Democrata eleito por Massachusetts, Ted morreu na cidade de Hyannis Port, e era irmão de John Kennedy, presidente americano assassinado em 1963, de Robert Kennedy, senador assassinado durante campanha para a nomeação presidencial democrata de 1968, e de Joe Kennedy, piloto morto na II Guerra Mundial.
Ted Kennedy era o último sobrevivente de uma família privilegiada e carismática que dominou a política americana na década de 1960, atraindo a atenção do mundo inteiro. O senador lutava contra um câncer no cérebro diagnosticado em maio de 2008.
Por anos, democratas consideraram sua candidatura à presidência inevitável. Em 1968, uma possível campanha emergiu poucos meses depois da morte de Robert, mas ele desistiu, percebendo que não estava preparado para ser presidente. Analistas políticos consideraram sua candidatura em 1972, mas as especulações tiveram fim quando, em uma noite de julho de 1969, o carro que dirigia caiu de uma ponte matando uma jovem passageira afogada, mas conseguiu salvar-se, ao mesmo tempo em que não prestou nem pediu socorro para sua acompanhante, que teria morrido horas depois afogada. Ted assumiu a culpa mas declarou-se em estado de choque, sendo condenado a dois meses de prisão condicional, ao mesmo tempo em que nunca houve maiores investigações sobre a veracidade de sua versão.[A tragédia teve um efeito corrosivo na imagem da família.
Era o mais novo dos nove filhos de Joseph P. Kennedy, um homem de negócios e ex-embaixador americano de origem irlandesa. Seu primeiro mandato como senador foi obtido após o adiamento de eleições, o que permitiu que tivesse a idade mínima (30 anos) necessária para o cargo, na vaga deixada pelo seu irmão, eleito presidente, gerando acusações de favorecimento.
Como político:
Voltou-se, então, para a defesa de causas liberais, apoiando, mesmo sendo de família católica, o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Também foi um defensor de direitos dos imigrantes e do controle de armas. No âmbito externo, condenou a ditadura militar do general chileno Augusto Pinochet, o regime de apartheid na África do Sul, a guerra do Vietnã e a guerra do Iraque, além de participar de esforços de paz na Irlanda do Norte. Em 2006, a revista Time o citou como um dos dez melhores senadores americanos, devido a todo seu histórico. Para muitos analistas, seu legado em décadas de lutas legislativas foi mais profícuo que o deixado por seus irmãos. Ficou conhecido por sua habilidade em tratar com os republicanos. Ainda que o partido tenha combatido muitas de suas idéias, seus projetos sempre contavam com apoio de políticos desse partido.
Eleito ao todo oito vezes senador, permaneceu mais de quarenta anos no cargo, sendo o segundo mais longevo (atrás apenas do democrata Robert Byrd). Recebeu de Barack Obama, em 2009, a mais alta condecoração civil, a Medalha Presidencial da Liberdade, pelo seu trabalho como agente de mudanças.
Fonte de pesquisa: WEB








Leia este blog no seu celular