, tendo ido a uma caçada, em companhia do cunhado, matou-o acidentalmente, quando atirava contra um javali. Desesperado, retirou-se para Iolcos, côrte do rei Acesto, onde a rainha por ele se apaixonou e, como não fosse correspondida, queixou-se, caluniosamente ao esposo, de que ele lhe fizera proposta desonesta. O rei indignado, diante do que ouvia, mandou amarra-lo e o expor ao monte Pelion, para servir de repasto aos animais ferozes; mas ele, tendo conseguido se libertar, voltou a Iolcos e matou a rainha. Não ficou aí sua cadeia de infortúnios: propalando-se a falsa notícia de que ele ia se casar com a filha do rei, a sua esposa suicidou.
Casou com Tétis filha de Nereu e de Doris, e a sorte de Tróia foi selada no dia em que Peleu casou com a divina Tétis, numa festa grandiosa nos verdes prados da Tessália. Não era um casal comum: a noiva era uma deusa do oceano, a mais bela dentre as cinqüenta nereidas que moravam no fundo do mar, enquanto o noivo, apesar de ser um bravo guerreiro e um rei de grande respeito, era apenas um homem — mortal como qualquer outro. Tétis viveria para sempre, numa eterna juventude; Peleu, no entanto, iria envelhecer pouco a pouco, até o dia em que sua alma deixaria seu corpo e iria para o escuro mundo dos mortos. Dessa união desigual, que nunca chegou a ser feliz, nasceu Aquiles, que viria a ser a figura decisiva desta guerra que os gregos moveram contra os troianos.
Nunca mais haveria uma festa como aquela, pois foi a última vez que homens e deuses sentaram e beberam juntos. O anfitrião era o sábio centauro Quíron, conhecedor dos segredos da cura de todas as doenças, que tinha criado Peleu como um filho adotivo. Todos gostavam de Quíron, e muitos foram os heróis que, ainda meninos, foram entregues à sua guarda, para que ele os educasse e treinasse, transformando-os em homens justos e em guerreiros formidáveis. Peleu tinha sido um deles, e o centauro se afeiçoara de tal maneira a seu discípulo que o tratava como um verdadeiro filho. Por isso, Quíron tinha feito questão de oferecer esta festa aos noivos, e agora, todo orgulhoso, era ele quem recebia os convidados que chegavam aos seus domínios, na encosta mais verdejante do monte Pélio.
Todas as divindades vieram do Olimpo para prestigiar o jovem casal. O primeiro a abençoar os noivos foi o próprio Zeus, seguido de seu irmão Posêidon, senhor dos mares, que trouxe de presente para Peleu dois cavalos magníficos, Xanto e Bálio, que tinham o dom de falar. Quem visse ali os dois poderosos irmãos, lado a lado, tão alegres e generosos, não poderia suspeitar que até bem pouco tempo tinham travado uma luta feroz para decidir qual dos dois levaria Tétis para o leito. Só tinham desistido de disputá-la quando o oráculo revelou que ela estava predestinada a dar a luz a um filho que seria muito mais poderoso que o pai — e então nem Zeus, nem Posêidon quiseram correr este risco de perder os seus reinados, e, como era o hábito dos deuses, trataram de escolher um pobre mortal sobre o qual recaísse a profecia. Foi assim que decidiram, de comum acordo, casar Tétis com Peleu, o rei da Ftia, que todos reputavam como o mais nobre dos homens da Tessália.
Tétis nem sabia que ele existia. A bela ninfa do mar não pensava em casar; amava a Zeus secretamente, mas nunca tinha cedido a seus galanteios porque ele era marido de Hera, a quem ela respeitava. Peleu, no entanto, há muito gostava dela. Costumava observá-la, encantado, quando ela saía completamente nua do mar e vinha tomar sol numa pequena praia entre as pedras; um dia, ela adormeceu na areia branca e ele não resistiu: aproximou-se em silêncio e abraçou-a apaixonadamente. Para sua surpresa, Tétis, que podia assumir a forma que quisesse, transformou-se num grande pássaro, depois numa árvore, finalmente numa tigresa rajada — quando então Peleu, amedrontado, afrouxou o abraço e a deixou escapar. Desolado, ele procurava uma forma de vencer a resistência da bela nereida, quando Quíron, instruído por Zeus, revelou-lhe que ele a dominaria se conseguisse mantê-la em seus braços, deixando-a mudar de uma forma para outra, sem ter medo de nada, até que ela voltasse à forma primitiva. Assim fez Peleu; e ela passou de ave para touro, de tigre para serpente, passou de fogo para água, mas ele manteve o abraço, e ela enfim se rendeu, lamentando, com um suspiro, que tivessem revelado o o seu segredo a Peleu. Agora, na festa, quando Zeus veio cumprimentá-la, ela não pôde deixar de comentar, num tom amargo: “Peleu só vai ser meu marido porque algum deus o ajudou!”.
Zeus fingiu não entender a sua queixa e foi sentar-se no trono que o centauro Quíron tinha reservado para ele. Pouco depois, chegou a divina Hera. Não tinha vindo com Zeus porque queria cumprimentar a noiva quando ele não estivesse por perto. Há muito ela tinha aprendido a surpreender, no olhar do marido, aquele lampejo de cobiça que as outras mulheres despertavam, e ela não tinha a menor dúvida de que Tétis tinha agradado por demais ao incorrigível conquistador. Conhecia muito bem as manhas dele, e este casamento de Tétis com um mortal estava lhe parecendo suspeito — talvez fosse apenas um arranjo de Zeus, com uma festa de mentira, um marido de mentira, só para esconder mais um de seus adultérios. No entanto, ao falar diretamente com Tétis, tranqüilizou-se: o seu olhar perscrutador encontrou o límpido olhar de uma virgem, que falou com ela sem o embaraço inevitável de alguém que estivesse com culpa. Pensou ter percebido também uma leve ponta de tristeza na maneira como a jovem deusa se referia ao futuro marido, mas decidiu que não era problema seu: afinal, este estava sendo um dia muito feliz para a rainha do Olimpo, e a festa prometia ser melhor do que ela tinha antecipado.
Os deuses continuavam chegando, acomodando-se ao redor das mesas ornadas com as flores do vale, dispostas em meio à tenra relva que vicejava diante das famosas grutas em que Quíron morava com a mulher e os filhos. Ninguém deixou de vir. Até mesmo a rígida Atena, a deusa eternamente virgem, a filha guerreira de Zeus, deixou em casa o seu capacete de guerra e permitiu, pela primeira vez em muitos anos, que os cabelos flutuassem soltos sobre os ombros. A própria Artêmis, a deusa da caça e da Lua, sempre avessa ao matrimônio, guardou os seus cães numa clareira da floresta, pendurou o seu arco e suas flechas no tronco de um velho carvalho e veio fazer parte da festa, ostentando, o que era raro, um belo par de brincos nas orelhas delicadas. Enquanto Hefesto, o deus da forja e do vulcão, entregava a Peleu uma rica armadura de ouro e bronze, feita especialmente para ele, sua ex-mulher, a deusa do amor, Afrodite, entrou no recinto caminhando lentamente, irradiando toda a sua beleza, atraindo os olhares de todos os presentes, especialmente os de Zeus.
Também estava lá o sinistro Ares, temido senhor da guerra — mas desta vez sem o escudo e a lança, alegre, divertindo-se como os outros, entregue à música e à dança. Por último, para deleite de todos, o poderoso Apolo, irmão gêmeo de Artêmis, surgiu à frente do maravilhoso cortejo das Musas, que se aproximaram das mesas entoando o canto nupcial. O próprio deus as acompanhava na lira, e todos os seres vivos daquelas paragens, homens e animais, deixaram de fazer o que estavam fazendo para ouvir aquela música celestial, que falava do dia em que Tétis deixou as brancas ondas do mar para tornar-se a noiva do feliz Peleu.
As ninfas da montanha tratavam de manter sempre cheias as taças de ouro dos convivas, e as mesas estavam repletas de iguarias, ao alcance da mão de todos — comidas da terra, para os mortais, e néctar e ambrosia, para os deuses. O canto das Musas derramou então o seu encantamento por toda a paisagem, pelos picos vizinhos, pelos riachos, pela floresta das encostas, e todo o firmamento pareceu se encher de alegria com a festa de Quíron. Nenhum dos convivas — exceto, talvez, o próprio Zeus — podia imaginar que esta alegre cerimônia seria o cenário de um incidente que causaria, muitos anos mais tarde, a destruição do povo troiano.
Principais lendas associadas ao seu nome: a caçada ao Javali de Cálidon, o assédio de Astidaméia, a viagem com os Argonautas.
Fontes de pesquisa: http://morenobooks.com, http://pt.wikipedia.org


Órion, o caçador, tinha a reputação de ser o homem mais belo da Terra. Um dia, apaixonou-se por Mérope, filha de Enopião, Rei de Quio. Mas Enopião não era um simples mortal; filho de Dioniso, o deus do vinho e do êxtase, tinha ascendência imortal, e abrigava em seu íntimo as paixões intensas do pai.
Enopião prometeu ao caçador Órion a mão de Mérope em casamento, mas só se ele conseguisse livrar suas terras das feras assustadoras que ameaçavam a vida dos habitantes. Isso não era problema para um caçador experiente, e Órion aceitou o desafio de bom grado. Concluída sua tarefa, voltou a se apresentar a Enopião, ansioso por receber sua recompensa. Mas o rei de Quio encontrou motivos para adiar o casamento — ainda havia outros ursos, lobos e leões espreitando nas montanhas. Na verdade, Enopião não tinha intenção de dar a mão de sua filha em casamento, porque estava secretamente apaixonado por ela.
Órion ficava cada vez mais frustrado com a situação. Percorreu novamente as montanhas à procura de animais ferozes, e novamente Enopião arranjou motivos para retardar o casamento. Certa noite, Órion embebedou-se com o mais fino vinho do rei (e o vinho de um filho de Dioniso era realmente bom, e mais forte do que a maioria) e, completamente bêbado, invadiu o quarto de Mérope e a estuprou. Como resultado desse ato de violência, Enopião sentiu-se justificado para se vingar do rapaz. Obrigou-o a beber mais vinho, até o caçador cair num estupor de embriaguez. Em seguida, arrancou-lhe os olhos e o atirou na praia, cego e inconsciente. Com a ajuda dos deuses, Órion recobrou a visão e viveu para buscar muitas novas aventuras. Não sabemos o que aconteceu com a pobre Mérope, violentada e abandonada, e aprisionada por um pai que não tinha nenhuma intenção de deixar que ela se tornasse mulher.

Afrodite (em grego, Αφροδίτη) era a deusa grega da beleza e do amor. Originário de Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Foi identificada como Vênus pelos romanos.
De acordo com o mito teogônico mais aceito, Afrodite nasceu quando Urano (pai dos titãs) foi castrado por seu filho Cronos, que atirou seus testículos ao mar, que começou a ferver e a espumar, esse efeito foi a fecundação que ocorreu em Tálassa, deusa primordial do mar. De aphros ("espuma do mar"), ergueu-se Afrodite e o mar a carregou para Chipre. Por isso um dos seus epítetos é Kypris. Assim, Afrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros deuses olímpicos. Em outra versão (como diz Homero), Dione é mãe de Afrodite com Zeus, sendo Dione, filha de Urano e Tálassa.
Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido pois tão grande era o poder sedutor de Afrodite que ele e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos, como se nada fosse. Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, (segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam, mas pela falta de atenção, Afrodite começou a trair o marido para melhor valorizá-la) que usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos.
Alguns de seus filhos são Hermafrodito (com Hermes), Eros (deus do amor e da paixão) dependendo da versão, é filho de Hefesto, Ares ou até Zeus (com Zeus, apenas quando Afrodite é filha de Tálassa), Anteros (com Ares, a versão mais aceita ou com Adônis, versão menos conhecida), Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Himeneu, (com Apolo), Príapo (com Dionísio) e Enéias (com Anquises). Os diversos filhos de Afrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humana. Afrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hefesto. Afrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, os mais famosos foram Anquises e Adônis, que também era apaixonado por Perséfone, que aliás, era sua rival, tanto pela disputa pelo amor de Adônis, tanto no que se diz respeito de beleza. Vale destacar que a deusa do amor não admitia que nenhuma outra mulher tivesse uma beleza comparável com a sua, punindo (somente) mortais que se atrevessem comparar a beleza com a sua, ou, em certos casos, quem possuisse tal beleza. Exemplos disso é Psiquê e Andrômeda.
Na mitologia grega, Afrodite era acompanhada pelas Cárites, ou Graças como eram também conhecidas. Seus nomes eram Aglae ("A Brilhante", "O Esplendor"), Tália ("A Verdejante") e Eufrosina ("Alegria da Alma").
Suas festas eram chamadas de afrodisíacas e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas eram prostitutas sagradas, que representavam a Deusa, e o sexo com elas era considerado um meio de adoração e contato com a Deusa. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho, o pombo, o cisne, a romã e a limeira. Entre seus protegidos contam-se os marinheiros e artesãos.
Com o passar do tempo, e com a substituição da religiosidade matrifocal pela patriarcal, Afrodite passou a ser vista como uma Deusa frívola e promíscua, como resultado de sua sexualidade liberal. Parte dessa condenação a seu comportamento veio do medo humano frente à natureza incontrolável dos aspectos regidos pela Deusa do Amor.
Afrodite tem atributos comuns com as deusas Vénus (romana), Freya (nórdica), Turan (etrusca), Ishtar (mesopotâmica), Inanna (suméria) e com Astarte (mitologia babilônica).
Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org
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