CAFÉ COM HISTÓRIA


10/04/2009


A condição da mulher na Grécia Clássica

 Procuraremos apresentar alguns aspectos sobre a condição da mulher no Período Clássico. Observamos principalmente as mulheres gregas em geral eram despossuídas de direitos políticos ou jurídicos e encontravam-se inteiramente submetidas socialmente. A ateniense casada vivia a maior parte do tempo confinada às paredes de sua casa, detendo no máximo o papel de organizadora das funções domésticas, estando de fato submissa a um regime de quase reclusão. Mesmo antes do casamento, nem se pensava que a jovem pudesse encontrar-se livremente com rapazes, visto que viviam fechadas nos aposentos destinados às mulheres – o gineceu. Deviam lá permanecer para ficar longe das vistas, separadas até dos membros masculinos da própria família.

As mulheres deviam, por sua graça natural, permanecer em silêncio, o que é por demais significativos de sua condição numa comunidade democrática. Calar a mulher significava, portanto, efetivamente, o mesmo que excluí-la inteiramente da cidadania.

Realmente, como salienta Fábio de Souza Lessa, a mulher agia, e agia relevantemente, como elemento de integração social ao romper com o silêncio, ao disseminar informações junto ao grupo de parentes, amigas, vizinhas, associações religiosas. Tratando-se de uma sociedade de comunicação fundamentalmente oral, era vital a circulação de informações, a integração era mesmo mantida.  Assim, nos contatos com suas phílai durante a realização das atividades domésticas que pressupunham um trabalho coletivo, em ocasiões de visitas às vizinhas, nas idas à fonte, na colheita de frutos, as esposas encontravam a possibilidade de dialogarem entre si, transmitindo informações e, simultaneamente, se mantendo informadas acerca dos acontecimentos e dos saberes que circulavam na sociedade políade. Segundo Luís Garcia Iglésias , as opiniões das esposas podiam de fato sensibilizar os maridos nas decisões que estes tomavam na Assembléia . Com relação à condição feminina em Esparta para o mesmo período, observamos que suas mulheres pareciam ter uma “liberdade” maior que as atenienses. As espartanas eram até licenciosas, depravadas e luxuriosas. Acusava-as, principalmente, de mandarem nos maridos, deixando subentendido que o motivo disto estava no fato de muitas viúvas casarem novamente, levando consigo os direitos sobre o lote de terra (kléros).  As mulheres se tornaram possuidoras de cerca de dois quintos de todo o território da Lacedemônia, por causa do grande número delas que herda propriedades e da prática de dar grandes dotes , o mau comportamento da mulher não somente infunde um ar de licenciosidade à própria constituição, mas  também tende de certo modo a estimular o amor à riqueza”. Ao menos a mulher espartana tinha a possibilidade de uma vida absolutamente não reclusa e, inclusive, uma participação no treinamento militar, dado fundamental nesta sociedade essencialmente guerreira. Mas não devemos ser induzidos a erro, já que isto não significava que as mulheres espartanas tivessem socialmente mais consideração e sim, ao contrário, que sua utilidade era ainda mais diminuída no mundo da pólis.

Marcos Alvito informa-nos que as mulheres espartanas, ao contrário das atenienses (onde o fundamental no aprendizado de uma jovem, desenvolvido junto à avó, à mãe ou às criadas da casa, era a vida doméstica e, talvez, um pouco de leitura, cálculo e música), podiam (e deviam) praticar exercícios físicos e praticar jogos, mas isto se dava somente devido à crença que os filhos seriam melhores e mais fortes se ambos os pais fossem fortes ou, em outras palavras, as mulheres continuavam a ser vistas como simples reprodutoras. Se elas eram mais “livres”, podiam sair mais freqüentemente de casa, não tratava-se, como salienta Marcos Alvito, de uma aberração, mas de uma decorrência natural de uma organização social que propositadamente enfraquecia a família, retirando toda a força dos vínculos conjugais, fazendo com que os filhos fossem criados pelo Estado e os maridos só visitassem as esposas de vez em quando. Como se vê, estas mulheres espartanas eram ainda menos importantes no corpo social e na vida de seus maridos que as atenienses, uma vez que se viam privadas de criar os próprios filhos a partir de certa idade e de manter regularmente um relacionamento conjugal com seus maridos. Em resumo, o que se objetivava era fortalecer a comunidade de guerreiros em detrimento da esfera privada - foi à implantação na sua forma radical do ideal hoplítico (Alvito, 1988). Com relação às diferenças de condição social entre as mulheres casadas e as demais, devemos traçar algumas considerações. Era o quirios da donzela (seu pai, ou, na falta deste, um irmão nascido do mesmo pai, um avô, ou, finalmente seu tutor legal) quem escolhia o marido e por ela tomava as decisões necessárias. A lei fixava a forma do casamento legítimo e este se dava pela engiesis que era, na essência, um contrato, a entrega da mão em troca de um penhor. Em Atenas, uma jovem podia até casar-se sem dote, mas só em casos excepcionais; parece mesmo que a existência do dote era o sinal que permitia a distinção entre o casamento legítimo e o concubinato. O objetivo fundamental do casamento era a reprodução. Este servia assim a uma finalidade de ordem religiosa e a uma de ordem cívica, pois os filhos perpetuavam a raça e o culto dos antepassados (culto que era considerado indispensável à felicidade dos mortos no outro mundo) e perpetuavam a própria comunidade de cidadãos, pois a mulher, apesar de efetivamente não ser uma cidadã conforme vistos transmitiam a cidadania aos filhos. Em caso de adultério ou esterilidade, concedia-se a ruptura do casamento, acompanhado de ritos religiosos, que funcionavam como uma contrapartida dos ritos núpcias. Normalmente a ruptura era amigável, mas se houvesse desacordo entre os cônjuges, os tribunais decidiam a desavença e, conforme dessem ou negassem razão ao marido, este ou podia conservar o dote, ou era obrigado a devolvê-lo. Entretanto parece que repúdios e divórcios eram facilmente conseguidos pelos homens e dificilmente pelas mulheres.

Esperava-se das mulheres casadas que elas não se interessassem pelas coisas de fora de suas casas. Poucas ocasiões lhes eram mesmo dadas para falar com os maridos por muito tempo. Estes, inclusive, não deviam tomar as refeições na companhia de suas esposas e quando se recebia amigos, a esposa não devia comparecer na sala do festim. Seus deveres eram, conforme comentamos, os da dona de casa e só saíam às ruas para fazer compras acompanhadas por uma escrava aia, ou por ocasião das festas da cidade, ou de certos acontecimentos familiares. Nota-se, entretanto, uma progressiva e relativa liberação, e começa no século IV a se desenvolver uma prática em larga escala de visitas à casa de vizinhas para empréstimos de objetos caseiros e com a finalidade última de travar contatos. Tal fato, como também já observamos, está ligado a derrota na Guerra do Peloponeso. As necessidades carnais e sentimentais que os homens não satisfaziam junto à sua esposa reprodutora, iam fazê-lo fora do casamento com rapazes ou concubinas e cortesãs.

O homossexualismo masculino, inicialmente favorecido por uma camaradagem militar tal como se praticava em Esparta e Tebas ainda na Idade Clássica, em Atenas significava mais uma iniciação do jovem pelo adulto em todos os domínios, assim sendo a ligação entre erastós (amante) e erômenos (amado) devia cessar assim que adviessem os pêlos, quando o jovem se tornava adulto e devia se preparar para casar (por volta de 18 anos ou mais); normalmente as relações homossexuais masculinas entre adultos eram mal vistas em Atenas. Parece também que no século IV grande foi o desenvolvimento do concubinato que gozava de uma situação legal publicamente reconhecida. As concubinas podiam ser atenienses, escravas ou estrangeiras, ainda que, como saliente Maffre, fossem normalmente escravas da casa (Maffre, 1989: 89). Já as cortesãs eram normalmente escravas de fora (ligadas a bordéis ou independentes) que geralmente contentavam-se com modestas remunerações. Havia também as hetairas que, ao contrário, custavam somas elevadíssimas, pois eram cortesãs de luxo. É provável que muitas cortesãs, sobretudo as últimas, recebessem educação mais livre e mais cultas que as esposas de Atenas, sobretudo no que diz respeito à música, ao canto e à dança.

Moisés Romanazzi Torres

Escrito por BÁRBARA PRADO às 18h04
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06/04/2009


Hora da Risada

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h13
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Tubérculo da discórdia !!!

Conta a lenda que um a marinheiro espanhol junto com sua nau, aportou em um ponto boliviano ou peruano, sem confirmação.

O fato é que, este marinheiro enrrabichou-se por uma princesa da tribo, ficando com a moça por um longo tempo e esta ânciosa para efetuar o matrimônio.

O rapaz quando presentiu que a real inteção era esta, fugiu na calada da madrugada e os guerreiros da tribo ao verem a fuga, jogaram na direção do navio, o que tinham mais próximo, a tal batata.

No caminho de volta à Europa o marinheiros alimentaram-se da tal leguminosa, vinto esta a ser tão conhecida.

 

  • Já fatos históricos contam que:

Quando os conquistadores espanhóis invadiram o Império Inca em busca de riquezas, ao final do século XVI, jamais poderiam imaginar que levariam para a Europa e o resto do mundo um bem muito mais precioso: a batata andina. Esta foi disseminada pelos navegadores espanhóis e ingleses para as colônias – origem da denominação de “batata inglesa”. Entretanto, foram os incas e outros povos indígenas que, durante oito milênios, desenvolveram a bataticultura, utilizando espécies andinas. Técnicas eficientes de
produção tornaram a batata o principal produto agrícola, bem como a base da alimentação na Civilização Inca. Assim, foram selecionados tipos variados para os diversos usos na alimentação, alguns ainda hoje encontrados em países andinos.

Entretanto, os espanhóis levaram para a Espanha, em 1570, uma única espécie: Solanum tuberosum ssp. andigena; há relatos de uma segunda introdução, em 1590, na Inglaterra. Contudo, somente cerca de 200 anos após, a
batata tornou-se um alimento básico na Europa, sendo, a partir de então, introduzida em todos os
continentes. Para europeus, norteamericanos e latino-americanos, exceto os brasileiros, a batata constitui a base da dieta alimentar diária; em outros países, como no Brasil, é utilizada em menor escala, como hortaliça.

  • A História:

A batata ( Solanum tuberosum L. ) é originária dos Andes peruanos e bolivianos onde é cultivada há mais de 7.000 anos. Recebe diferentes nomes conforme o local: araucano ou Poni ( Chile ), Iomy ( Colômbia ), Papa ( Império Inca e Espanha ), Patata ( Itália ), Irish Potato ou White Potato ( Irlanda ).

A batata foi introduzida na Europa antes de 1520 sendo responsável pela primeira revolução verde no velho continente: os ingleses incendiavam os trigais e matavam os porcos criados pelos irlandeses, levando o povo à miséria, entretanto a batata resistia ao pisoteamento das tropas, às geadas e ficavam armazenadas no solo.

Alguns governantes impuseram medidas para a difusão da batata na Europa: Frederico Guilherme , da Prússia, ordenou a amputação do nariz de todos os camponeses que não plantassem batatas; Luis XVI, da França, ordenou a instalação de canteiros em locais públicos com a presença da guarda armada somente durante o dia - o que vale ser guardado vale ser roubado.

A difusão da batata em outros continentes ocorreu através da colonização realizada pelos países europeus, inclusive no Brasil. Inicialmente era cultivada em pequena escala em hortas familiares, sendo chamada de batatatinha, assim como na construção de ferrovias ganhou o nome de batata inglesa, por ser uma exigência nas refeições dos técnicos vindos da Inglaterra.

Pesquisadores da história da alimentação apontam duas razões básicas para o êxito e a disseminação da batata: o valor energético / ausência de colesterol e o fato de possuir sabor e cheiro pouco acentuado, possibilitando centenas de combinações que resultam em sabores diferentes.

Nutricionistas da FAO afirmam que uma dieta composta de batata e leite poderia suprir, em caráter de emergência, todos os nutrientes de que o organismo humano precisa para se manter.

Atualmente a batata é o 4º alimento mais consumido no mundo, após arroz, trigo e milho.

Fonte de pesquisas: David Coimbra no Cafe TV Com,  http://www.abbabatatabrasileira.com.br

Escrito por BÁRBARA PRADO às 22h12
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04/04/2009


Pégaso e Belerofonte

Quando Perseu cortou a cabeça de Medusa, o sangue caindo sobre a terra, transformou-se no cavalo alado Pégaso. Atena pegou-o e mansou-o, dando-o de presente às musas. A fonte de Hipocreue, situada na montanha onde viviam as musas, Hélicon, foi aberta por um coice daquele cavalo.

A Quimera era um monstro horripilante, causava grandes estragos na Lícia, de sorte que o rei do país Iobates, procurava um herói para destruí-la. Naquela ocasião, chegou o jovem Belerofonte, que trazia carta de Proteu, genro de Iobates, recomendando-o com um grande herói. Mas, acrescentou que o sogro devesse matá-lo, pois, este tinha ciúmes de Belerofonte  com sua esposa Antéia.

Após ler a carta, o rei teve a idéia de mandar Belerofonte matar a Quimera, o jovem aceitou a proposta, mas antes de entrar em combate, consultou um vidente, que o aconcelhou a recorrer, se possível, para luta, ao cavalo Pégaso.

Para esse fim, o jovem deveria passar a noite no templo de Atena. Assim o fez Belerofonte e, enquanto dormia, Atena procurou-o e entregou-lhe um rédea de ouro, que se  encontrava na mão do jovem ao despertar. Atena mostrou-lhe, também o cavalo bebendo água na fonte Pirene, e mal avistou a rédea dourada, o cavalo aproximou-se docilmente e se deixou cavalgar.

 

 

Nele montado, Belerofonte elevou-se ao ares, não tardou a encontrar a Quimera e obteve uma fácil vitória sobre o monstro.

 

Belerofonte mata a Quimera

 

 

Afinal Belerofonte, por seu orgulho e presunção, incorreu na ira dos  deuses; chegou, segundo se conta, a tentar voar até o céu em seu corcel alado, mas Zeus mandou um moscardo atormentar Pégaso. O cavalo atirou ao chão o cavaleiro, que, em consequência, se tornou coxo e cego. depois disso, Belerofonte vagou sozinho pelo campos aleanos, evitando o contato dos homens, e morreu miseravelmente.

 

Fonte de pesquisa: Thomas Bulfinch O Livro de Ouro da Mitologia - pág 154

Escrito por BÁRBARA PRADO às 10h15
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Mais de 30.000 visitas então só posso dizer:

 

Escrito por BÁRBARA PRADO às 09h48
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Níobe

Níobe é uma personagem da Mitologia Grega, filha de Tântalo e esposa de Anfião, rei de Tebas. Diz a mitologia que por ser muito fértil, teve catorze filhos (sete homens e sete mulheres), que ficaram conhecidos como "nióbidas". O povo de Tebas se reuniu para render tributo a deusa Latona. Eis que Níobe aparece insultando a deusa, que só teve dois filhos, Apolo e Diana. A rainha disse: Que loucura é esta? Preferir seres que nunca vistes àqueles que tendes diante dos olhos! Por que Latona deve ser cultuada, e eu não?[...]Se eu perdesse alguns de meus filhos, dificilmente ficaria tão pobre como Latona, com seus dois únicos.Suspendei esta solenidade...tirai o louro de vossas frontes...Não prossigais este culto!

E o povo obedeceu. Latona indignou-se com a audácia da mortal, e implorou vingança a seus filhos, que eram arqueiros. Então Apolo e Ártemis, mataram todos os sete filhos de Níobe.Quando soube, pranteando os filhos junto com as irmãs deles,exclamou:

Cruel Latona! Sacia todo teu ódio em minha angústia! Que teu duro coração se regozije, enquanto levo ao túmulo meus sete filhos. Mas onde está o teu triunfo? Despojada como estou,ainda assim sou mais rica que tu, que me venceste.

Mal acabou de dizer essas palaveras, novas flechas caíram, matando todas as filhas moças, menos a caçula. A desesperada mãe implorou: Poupai-me esta, a mais moça!Poupai-me uma, entre tantas!

 

Níobe e sua filha (Galeria Uffzi-Florença /Itália)

 

Mas a seta fatal já havia sido disparada O fato deixou Zeus compadecido com a dor de Níobe e a transformou numa rocha, mas ela ainda chorava a perda dos filhos, vertendo água constantemente numa nascente.

 

 

Fonte de Pesquisa: O livro da Mitologia - Thomas Bulfinch - pág 140

Escrito por BÁRBARA PRADO às 09h43
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Ninfa Clítia

Clítia ou Clície era uma ninfa aquática,  filha de Océanos e de Tétis, apaixonou-se por Apolo, ao tocar sua pele o calor de seus raios, a ninfa pensava que o enviava uma carícia, e isso a faziam sentir-se feliz.  Ele não lhe correspondia, o que a fez definhar.

Deixou-se ficar durante todo  o dia sentada no frio chão, com as tranças desatadas caídas sobre os ombros. Assim passaram-se  nove dias sem que ela comesse ou bebesse, alimentava-se apenas das próprias lágrimas e com gélido orvalho que desde então haveria de refrescar as flores . Durante o dia contemplava o Sol desde o nascente ao poente, não via outra coisa, seu rosto voltava-se constantemente para ele. afinal, conta-se, seus pés enraizaram-se no chão, seu rosto transformou-se numa flor que se move constantemente em seu caule, de maneira a estar sempre voltada para o sol (o girassol), em seu curso diário, conservando, assim o sentimento da ninfa que lhe deu origem.

Fonte de Pesquisa: O livro de Ouro da Mitologia - Thomas Bulfinch - pág 128

Escrito por BÁRBARA PRADO às 09h32
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02/04/2009


1º de Abril

Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Supertições? Tradicionalmente, supõe-se que as peças encerrem à meia-noite. Supõe-se que os feitos posteriormente tragam a má sorte ao perpetrador. Contudo, isto não é universalmente aceito, e muitas peças já foram praticadas depois da meia-noite.

Alguém que não consegue aceitar os truques, ou tirar proveito deles dentro do espírito da tolerância e do divertimento também deve sofrer com a má sorte. Também se diz que aquele que for enganado por uma bonita menina será recompensado com o matrimônio, ou pelo menos a amizade dela.

Fonte de pesquisa http://pt.wikipedia.org

Escrito por BÁRBARA PRADO às 23h47
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